quinta-feira, 14 de julho de 2016

Intercâmbio de graça? Porque não na UFPR?

Você já pensou na possibilidade de fazer um intercâmbio de graça? Ou na oportunidade de iniciar sua carreira profissional em uma grande empresa? Conheça mais sobre os Programas de bolsas e estágios do Santander Universidades. 


O Programa de Bolsas Luso-Brasileiras é um dos mais tradicionais Programas de Mobilidade Internacional do Santander Universidades que tem por objetivo estimular o intercâmbio acadêmico e cultural entre o Brasil e Portugal. Neste ano (2016) o Programa completou sua 11º edição, beneficiando mais de 1000 alunos de instituições públicas do Brasil. Foram 165 bolsas de estudos com valor de 3300 mil euros por aluno/por semestre. Os alunos selecionados neste ano, irão viajar em agosto deste ano e retornarão em setembro de 2017. 


O Programa de Bolsas Ibero-Americanas foi criado em 2011 e conta com a integração Ibero-americana (Brasil, Peru, Argentina, Espanha, Chile, Colômbia, México, Portugal, Porto Rico e Uruguai). Neste ano foram 850 bolsas destinadas à instituições públicas brasileiras no valor de 3000 euros por aluno/por semestre. Alunos selecionados neste ano viajarão em setembro deste ano e retornarão em dezembro de 2017. 


O Programa de Bolsas Internacionais foi lançado em 2010 e beneficia cerca de 300 alunos de instituições públicas anualmente, podendo ser do Brasil, Espanha, México e Reino Unido. Estudantes da graduação e pós graduação estão convocados, porém o discente deve ter bom rendimento acadêmico, condições econômicas desfavoráveis e bons conhecimentos em outros idiomas. A bolsa equivale a 5000 euros por aluno/por semestre. As inscrições estão abertas.

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O Programa de estágio do Santander Universidades foi lançado em 2011 na Espanha e hoje contempla 8 países (Brasil entre eles). A bolsa tem duração de 4 meses com carga horária de 4 horas por dia com valor de R$882,00 incluindo auxílio transporte e recesso remunerado. Neste ano o programa pretende disponibilizar 1000 vagas (sendo 100 destinadas ao agronegócio)

Universidades como USP, UFRJ, UFRR, UFPE, PUC, entre outras, estão inclusas nesses programas. Mas porque a UFPR não está na lista?

Em 2011 o site da UFPR lançou nota a respeito da disponibilidade de bolsas (veja aqui)
Em 2013 três professores receberam a bolsa (saiba mais aqui), mas o que aconteceu com o vínculo entre a universidade e o banco? Porque não temos mais o benefício e como podemos correr atrás? Queremos saber mais sobre essa e outras oportunidades. 










terça-feira, 12 de julho de 2016

Fundação Iberê Camargo

No ultimo feriado do dia 26/05 foi realizado o Encontro Regional Sul dos Grupos PET, na cidade de Porto Alegre. O grupo PET Engenharia Civil da UFPR marcou presença no evento e aproveitou para conhecer a capital do Rio Grande do Sul. Um dos pontos visitados pelo grupo foi a fundação Iberê Camargo, construída às margens do lago Guaíba. A fundação foi criada em 1995 e tem como objetivo preservar e divulgar a obra do artista que dá nome a ela. Entre as atividades realizadas pela organização estão exposições e seminários, além de outros eventos que buscam estimular a interação do público com as obras ali expostas.

Nós, como futuros engenheiros civis, não conseguimos deixar de nos impressionar com a estrutura que sedia a fundação e recebe as obras. A edificação, projetada pelo arquiteto mundialmente reconhecido Álvaro Siza, chama a atenção pela arquitetura singular. Mas não é só esteticamente que o prédio se destaca. O projeto respeita todas as normas internacionais de segurança e atendimento, além de se preocupar com o meio ambiente, apresentando soluções de engenharias em vários sistemas do prédio.


Membros do PET Civil UFPR em frente ao museu
Começando pela iluminação: o prédio possui poucas janelas, basicamente a única entrada de luz natural se dá por uma clarabóia de vidro leitoso no último andar, a luz natural não é tão aproveitada na iluminação uma vez que pode vir a danificar algumas obras que eventualmente são expostas. O sistema de iluminação do prédio é todo controlado por sensores, ajustando a luminosidade para que continue a mesma em todos os horários do dia, além das lampadas serem posicionadas a fim de não produzirem sombras.

