sexta-feira, 26 de março de 2021

O processo de construção de hospitais de campanha durante a pandemia

 Por Bruna dos Santos Bertini     

    Há vários anos o mundo não passava por uma pandemia com uma proporção tão grande como a que estamos passando agora. A atual é causada pelo vírus SARSCoV-2, e ficou conhecida como coronavírus. É transmitida de pessoa para pessoa e pode causar desde sintomas mais leves, parecidos com o de uma gripe comum, até sintomas mais graves, problemas respiratórios e acabar levando a morte. Acredita-se que ele foi detectado inicialmente em Wuhan, na China, em dezembro de 2019, e desde então, se espalhou por todos os cantos do mundo, fez e continua a fazer muitas vítimas todos os dias. Nos momentos em que a pandemia atingiu seu “pico” em cada país, ou seja, o ápice no número de contaminados - o que aumenta a demanda dos serviços de saúde em um curto período de tempo - foi necessária a criação de hospitais de campanha como uma forma de desafogar o sistema de saúde do país. Esse sistema se tornou muito importante para que esse momento de saturação não fosse ainda pior, sendo uma das principais estratégias para o controle da pandemia. 

O que é um hospital de campanha?

    Um hospital de campanha ou hospital móvel, é uma construção rápida de unidade hospitalar, de caráter emergencial e temporário, que é construído com a função de ser centro de assistência médica, objetivando suprir a falta de leitos. Eles são construídos em casos de emergência e calamidade pública, como por exemplo, a atual pandemia, e geralmente erguidos em locais amplos e não convencionais, como estádios de futebol, parques e centros de convenções. Por ser um dos melhores instrumentos para enfrentar a pandemia, foi uma estratégia adotada em todas as partes do mundo, como uma forma de conseguir tratar todas as pessoas que precisam de atendimento, dar o suporte necessário a elas e evitar um colapso no sistema de saúde. Os pacientes desse sistema são adultos que não conseguem se recuperar em domicilio por conta do seu quadro, mas também não necessitam de atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 


Hospital de campanha no estádio do Pacaembu
Fonte: Gazeta do Povo 

Como são construídos os hospitais de campanha?

    Os hospitais de campanha precisam ser construídos de acordo com as recomendações da ANVISA. A engenharia depende do grau de complexidade dos leitos e do ambiente que recebe os enfermos. O planejamento da estrutura deve ser pensado para que haja um distanciamento adequado entre os pacientes, sistemas de climatização ou ventilação natural e soluções para higienização das mãos. Em unidades de baixa complexidade (para pacientes em estado menos crítico), a estrutura pode ser feita com lonas e módulos pré-moldados. Já em unidades de alta complexidade (para pacientes em estado mais crítico), muitos detalhes e exigências devem ser levados em consideração. A construção desses hospitais deve ser feita de forma ágil, em sua maioria é composta por peças pré-fabricadas de fácil construção, com a utilização de sistemas construtivos inteligentes, e as recomendações estruturais e técnicas devem ser adaptadas para cada local. Deve-se assegurar que sistemas como estrutura, instalação elétrica e hidráulica, ventilação, proteção e combate a incêndios possuem projetos executivos detalhados e que exista compatibilidade entre os diversos projetos.

Hospitais de campanha no Brasil

    O primeiro hospital de campanha do governo federal no Brasil, foi construído em Águas Lindas, Goiás, entre abril e maio e inaugurado em junho de 2020, num momento em que a região não mais possuía leitos de UTI disponíveis. Segundo dados de estados e municípios, pelo menos 79 unidades foram erguidas no país, e sua maioria teve papel fundamental no enfrentamento da COVID-19. 


Hospital de campanha de Águas Lindas
Fonte Metrópoles 

    Portanto, compreende-se a importância que esses hospitais móveis tiveram em todo o mundo, já que graças a eles, mortes por falta de atendimento puderam ser evitadas nos momentos de maior necessidade durante essa pandemia.  

