segunda-feira, 8 de julho de 2013

Maior usina hidrelétrica brasileira planeja construção da terceira fase de ampliação


Antes de começar o artigo, esclareço que a usina de Tucuruí no sudoeste do Pará é a maior usina brasileira por ser construção 100% nacional, visto que a usina de Itaipú é construção binacional, Brasil e Paraguai e localizada na fronteira entre os dois países.
Localizada no rio Tocantins tem qualidade de ser a quarta maior usina hidrelétrica do mundo localizada (perde para: Três Gargantas (China): 18.200 megawatts, Itaipu (Brasil/Paraguai): 14.000 MW e Guri (Venezuela): 10.000 MW) com capacidade de produção de 8.370MW estudos estão sendo feitos para a construção de uma terceira casa de força que permitirá acréscimo de 2.000 MW a 2.500 MW; hoje sua capacidade atual é suficiente para abastecer 16,7 milhões de pessoas, ou quase a região metropolitana de São Paulo, de 19 milhões de habitantes, podendo chegar a 40 milhões de brasileiros abastecidos por ela.

Com a terceira fase de ampliação sua capacidade chegaria a 11.200 MW igualando-a a da futura Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Avaliações preliminares não assinadas apostam que é possível agregar potência a Usina de Tucuruí a um custo entre R$ 2 a R$ 3 bilhões e sem impacto ambiental, pois já há um lago formado que alimenta as turbinas existentes.
A expansão é possível porque existe uma quantidade de água em seu reservatório que é dispensada sem gerar energia. Isso ocorre no período do chamado “inverno amazônico” (Dezembro a Maio), quando chove muito e o lago fica mais cheio. A idéia do aumento da potência é justamente aproveitar essa água desperdiçada por meio de uma nova casa de força que gere energia nesse período.
Como a Usina de Tucuruí já tem histórico positivo em ampliação e seu lago já formado tem condições de atender a necessidade de novas casas de forças, inclusive as obras não teriam nenhum impedido ambiental, o governo federal deverá acelerar tais estudos e pela atual situação que paira sobre o setor energético do país, viabilizar recursos para o início da 3ª fase da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, sendo que as novas casas de forças poderão ser construídas na área de barramento que ficam mais próximas ao município vizinho de Breu Branco.
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Curiosidades sobre a construção da usina:
Geração - Desde a entrada em operação comercial, em 1984, até 31 de maio de 2006, a Usina Hidrelétrica Tucuruí gerou 445.581 GWh de energia.
Cimento – O cimento utilizado na construção da obra corresponde a 21.600.400 sacos. Se fossem empilhados, alcançariam uma altura superior ao Monte Everest ( 8.850 m ), ponto mais alto da Terra. Lado a lado, no sentido de maior dimensão, alcançariam uma distância equivalente a 25 vezes entre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Aço – As cerca de 222 mil toneladas de aço usadas na construção de Tucuruí seriam suficientes para construir 27 torres Eiffel (7.700 t). Emendadas em barras de 12m e bitola de 25mm , teriam comprimento equivalente a 1,4 vez a circunferência do Equador, ou a três vezes a distância aérea entre as cidades do Rio de Janeiro e Tóquio.
Aterros – O volume total dos aterros executados na obra, da ordem de 59.400.000 m³, daria para preencher 21,6 maracanãs (2.750.000 m³).
Concreto – O volume de concreto utilizado, da ordem de 8.000.000 de m³, daria para construir 14 pontes Rio-Niterói, ou 133 maracanãs.
Transmissão – Na implantação da primeira etapa do sistema de transmissão de Tucuruí foram erguidas 1.941 torres e lançados cerca de 9.700 quilômetros de cabos. O peso das torres totalizou 12.744.000Kg, o equivalente a 15 mil fuscas.