Outra peculiaridade do prédio é o reaproveitamento da água da chuva para várias finalidades. Ela é usada nos banheiros, que contam também com uma estação de esgoto, tratando sólidos e líquidos no próprio prédio. A água ainda é usada no sistema de refrigeração, circulando por paredes da edificação, ajudando a controlar a temperatura interna e enquanto economiza energia.

O controle de temperatura é outro diferencial. O ar condicionado produz gelo durante a noite, quando a energia é mais barata, usando-o para manter a temperatura regulada durante o dia. O isolamento é feito com lã de rocha, além do sistema já citado da circulação da água por meio de tubos embutidos nas paredes.

Mas é claro que a arquitetura do prédio é o que mais chama a atenção a primeira vista. O museu se ergue em um maciço de concreto branco, no qual foram usadas pedras da região para tingir o concerto, misturando curvas e retas, simetria e assimetria. Usando sistemas estruturais inovadores que garantem grandes espaços internos, contribuindo para a atmosfera do local.

Resumindo, a Fundação Iberê Camargo impressiona não só pelas obras de arte nela expostas, mas também pelas inovações que o edifício sede apresenta, propondo novas soluções de engenharia, impressionando engenheiros e arquitetos que a visitam. Sem dúvida nenhuma é um ponto turístico recomendado pelo PET Engenharia Civil da UFPR 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Origamis para estruturas?

Saiba mais sobre o origami-resistente utilizado na Engenharia Estrutural!

Também chamada de “zippered tube”, ou tubo de zíper (este nome deve-se ao funcionamento conjunto dos tubos, que se comportam como um zíper), esta tecnologia já está sendo desenvolvida há um bom tempo por pesquisadores da Universidade de Illinois, da Universidade de Tóquio e do Instituto de Tecnologia de Geórgia. Esta técnica de construção, de acordo com os estes estudiosos, permite que uma folha de papel se transforme em uma estrutura com uma resistência de duas vezes maior que a resistência inicial.


O origami para este tipo de estrutura foi baseado na dobradura Miura-ori, que consiste em dobras ziguezagueadas das tiras de papel. Esta técnica foi criada nos anos 80 por Koryo Miura, um astrofísico japonês, e permite, através das dobras, reduzir o tamanho de uma folha de papel em um pequeno pedaço. O mais interessante neste sistema é que, quando se aplica uma força, ela se curva para qualquer lado. A rigidez da dobradura pode ser aumentada utilizando incrementos de papel, colando uma outra peça nela, formando assim um tubo.

Com a utilização de origamis na engenharia, podemos ter fachadas que alteram a sua forma e também a criação de pontes e abrigos para situações emergenciais. Além disso podem ser produzidas estruturas leves capazes de suportarem cargas de magnitude considerável.


“A habilidade de mudar funcionalmente em tempo real e uma grande vantagem do origami”, afirma Filipov. ” Tendo essas estruturas transformáveis, você pode mudar a sua funcionalidade e torna-la adaptável. Elas são reconfiguráveis. Você pode mudar as características do material: Você pode fazer com que sejam mais rígidos ou flexíveis, dependendo do uso proposto”.

O que se espera desta tecnologia, é que possam ser feitas outras combinações de tubos, com variados ângulos de dobramento, afim de construir novas estruturas. Além disso, espera-se que a técnica seja aplicada em outros materiais, como plástico e metal, para que possam ser aplicados na construção de robôs microscópicos.

Confira abaixo um vídeo ilustrativo referente à este sistema:


Para mais informações, acesse: http://gizmodo.uol.com.br/origami-super-resistente/
sexta-feira, 1 de julho de 2016

Longo período para recolocação no mercado e profissionais aceitando ganhar menos - os reflexos da crise econômica


Imagem: Arrecadação de empresas do segmento caiu 50% em 2015.

O setor da engenharia de projetos na construção civil tem sido um dos mais afetados pela crise na economia brasileira. Prova disso é que o salário dos profissionais que buscam o primeiro emprego ou recolocação no mercado caiu até pela metade nos últimos seis meses, segundo levantamento da consultoria Page Personnel. 