Referências EMPRESA JÚNIOR, Alicerce. TUDO SOBRE AS CONSTRUÇÕES DE HOSPITAIS DE CAMPANHA NO BRASIL NA PANDEMIA DO COVID-19. Disponível em: https://fluxoconsultoria.poli.ufrj.br/blog/tudo-sobre-as-construcoes-de-hospitais-de-campanha-no-brasil-na-pandemia-do-covid-19/. Acesso em: 10/02/2021

RODRIGUES, Mariana; NINOMIYA, Vitor; SHIOMATSU, Gabriella; CARVALHO, Ricardo. VOCÊ SABE O QUE SÃO OS HOSPITAIS DE CAMPANHA? Disponível em: https://coronavirus.saude.mg.gov.br/blog/86-hospital-de-campanha. Acesso em: 10/02/2021

TEÓFILO, Sarah. CONCLUÍDO HÁ 15 DIAS, PRIMEIRO HOSPITAL DE CAMPANHA DA UNIÃO SEGUE FECHADO. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/05/07/internabrasil,852565/concluido-ha-15-dias -primeiro-hospital-de-campanha-da-uniaoseguefec.shtml. Acesso em: 10/02/2021

sexta-feira, 12 de março de 2021

O PET em minha vida

 Por Lucas Ghion Zorzan

    Escrever sobre o papel do PET na minha vida pessoal, profissional e pessoal é, em certa medida, tratar de um processo de crescimento e autoconhecimento contínuo. Hoje, quando olho para os meus primeiros dias com o meu grupo PET em março de um ano já distante quase seis anos de agora, vejo um claro processo de evolução e aprendizado. Decidi por me envolver no Programa por um desejo ainda iniciante pela docência e uma curiosidade pela Universidade que até pouco tempo era uma realidade um tanto quanto idealizada. Ter a oportunidade de ativamente participar de atividades que exigiriam mais do que os conhecimentos técnicos é algo que, em geral, atrai poucas pessoas iniciantes em cursos de graduação. O técnico é interessante, atraente, desafiador – mas também o são conceitos de trabalho em equipe, aprendizado constante, gerenciamento, inteligência emocional e organização. Enquanto somos muito bem servidos de conhecimentos técnicos por professores capacitados, as outras características são dependentes do nosso nível de comprometimento com o desenvolvimento pessoal. E fazer parte do PET pode ser simplificado por este simples substantivo abstrato: compromisso. Consigo, com sua Universidade, com o ensino superior e o papel social das instituições públicas, com a pesquisa e a extensão.

    Durante os mais de dois anos enquanto petiano, tive a oportunidade de participar do planejamento e execução de diversos projetos que oportunizaram tanto que seria difícil abordar tudo em um único texto. Minha primeira responsabilidade no PET foi preparar um modelo de apresentação (fica a dica: uma boa apresentação é absolutamente essencial independente do caminho que seguimos) para um evento consideravelmente grande que realizaríamos em breve. O resultado não foi nem um pouco perto do esperado – cheguei à triste conclusão de que se não tivesse um modelo de apresentação teria sido melhor – e foi a primeira percepção de que havia muitas coisas a aprender além do círculo de Mohr (embora acredite que seja uma ferramenta genial).

    Com colegas (e até hoje amigos) incríveis, realizamos campanhas de inspeções em edifícios da Universidade, passamos incríveis sufocos que rendem histórias e risadas até hoje e pudemos escrever, pela primeira vez, artigos para Congressos técnicos. É raro encontrar alunos de graduação participando de atividades assim ainda no segundo ano do curso e hoje costumo brincar que foi algo definidor de caráter. Essas atividades não ensinaram apenas a realizar ensaios de durabilidade em concreto ou realizar pesquisas bibliográficas; ensinaram a lidar com o trabalho em equipe, a concepção de programas de investigação adequados, a organização das ideias para constituir algo bem definido, as técnicas de oratória e comunicação interpessoal. Desse pontapé inicial, diversos novos desafios surgiram: uma Iniciação Científica que deu, de certa forma, rumo aos caminhos que optei por seguir; novos projetos, alguns bem sucedidos, alguns frustrados, mas que trazem todos um sentimento de dever cumprido.