Na pesquisa, em que foram avaliadas remunerações de 10 mil candidatos entre setembro de 2015 e fevereiro de 2016, constatou-se que a expectativa salarial do engenheiro de projetos vai de R$ 6 mil a R$ 8 mil. Há um ano, no entanto, a variação acontecia entre R$ 8 mil e R$ 12 mil.

José Roberto Bernasconi, presidente nacional do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), vê o frágil momento político como um dos motivos para a redução de salários. Ele acredita que as grandes empresas envolvidas em escândalos de corrupção afetam toda sua cadeia de fornecedores: "No caso da Petrobras, quando ela perdeu seus contratos, parou a fabricação dos navios-sonda, das plataformas de petróleo e das compressas de refinarias. Todo mundo que estava subcontratado dançou. Houve queda dessas contratantes, então foram jogados no mercado profissionais qualificados sem alternativa, devido a especialização em petróleo [neste caso]".

Fora das áreas nas quais são especialistas, estes engenheiros são obrigados a se realocar em outros cargos, aceitando salários mais baixos em grande parte dos casos. "É uma questão de sobrevivência. Quem é recém formado não tem experiência e tem mais dificuldade, mas qualquer profissional que fique parado por muito tempo vai consumir suas reservas financeiras e se desatualizar. Assim, ele deixa de se manter em forma, como um atleta. Ele vai perdendo técnicas e aceita uma colocação por remuneração menor esperando novos tempos", explica Bernasconi. 


Além disso, o gerente da consultoria também vê o mercado de engenharia com um posicionamento diferente dos demais em relação ao perfil de profissional desejado: "Diferente da maioria das outras áreas no Brasil, as empresas de engenharia buscam profissionais com mais tempo de vida profissional. Outras dão muita chance para os jovens, mas o engenheiro tem sofrido para ingressar na carreira. Ele se forma e não consegue avançar por falta de oportunidade no início. Pessoas com muita experiência sofrem, pessoas com pouca experiência sofrem mais".O tempo médio para recolocação de um engenheiro de projetos realmente se tornou um problema: antes a recolocação se dava em um ou dois meses. Atualmente, eles ficam desempregados de 3 a 12 meses. Lucas Oggiam, gerente da Page Personnel, reforça a ideia e ainda diz que o profissional aceita ganhar em torno de 10% a 20% a menos em comparação ao salário anterior tamanha é a demora do processo seletivo. "Aqueles que analisam o mercado não sabem o que vai acontecer. Existem diversos cenários, mas nada é certo. Quem está procurando um nova oportunidade, é melhor que se agarre ao que tem", afirma.


Para Bernasconi, o engenheiro de projetos tem a possibilidade de fugir da crise no setor buscando colocação em outras áreas: "Ele é um solucionador de problemas. Pode atuar na administração, pode ser gestor. Ele se adapta, tem capacidade de empreendedor. Os bancos sempre foram empregadores de engenheiros, principalmente por conta da formação matemática". No entanto, o presidente do Sinaenco ressalta que, mesmo assim, este profissional não deve esperar facilidade na hora de buscar outros empregos. "Não basta ser engenheiro para ter uma colocação. Com menos experiência, você tem mais dificuldade. Pode até não conseguir emprego, mas pode, sim, tentar se virar em outras áreas", completa.

Faturamento das empresas

A arrecadação das empresas que atuam no ramo também caiu pela metade em 2015, segundo pesquisa do Sinaenco. Foram avaliadas mais de 500 empresas nacionais dos mais diversos portes. 

Bernasconi acredita que a redução seja fruto de problemas generalizados na economia do país: "Em 2014, o crescimento da economia foi de apenas 0,1%. Em 2015, houve queda de 3,8%. Já existem previsões de redução para 2016 que vão de 4,3% a 4,5%, além do arrastamento para o ano de 2017. Com isso, o desemprego segue aumentando e atividade econômica em declínio. Houve decisões muito equivocadas na administração. Há interferências externas, desmanche por decisões na produção de energia, desestruturação do setor energético...quando a economia trava, a arrecadação caminha para trás. Deixamos de receber e repassar".


A solução para os problemas no setor, diz Bernasconi, passa pelo governo. "Se não houver investimento, você diminui a oferta (...) Tem que corrigir a previdência, os gastos públicos e fazer uma reformulação em todos os sistemas",avalia.

Adaptado de http://economia.ig.com.br/carreiras/2016-03-19/crise-derruba-pela-metade-salarios-no-setor-de-engenharia-de-projetos.html
terça-feira, 28 de junho de 2016

XIII ENEDS - Florianópolis

O ENEDS é o Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social, evento aberto e gratuito para todos, e que em 2016 ocorrerá, entre 16 e 19 de agosto, na Universidade Federal de Santa Catarina, no campus Trindade - Florianópolis. O tema desse ano é "Quem faz a tecnologia" e será debatido, principalmente, a quem serve a engenharia e para quem a tecnologia está a serviço.



O Encontro tem por objetivo abrir um espaço de reflexão dentro da Engenharia, para discutir os caminhos e as possibilidades de desenvolvimento social. O evento busca interligar as instituições de ensino e pesquisa, de setores públicos e privados, dos movimentos sociais e da própria sociedade civil, com o intuito de constituir-se como um meio de conscientizar os participantes sobre a demanda pública e popular de tecnologia com fins sociais de forma emancipadora.

O ENEDS tem colaborado com a redução das distâncias e barreiras entre profissionais, estudantes, setores populares e interessados que desejam aprofundar seus conhecimentos sobre como a Engenharia pode contribuir com o Desenvolvimento Social do país. Isso ocorre de maneira horizontal e colaborativa, pois o evento permite o encontro de pessoas, com diferentes formações e realidades, e instituições públicas e privadas discutindo e buscando formas de melhorar a realidade da nossa sociedade.

As inscrições para o evento ainda estão abertas e sua programação será a seguinte:



O papel social do engenheiro civil é de grande importância e não é um assunto muito discutido dentro do nosso curso. Por essa razão, seria muito interessante a participação dos alunos em eventos de cunho social, além dos eventos técnicos-científicos. Vários membros do PET Civil UFPR já se inscreveram e estão se organizando para conseguir transporte para o evento. Se você tem interesse em ir ao XIII Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social se inscreva pelo site oficial e venha falar conosco. Mobilize seus amigos e vamos tornar o mundo um lugar melhor para todos através da engenharia!

Site oficial: eneds.net
Facebook do evento: XIII ENEDS
quinta-feira, 23 de junho de 2016

Porque tantos alunos largam o curso de Engenharia?



Você já se perguntou porque os cursos de Engenharia, em geral, possuem um alto índice de evasão?

Não é difícil perceber que as engenharias exigem um tempo maior de dedicação, além de um nível básico de conhecimento. Mas o que explica a desistência de cerca 55,59% dos alunos ingressantes?  

A escolha prematura do curso associada à deficiência na formação básica resultam em uma evasão de 56,02% dos alunos que cursam engenharia em instituições públicas e de 37,68% dos alunos que cursam em particulares (neste caso há a associação quanto a dificuldades financeiras ao decorrer dos períodos). Diante a este cenário, onde a universidade atua na melhoria da graduação como um todo?

A falha no sistema educacional brasileiro começa na base e é carregada até o ensino superior. Um dos grandes fatores influenciadores para a desistência é a falta de conhecimento a respeito da grade curricular, em conjunto com um início de curso desestimulador para muitos que esperam aulas mais práticas e relacionadas ao curso escolhido, o que resulta em uma maior evasão durante os primeiros quatro períodos.

O Project Based Learning (PBL) é uma iniciativa que tem por meta elaborar uma dinâmica de aprendizado em que os professores são tutores e os alunos deixam de receber o conteúdo de forma passiva, estudando de forma aprofundada problemas reais relacionados à teoria que se está estudando.



O objetivo do programa é mudar a estrutura escolar e acadêmica de forma global, para que os alunos sejam melhor estimulados a aprender o conteúdo e estender seu conhecimento, afim de aplicá-los de forma experimental e não apenas em provas e exames.

O sistema PBL é uma ideia contemporânea que permite nos questionar a respeito do sistema atual educacional.Até que ponto as provas avaliam o conhecimento do aluno? O sistema de vestibular é eficaz? Porque os alunos não se sentem estimulados a desenvolver pesquisas e projetos? 

O PET Civil UFPR hoje aplica o PBL em duas disciplinas do curso de Engenharia Civil. Nas aulas de introdução a engenharia (1º período) os alunos aprenderam a desenvolver o Design Thinking, que consiste basicamente em 5 passos: 





 
O problema apresentado à turma foi a Segurança no canteiro de obras, onde os alunos prototipavam soluções adequadas, interpretando, idealizando e experimentando o problema. 