    Costumava dizer aos meus contemporâneos de grupo que a experiência PET se assemelhava a uma função seno, só que com domínio do tempo: com altos e baixos periódicos. Os altos envolvem momentos de sucesso, de percepção e desenvolvimento de autoconfiança; nos baixos, a capacidade de lidar com a frustração, com as dificuldades inerentes a todas as atividades. É fácil perceber que nesta trajetória o aprendizado acumulado está muito relacionado ao fato de a zona de conforto não ser uma situação usual.

Sentimento do Sucesso (Autoria Própria)

    Deixei o PET com o coração apertado, mas tranquilo, sentindo que era o momento de novos desafios. O aperto vinha do apreço que tinha (e tenho) por tudo que lá vivi; a tranquilidade pela certeza de que o Programa faria (e faz) a diferença na vida de diversas outras pessoas. Nos meus próximos passos, nem precisei sair do CESEC: fui direto para o laboratório de solos (onde permaneço até hoje, mesmo que em locais distintos) e de lá para a vida profissional. As habilidades de autonomia no aprendizado, gestão do tempo, organização e comunicação desenvolvidas anteriormente permitiram que os muitos desafios que o estágio e, na sequência, o trabalho, apresentaram a mim fossem superados, tornando a experiência técnica ainda mais enriquecedora.

    Percebi, na minha ainda pequena experiência, que poucas pessoas chegam ao final do curso preparadas para certas situações e com confiança nas suas habilidades. Não acredito que os petianos que conheci – dentre os quais me incluo - tenham superado esta dificuldade na totalidade, mas reconheço um esforço que, em alguma medida, se transformou em diferencial. Um diferencial sutil, que nos torna mais críticos, mais sensíveis e abertos à crítica, mais comunicativos e comprometidos com as causas. Acho que é minha obrigação ratificar que desenvolver estas habilidades não é uma exclusividade do PET; o que me chama atenção e acredito fazer toda a diferença é que o Programa oportuniza isso a diversas e diferentes pessoas – e muda vidas. Posso afirmar sem titubear que participar do grupo foi o principal fator que condicionou meu atual caminho profissional como Engenheiro Civil e pesquisador. As características que nos são estimuladas durante o caminho percorrido no PET permanecem ‘no sangue’ e com o tempo passam a fazer parte do nosso ser.

    Hoje, enquanto escrevo este texto a pedido de um professor que tem um lugar bastante importante na minha formação, deixo de lado por alguns momentos as atividades que me esperam em prol desta reflexão sobre o papel transformador que certas escolhas têm em nossas vidas. Sigo meu caminho como aluno de mestrado em Engenharia Civil – agora em outra instituição, o que de certa forma vejo como um resquício da necessidade de estar fora da zona de conforto –, ainda com o desejo de ser professor que há alguns anos me levou ao PET. Embora não lembre explicitamente da minha trajetória no PET quando preciso resolver alguma equação diferencial parcial ou na dedução da equação do elemento finito, ela está lá: no desejo incessante de aprender, no interesse e persistência, na superação de dificuldades e na visão global de problemas que não são triviais.

    Fui integrante do PET Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná de março de 2015 a julho de 2017, mas até hoje sou constantemente influenciado pelo petiano que sempre serei. E sou grato por isso.

(Foto Autoral)


 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Arranhas-Céus de Madeira

Por Elvidio Gavassoni Neto

    Que a madeira é um material cujo uso estrutural é quase tão antigo como a própria civilização 1 é algo quase de conhecimento geral. Talvez menos conhecido seja o fato de que a madeira venha, nas últimas décadas, sendo usada para a construção de edifícios médios e altos de múltiplos pavimentos 2. Mas os elementos estruturais utilizados nesses arranhas-céus não são aqueles de madeira serrada comumente utilizados nas estruturas de telhados ou de formas e escoramentos tradicionalmente conhecidos pelos brasileiros. Vem crescendo o uso extensivo, e por isso chamado de madeira massiva 3, de produtos derivados de madeira como a madeira lamelada e colada (utilizada em pórticos, arcos, vigas e pilares) e a madeira lamelada colada cruzada (usada em chapas e placas). Esses produtos, engenheirados 2 como ficaram conhecidos no jargão técnico, permitem a obtenção de elementos estruturais de alto desempenho mecânico, aliados à construção pré-fabricada.

    A madeira é um material orgânico natural e desse fato decorre todas as vantagens do uso desse material. Em geral a madeira tem resistência à compressão comparável ao concreto simples, porém com resistências à tração muito maiores que o material cimentício 4. Se comparada ao aço, outro material estrutural tradicional, a resistência da maderia é muito inferior, contudo é na resistência específica (resistência dividida pela massa específica) que a madeira fica bem a frente com um valor quase 4 vezes maior que o aço, bem como uma rigidez específica até 10 vezes maior que o mesmo material 5.

    Se quanto às propriedades mecânicas, a madeira é um material estrutural com vantagens que superam os materiais tradicionais, e no contexto da sustentabilidade, esse material é insuperável. Um metro cúbico de madeira para ser produzido consome 2,4 Mcal comparados às 780 Mcal e 3000 Mcal para produção da mesma quantidade de concreto simples e aço estrutural respectivamente 5. Na emissão de CO2 a produção de 1 metro cúbico de madeira leva a emissão de 1 ton desse gás enquanto que a produção das mesmas quantidades de concreto e de aço emitem, respectivamente, 2,5 ton e 5 ton. Sem contar o fato de que as árvores aprisionam CO2 durante seu crescimento.

    Fica fácil, portanto, entender o interesse e os benefícios, fiscais sobretudo, que os edifícios de madeira vêm atraindo em muitos países recentemente. Deve sempre se ressaltar os impactos negativos do desmatamento, e por isso é importante a difundida preocupação que a sociedade manifesta frente a essas construções de maderia quanto ao uso de madeira legal e de reflorestamento. Contudo, é no mínimo, curioso que o concreto, cujo consumo mundial anual per capta é de 1,9 ton, inferior apenas à água 6, não cause a mesma preocupação difundida na sociedade. É curioso que materiais como aço e concreto, cujas jazidas possuem ciclos de reposição natural milhares de vezes maiores que os ciclos geracionais humanos não suscitem protestos e preocupações quando grandes obras utilizando tais materiais são construídas.

    As desvantagens estruturais da madeira tem mesma origem que suas vantages: o fato de ser um material orgânico natural. Como tal a madeira possui uma iteração grande com outros ciclos ambientais. No caso da água, a higroscopia da madeira, faz com que as propriedades físicas e estruturais da madeira variem com a umidade do ambiente onde as peças se encontram 7. Por ser um material natural orgânico a madeira pode fazer parte do ciclo de outros organismos tais como insetos (cupins), fungos (bolor) e até mesmo crustáceos 8. A madeira pode ainda sofrer degradação, mesmo que superficial, com a ação da luz solar. Tais fatores de degradação, tanto bióticos e abióticos fazem com que a madeira exposta ao ambiente tenha de ser adequadamente tratada, muitas vezes encarecendo o uso dos elementos de madeira. Como a madeira não tem produção antrópica, e sim natural, está sujeita à grande variabilidade de propriedades físicas e mecânicas, bem como à existência de defeitos (quando estruturalmente utilizada). Os produtos engenheirados de madeira possuem maior controle na sua produção e portanto uma menor susceptibilidade a essa variação, sendo porém mais caros que a madeira serrada e maderia roliça. A madeira é um material inflamável, contudo a baixa velocidade da queima, ½ mm/min2, e as grandes seções dos elementos de madeira massiva têm permitido a liberação da construção de edifícios de múltiplos pavimentos em muitos países.

    Em 2019 o mais alto edifício de madeira com 18 pavimentos e 85,4 m foi completado na Noruega, empregando diagonais de madeira lamelada e colada para enrijecimento lateral dos pórticos também do mesmo material. Com conceito estrutural parecido existe o projeto de um edifício de 80 pavimentos em Chicago 2. A novidade chega ao Brasil, ainda que em pequenos edifícios. Está em fase de acabamento um edifício híbrido (núcleo rígido de concreto armado) empregando vigas e pilares de madeira lamelada e colada e lajes (além de algumas vedações laterais) de madeira lamelada colada cruzada 2. Além disso, outro projeto em construção, também em São Paulo trata de um prédio de 4 andares em conceito semelhante 9. Existe ainda o projeto de construção de um edifício de 13 pavimentos em São Paulo e a inalguração em 2022 de uma fábrica de madeira massiva nacional 9.