Já na disciplina de Estruturas de Madeira (10º período) a proposta desenvolvida junto ao professor foi a construção de um paraciclo para o Campus Politécnico da UFPR, com o propósito de dinamização das aulas e melhoria da atual situação dos paraciclos instalados pelo campus. 

Nesta disciplina os alunos também utilizaram a abordagem Design Thinking, que funciona como um mapa mental da situação problemática. Além dos discentes desenvolverem a teoria em sua aplicabilidade, também foram incentivados a cursar e permanecer na matéria. 

Você sente-se estimulado no curso? Acredita que está preparado para solucionar problemas reais no mercado de trabalho? Não é apenas conformar-se com a situação educacional no Brasil, há várias maneiras de começar o processo de transformação, a partir da nossa universidade. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Um país consegue usar apenas energia renovável?

A resposta é: sim. O recorde atual batido no mês de maio é de Portugal, que consumiu por mais de 4 dias consecutivos (107 horas) exclusivamente energia de fontes renováveis. A informação foi divulgada oficialmente com base nos dados das Redes Energéticas Nacionais portuguesas, sob análise da ONG ZERO em colaboração com a Associação Portuguesa de Energias Renováveis.

Imagem divulgada pela ong em seu twitter oficial

Segundo a ZERO, o recorde conquistado por Portugal só corrobora a ideia de que é possível um país ter uma matriz energética 100% renovável. Tal situação acarretaria enormes reduções das emissões de gases poluentes causadores do aquecimento global e agravantes do efeito estufa, e seriam um marco extremamente positivo na história da humanidade.

Fazenda de energia solar em Serpa, Portugal

Em 2001 o governo português lançou o Progama E4, que consiste em diversas medidas adotadas buscando uma matriz energética consistente, integrada e renovável. A meta principal entre os anos 2002 e 2007 foi de substituir usinas a base de carvão e óleo por usinas a base de gás natural, através da abertura do setor para empresas privadas.
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Fazenda de vento em Portugal
Ao decorrer dos anos seguintes, o Programa E4 se sustentou em três pilares: a diversificação de fontes energéticas, o estímulo à eficiência energética e o estímulo à energia renovável. A produção de energia eólica, por exemplo, cresceu de 1,9MW em março de 2007 para 3,9MW em dezembro de 2010 no país.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Primeiro Aeroporto Autossuficiente do Mundo

O Aeroporto Internacional de Cochin, situado a 28km da cidade de Cochin (Costa Sudoeste da Índia) é o primeiro aeroporto no mundo a ter 100% de sua energia gerada por painéis solares.


“O nosso objetivo era tornar o aeroporto independente da rede pública de eletricidade”, declarou o diretor-geral do aeroporto, José Thomas, em entrevista ao CNNMoney."

Os milhares de painéis ocupam uma área de aproximadamente 182.000m² no terreno, e são capazes de gerar energia na ordem de 50.000kW/dia, superando inclusive a demanda do aeroporto. De acordo com nota oficial, o consumo de energia solar pelo aeroporto vai poupar a emissão de 300 mil toneladas de carbono na atmosfera pelos próximos 25 anos.


A empresa alemã Bosch executou a instalação do sistema fotovoltaico em 4 meses, e se espera que os 9.3 milhões de dólares investidos sejam recuperados em menos de 6 anos com a economia no gasto com energia elétrica.

A notícia da autossuficiência do Aeroporto de Cochin estimulou outros aeroportos na Índia a seguirem o mesmo caminho. O Aeroporto Internacional de Kolkata divulgou que planeja reduzir seus gastos com energia em 30% com a utilização de 283.000m² de área do terreno para a instalação de painéis fotovoltaicos.

Resta agora esperar que a repercussão do projeto influa positivamente no posicionamento político de países asiáticos, visto que países como China e Índia são atualmente dois dos mais poluentes do mundo, e estimule o surgimento de novas iniciativas sustentáveis para reverter esse cenário.
segunda-feira, 13 de junho de 2016

Você está seguro nos locais que frequenta?

É papel do engenheiro civil seguir as medidas de segurança formais exigidas pelo Corpo de Bombeiros no projeto e construção de edificações privadas ou públicas, visando maior segurança de circulação, abandono do local em casos emergenciais e preservação do meio ambiente.