1.           Yipintsoi, T. Single passage extraction and permeability estimation of sodium in normal dog lungs. Circ. Res. 39, 523–531 (1976).

2.           Stamato, G. C., Marcolin, L. A. & Sgarbosa, F. V. Madeira em Alta. Revista Estrutura 62–68 (2020).

3.           Dias, A. Como a madeira vai se transformar no principal material de construção de edifícios de múltiplos andares; (2018).

4.           Projetos, O. & Brasileira, D. N. AGO 1997 NBR 7190 Projeto de estruturas de madeira. (1997).

5.           Piazza, M., Tomasi, R. & MODENA, R. Strutture in legno. (2014).

6.           Pedroso, F. L. Concreto: Material Construtivo Mais Consumido No Mundo. Revista Concreto & Construções - Instituto Brasileiro de Concreto (IBRACON) vol. XXXVII 77 (2009).

7.           Breyer, D. E., Cobeen, K. E., Fridley, K. J. & Pollock, D. G. Desing of Wood Structures. (20015).

8.           Kretschmann, D. E. Chapter 5 - Mechanical Properties of Wood. Wood Handb. - Wood as an Eng. Mater. 1–46 (2010).

9.           Rural, C. Brasil terá fábrica de madeira engenheirada, usada na construção de prédios. https://blogs.canalrural.com.br (2020).


Edifício Mjøstårnet Noruega (Fonte: https://www.dezeen.com)




terça-feira, 24 de novembro de 2020

Primeira casa construída com impressora 3D no Brasil

Por Matheus Silva Campos

    
    Com o decorrer dos anos, a tecnologia vem se aperfeiçoando cada vez mais e se tornando uma ferramenta imprescindível para o ser humano. Um dos avanços tecnológicos que veio para revolucionar o ramo da construção civil é a impressão 3D.
    O uso de impressões tridimensionais para construir uma residência já é realidade no Brasil. Um grupo formado por 3 engenheiros, da 3DHomeConstruction edificaram a primeira casa utilizando uma impressora 3D gigante em território brasileiro.


Casa impressa em 3D com tecnologia brasileira
Fonte: InovaHouse3D 

A ideia do projeto surgiu há três anos, dentro da Universidade Potiguar no Rio Grande do Norte, como projeto de graduação, e desde então, o grupo vem trabalhando arduamente para descobrir e aperfeiçoar técnicas de impressão 3D.
    A iniciativa foi feita pelo professor Prof. Dr. André Felipe Oliveira de Azevedo Dantas que, em uma conversa no corredor da universidade, convidou o então aluno de engenharia civil, Iago Felipe Domingos da Silva, para escrever seu projeto final no tema de impressão 3D de casas. O professor acompanhava o projeto que o discente tinha de impressão 3D utilizando plástico e acreditava que o mesmo teria conhecimento e interesse em expandir seus horizontes com as possibilidades da tecnologia.
    O terceiro membro da equipe, Allynson Aarão César Xavier, entrou no projeto durante um evento científico da universidade, e segundo Iago “logo houve uma afinidade e partilhamento de ideias”. 


Iago Felipe e Allynson Xavier
Fonte: 3D Home Construction

A estrutura desenvolvida tem área de impressão de 3 m de altura, 7,6 m de largura e 12 m de comprimento. O equipamento replica o mesmo princípio das impressoras 3D convencionais, no entanto, utiliza o concreto como matéria-prima para erguer as paredes.

 Levou cerca de seis meses para criar o primeiro protótipo de composto cimentício, de forma a chegar aos níveis aceitáveis para formação de múltiplas camadas. No processo, o grupo contou com o apoio de parcerias acadêmicas como o Centro de Excelência em Pesquisa Aplicada da UnP (Universidade Potiguar) e a pós-graduação em Engenharia de Materiais da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). 
        