Os planos de segurança dividem-se em dois, de acordo com o dimensionamento e utilidade do local. São eles: Plano de Segurança Simplificado (PSS) e Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP).

Ambos os planos são projetados por arquitetos e/ou engenheiros e, basicamente, orientam projetos de obra na utilização de materiais, saídas de emergência, dimensionamento de portas e corredores, sinalizações e capacidade de público.

Plano de Segurança Simplificado é utilizado para edificações de pequeno porte visando a celeridade no licenciamento. Já locais de reunião pública, serviços de saúde, institucionais, indústrias e depósitos de materiais explosivos são englobados pelo PSCPI.

A vistoria pelo Corpo de Bombeiros é essencial para garantia da Segurança Passiva (medidas de segurança contra incêndio que não dependem de ação inicial para o seu funcionamento) e da Segurança Ativa (medidas de segurança contra incêndio que dependem de uma ação inicial para o seu funcionamento, seja ela manual ou automática). Também é verificada a possibilidade de uma primeira atuação no caso de sinistro (ocorrência de prejuízo ou dano causado por acidente, explosão, entre outros).

Para que o local receba o alvará de funcionamento expedido pela Prefeitura Municipal, devem ser obedecidas todas as exigências contidas na cartilha do Corpo de Bombeiros de acordo com as categorias de cada edificação. Dentre elas, estão:
  • Todos os pavimentos da edificação deverão obrigatoriamente ter acesso sinalizado às saídas de emergência e/ou meios de abandono;
  • Nas salas com capacidade de público superior a 200 pessoas, as portas de comunicação com os acessos, escadas e descar­ga devem ser dotadas de ferragem tipo anti-pânico;
  • A capacidade de público das edificações é proporcional à lar­gura das saídas;
  • As rotas de saída deverão sempre possuir iluminação de emer­gência, mesmo no caso de edificações com uso unicamente durante o dia;
  • Deve haver extintores a menos de 5 metros da entrada principal, com a quantidade (em litros) indicada e com o material apropriado, de acordo com o tipo de material utilizado na obra;

A imagem abaixo retrata a sequência de fatores que colaboraram para o início do incêndio, bem como a proporção tomada devido à falta de sinalização e erro na projeção da saída de emergência. 





Entre outros pontos necessários para o engenheiro civil considerar, estão:

  • Proteção do conteúdo e a estrutura do edifício;
  • Minimização dos danos materiais de um incêndio;
  • Dimensionamento da compartimentação interna, do distanciamento entre edifícios e da resistência ao fogo dos elementos de compartimentação;
  • Dimensionamento da proteção e da resistência ao fogo da estrutura do edifício;
  • Dimensionamento de sistemas de detecção e alarme de incêndio e/ou de sistemas de chuveiros automáticos de extinção de incêndio e/ou equipamentos manuais para combate;
  • Dimensionamento das rotas de escape e dos dispositivos para controle do movimento da fumaça;
  • Controle da quantidade de materiais combustíveis incorporados aos elementos construtivos;
  • Controle da reação de fogo dos materiais utlizados como revestimento de elementos construtivos, evitando sua contribuição para o desenvolvimento da combustão;
  • A propagação de chamas no forro posicionado nas proximidades das janelas, em relação ao forro afastado, é fator acentuadamente mais crítico para a transferência do incêndio entre pavimentos, pois além de sua eventual contribuição para a emissão de chamas para o exterior, estará mais exposto (quando o incêndio se desenvolver em um pavimento inferior) a gases quentes e chamas emitidas através das janelas inferiores;
  • Evitar proximidade entre elementos construtivos das fachadas de edifícios vizinhos pois facilitam a propagação do incêndio;
  • A distância máxima a percorrer consiste no caminhamento entre o ponto mais distante de um pavimento até o acesso a uma saída neste mesmo pavimento;
  • O número previsto de pessoas que deverão usar as escadas e rotas de fuga horizontais é baseado na lotação da edificação, calculada em função das áreas dos pavimentos e do tipo de ocupação;
  • As escadas de segurança devem ser construídas com materiais incombustíveis, bem como os materiais de revestimento.