Impressão 3D de uma casa no Brasil
Fonte: Universidade Potiguar 

A obra foi realizada em um terreno na cidade de Macaíba – RN. De início, foram feitas as fundações convencionais e, em dezembro de 2019, começou a obra, sendo finalizada em julho de 2020. Nesta fase experimental, dependendo das situações, a impressora 3D e o material de construção iam recebendo ajustes e adequações para que pudessem operar de forma a ressaltar as reais necessidades para implementação em escala industrial.

A edificação tem 66,81 m² e conta com sala, cozinha, área de serviço, dois quartos e um banheiro. De acordo com os engenheiros, o processo de impressão 3D das paredes da casa durou uma semana corrida e o valor do m² (considerando somente a impressão), ficou em torno de R$ 50,00, podendo ser reduzido. Além disso, estimam que no prazo de 1 ano, quando o projeto estiver em condições ideais, a máquina deve ser capaz de construir uma casa em até 24 horas.

Os diversos benefícios que o uso dessa inovação oferece são: agilidade no processo construtivo, sustentabilidade, diminuição nos resíduos da construção e redução de custos. Segundo o professor Prof. Dr. André Felipe Oliveira de Azevedo Dantas, a economia de materiais, custos e mão de obra para viabilizar a construção da casa chegou a 30%. O mesmo afirma “Podemos impactar fortemente o nosso país com um modelo de produtividade diferenciado, diminuindo custos e maximizando lucros”.

Apesar dos desafios enfrentados desde o processo de pesquisa até a finalização da obra, os engenheiros não desistiram. “O próximo passo é conseguir investimento para desenvolver a tecnologia, aumentando sua precisão e confiabilidade. Também buscamos criar um modelo de negócio que coloque o produto no mercado, de forma competitiva, e também para dentro das universidades, como instrumento de pesquisa”, diz Allynson Xavier.



Referências

MOBUSSCONSTRUÇÃO. CONHEÇA AS POSSIBILIDADES DA IMPRESSORA 3D NA CONSTRUÇÃO. Disponível em: https://www.mobussconstrucao.com.br/blog/impressora-3d/. Acesso em: 16/11/2020.

INOVAHOUSE3D. BRASIL CONSTRÓI SUA PRIMEIRA CASA MODELO IMPRESSA EM 3D!. Disponível em: https://www.inovahouse3d.com.br/post/brasil-constr%C3%B3i-sua-primeira-casa-modelo-impressa-em-3d. Acesso em: 17/11/2020.

STYLOURBANO. 3DHOMECONSTRUCTION CONSTRÓI A PRIMEIRA CASA DE IMPRESSÃO 3D DO BRASIL. Disponível em: https://www.stylourbano.com.br/3dhomeconstruction-constroi-a-primeira-casa-de-impressao-3d-do-brasil/. Acesso em: 17/11/2020.

UNIVERSIDADE POTIGUAR. PRIMEIRA CASA CONSTRUÍDA COM IMPRESSORA 3D NO BRASIL SERÁ NO RN. Disponível em: https://www.unp.br/noticias/primeira-casa-construida-com-impressora-3d-no-brasil-sera-no-rn/. Acesso em: 18/11/2020.

CIMENTO ITAMBÉ. PROJETO NO RN CONSTRÓI 1ª CASA DO BRASIL COM IMPRESSORA 3D. Disponível em: https://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/projeto-no-rn-constroi-1a-casa-do-brasil-com-impressora-3d/. Acesso em: 18/11/2020.

3D HOME CONSTRUCTION. CASA CONSTRUÍDA UTILIZANDO IMPRESSÃO 3D. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CEkYcgplMmM/?utm_source=ig_web_button_share_sheet/. Acesso em: 19/11/2020.

3D HOME CONSTRUCTION. OS RESPONSÁVEIS PELO PROJETO CONSTRUÇÃO DE CASA EM ESCALA COM 4M². Disponível em: https://www.instagram.com/p/BdjO5lUj0q4/?utm_source=ig_web_button_share_sheet/. Acesso em: 19/11/2020.

INSPIRE FUNDO. JOVEM EMPREENDEDORA DESENVOLVE IMPRESSORA 3D PARA CONSTRUIR CASAS SUSTENTÁVEIS. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=mTnqae0CHTc&ab_channel=InspireFundo/. Acesso em: 19/11/2020.

 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

O Pantheon e um pouco da sua história

Por Maria Gabriele Sobral

O Pantheon é a construção romana mais bem conservada ao longo do tempo, seu nome significa “todos os deuses” em grego. Foi inaugurado em 27 a.C, enquanto o Imperador Augusto reinava, um pouco mais de dois mil anos de muita história, ele está localizado na Piazza della Retonda, no coração da capital italiana.


Fachada do Pantheon
Fonte: https://www.romapravoce.com

Seu objetivo era ser um templo de adoração para os deuses romanos, porém com a queda do império e ascensão da Igreja Católica sendo monoteísta e contra qualquer outra religião politeísta, transformou em Basílica de Santa Maria dos Mártires. Além disso, grandes personalidades históricas foram enterradas ali, como o artista Raffaello, dos reis Umberto I di Savoia, Vittorio Emanuele II di Savoia e a rainha Margherita di Savoia.


Interior do Pantheon
Fonte: https://www.romapravoce.com/

A característica que mais chama atenção do edifício é a sua cúpula, com 43 metros de diâmetro e 43 metros de altura, nela há uma abertura, que também é conhecida como óculo, de 9 metros de diâmetro, trazendo luz natural para o interior e possui um sistema de drenagem sofisticado para que a água da chuva não atrapalhe.


Cúpula do Pantheon
Fonte: https://www.romapravoce.com/

 

Referências

Panteão: História, características, curiosidades e recordes!. Disponível em: https://emroma.com/panteao/. Acesso em: 02/11/2020.
Pantheon: tudo sobre a fascinante construção da época romana. Disponível em: https://turismo.eurodicas.com.br/pantheon/. Acesso em: 02/11/2020.
Pantheon – Roma. Disponível em: https://www.voupraroma.com/pantheon-roma/. Acesso em: 03/11/2020.
Pantheon. Disponível em: https://www.ancient.eu/Pantheon/. Acesso em: 03/11/2020.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Barragens: finalidade, tipos, riscos e a nova lei

 Por Viviane Zhu

 O que são barragens

São estruturas projetadas por engenheiros, utilizadas para conter e acumular substâncias provenientes do processo de beneficiamento de minérios, tais substâncias podem ser líquidas ou de mistura de líquidos e sólidos, como resíduos e água.

Tipos de barragens

A barragem é formada a partir de um barramento maciço, construído a partir de um dique inicial, que pode ser feito de solo compactado, blocos de rocha ou rejeitos. O dique contém os rejeitos de minérios e à medida que a quantidade de rejeitos aumenta, há a necessidade de aumentar o dique, sendo colocadas novas camadas, esse processo de aumento é chamado de alteamento.


Representação dos tipos de barragens
Fonte: https://www.metrojornal.com.br/

Riscos associados

As barragens podem apresentar alguns riscos dependendo da barragem e da substância que está sendo contida por ela, como:

   Alagamentos

   Contaminação do ambiente e dos lençóis freáticos

   Rompimento da barragem

Tais situações, causam danos imensuráveis para o meio ambiente e para a economia do país. Isso explica a quantidade de leis e de fiscalização destinadas às barragens.

Nova lei de segurança de barragens no Brasil

A partir do dia 01 de Outubro de 2020, o Brasil passou a ter uma nova política de segurança das barragens, regulamentada pela Lei 14.066. A nova norma surgiu após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, que causou inúmeros danos ao meio ambiente e às pessoas.

A nova lei proíbe a construção de barragens do tipo “a montante”. Com isso, as barragens construídas dessa forma deverão ser desativadas até fevereiro de 2022, prazo que pode ser prorrogado em certas situações como, inviabilidade técnica para desativação dentro do prazo proposto.

Referências

BARRAGENS. Disponível em: https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/barragens. Acesso em: 27/09/2020. 

Vale. ENTENDA O QUE SÃO AS BARRAGENS DE REJEITOS. Disponível em: http://www.vale.com/samarco/PT/Paginas/entenda-barragens-rejeito.aspx. Acesso em: 27/09/2020.