Você já se perguntou se está seguro nos locais que frequenta? É importante sempre localizar as saídas de emergência e os extintores, principalmente para evitar o pânico e a criação de fluxos desordenados de abandono do local, fator primordial para progressão do caos. É extremamente indispensável que o engenheiro estude os Planos de Segurança para maior precaução de incêndios e outros acidentes. Saiba mais sobre a Cartilha de orientações gerais  e as outras exigências verificadas nas vistorias.










quinta-feira, 9 de junho de 2016

XIX SulPET


Durante os dias 26, 27 e 28 de maio o PET Civil pôde “Viver e Compartilhar Diversidades” no XIX SulPET, Encontro Regional dos Grupos PET da Região Sul do Brasil. O evento trouxe as diversidades como temática, criando momentos e espaços de formação e discussão de minorias, ações afirmativas e relatos das realidades dos cursos de graduação. A cidade sede do XIX SulPET foi Porto Alegre, e a organização foi feita pelos 16 grupos PET da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


A abertura do evento contou com uma mesa de apresentação com representantes das diversas instâncias da UFRGS, seguida por duas apresentações culturais. A primeira foi de um grupo de dança gaúcha, CTG Carreteiros da Saudade, seguida por uma apresentação da música regional.



A primeira atividade do evento foi uma mesa formada pelos seguintes palestrantes: Luis Artur Costa, Stênio Dias Pinto Rodrigues e Paula Sandrine Machado. O docente do Departamento de Psicologia Social e Institucional da UFRGS, Luis Artur Costa, trouxe para os petianos uma visão mais filosófica e teórica da questão da diferença e do preconceito. A segunda fala foi do Servidor do Ministério da Saúde graduado em Gestão Pública e em Ciências Jurídicas e Sociais, Stênio Rodrigues, que abordou as questões étnicas dos negros e dos índios, trazendo um apanhado histórico sobre o assunto e discutindo as ações afirmativas que surgiram em decorrência desse histórico de desigualdade. A última fala foi da Paula Machado, graduada em Psicologia e com doutorado em Antropologia Social na UFRGS, que trouxe as experiências e relatos dos seus estudos e pesquisas dentro da UFRGS sobre sexualidade e gênero.



Logo pela manhã do segundo dia tivemos os Grupos de Discussão e Trabalho, abrangendo a temática do evento e também as questões diretamente relacionadas ao Programa de Educação Tutorial. Esses espaços servem para se discutir e encaminhar demandas e ações para as instâncias superiores do Programa e, ainda, para as Universidades dos grupos presentes. Tudo isso é feito buscando melhorias para os cursos de graduação, para contribuir para uma formação cidadã e consciente de todos e para melhorar e consolidar o PET.


Ao todo foram oito Grupos de Discussão e Trabalho (GDT), com os seguintes temas:

  • Gênero e sexualidade; 
  • Questões étnicas raciais; 
  • Ações afirmativas; 
  • Avaliação interna; 
  • Comitê Local de Avaliação e Acompanhamento além do papel;
  • Participação do PET na estruturação curricular com base no Plano Nacional de Educação; 
  • Marco legal;
  • Mobilização e organização política.

Ainda no segundo dia, tivemos os Encontros por Áreas, onde grupos de uma mesma área de atuação ou temática se conhecem, discutem suas realidades e trocam experiências. Ocorreu, também, a apresentação dos trabalhos enviados para o evento, em forma de banner. Representando o PET Civil UFPR, o petiano Otávio Maruyama Wogel apresentou a aplicação do Project Based Learning na disciplina de Estruturas de Madeira, nosso projeto em parceria com o Prof.º Dr. Elvidio Gavassoni.


O último dia do XIX SulPET contou com o encontro dos discentes, encontro dos tutores, mesa redonda sobre ações afirmativas e a Assembleia Geral. A Assembleia Geral é o momento onde todas as discussões, provindas dos GDTs e encontros, são analisadas e votadas pela comunidade petiana, definindo quais serão as mudanças que buscamos para melhorar o Programa de Educação Tutorial e a sociedade em geral, através da atuação local de cada grupo PET.

Após todas as discussões o que ficou foi um maior senso de coletividade, a noção da importância da discussão das minorias e da diversidade. E este legado não acabou com o fim do evento, pois várias das ideias e ações que surgiram lá serão trazidas para o nosso curso e para a UFPR. O PET Civil UFPR agradece os grupos PET da UFRGS pelo ótimo evento, por abordar um tema tão importante diante da realidade do nosso país e garantimos presença no XX SulPET, que será realizado em Florianópolis.