Vale. ENTENDA AS BARRAGENS DA VALE. Disponível em: http://www.vale.com/brasil/PT/aboutvale/servicos-para-comunidade/minas-gerais/atualizacoes_brumadinho/Paginas/Entenda-as-barragens-da-Vale.aspx. Acesso em: 29/09/2020.

Natura IUS. TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE BARRAGENS. Disponível em: https://vclon.iusnatura.com.br/barragens/#:~:text=As%20barragens%20s%C3%A3o%20muito%20utilizadas,agr%C3%ADcola%2C%20industrial%2C%20aquicultura%20etc)%3B&text=Disposi%C3%A7%C3%A3o%20de%20res%C3%ADduos%20industriais.  Acesso em: 20/10/2020.

BRASIL TEM NOVA LEI DE SEGURANÇA DE BARRAGENS. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/10/01/brasil-tem-nova-lei-de-seguranca-de-barragens. Acesso em: 13/10/2020.

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Isolamento acústico na construção civil

Por Dennis Sánchez,

    É fácil perceber que cada vez há mais ruídos dentro do ambiente urbano e, ao fazer parte do cotidiano, esses ruídos podem trazer vários problemas. Barulhos frequentes reduzem a qualidade de vida das pessoas, ao diminuir sua produtividade dentro do ambiente laboral, seu conforto dentro de casa, e seu bem estar e saúde de maneira geral. Por conta disso, o isolamento acústico cada vez se torna mais relevante dentro da construção civil

    O isolamento acústico é uma técnica utilizada nas construções para minimizar a passagem de som entre ambientes distintos. Entre as principais vantagens estão a redução da poluição sonora; maior privacidade dos moradores; maior conforto nas habitações; ganho nas capacidades de atenção, foco e produtividade; maior disposição e bem estar. Ruídos em excesso, por outro lado, podem estimular um comportamento agressivo, estresse e uma maior propensão à doenças cardiovasculares.

    No Brasil, a NBR 15.575 “Edificações habitacionais – Desempenho”, aborda uma série de exigências quanto à qualidade e conforto das construções. A norma técnica padroniza e determina, entre outros aspectos, os níveis mínimos de isolamento acústico, evidenciando a sua importância nas construções.


Materiais mais utilizados

    Os materiais mais indicados para o isolamento acústico são aqueles mais densos e pesados, pois essas características amortecem e dissipam a energia sonora, ajudando a reter a passagem de som.

    A lã de rocha de basalto é um material usado para o isolamento termoacústico, é incombustível e não é nocivo para o meio ambiente. Além de usado em casas e apartamentos, é encontrado também em salas de máquinas em indústrias e não favorece a propagação de fungos e bactérias. Pode ser encontrado na forma de manta, camada, placa ou flocos.


Figura 1: Isolamento acústico do piso com lã de rocha
Fonte: Equipamiento hogar
 

    Outro material com bom isolamento termoacústico é a lã de vidro, fabricada a partir de sílica e sódio em altas temperaturas. Ela é composta por fibras de vidro e não pega fogo.

    Esses materiais podem ser colocados em paredes externas, internas, e pisos (mais comum em edifícios) para reduzir a passagem de som, mas para um bom isolamento sonoro, é necessário dar atenção também a portas, janelas e suas esquadrias. Em janelas é recomendada a aplicação de vidros duplos e um sistema de vedação de qualidade. Quanto às portas, se for de madeira, recomenda-se que seja de madeira maciça em vez de compensada, e que tenha sistema de vedação de borracha.


Isolamento acústico profissional

    É claro que o isolamento sonoro é muito importante em prédios, casas e escritórios, porém ele tem uma relevância muito maior em teatros, estúdios de som, salas de música e de gravação, pois esses ambientes também devem buscar a maior nitidez e qualidade do som.

    Nesse caso, é comum a utilização de espumas sintéticas para isolamento acústico. As espumas são usadas no revestimento dos ambientes, para absorver sons. As ondas sonoras se propagam pelo ar e refletem em paredes, piso e teto até perderem energia. Esse fenômeno é chamado reverberação. As espumas diminuem a reflexão do som, reduzindo assim sua reverberação, dessa forma o nível de ruído diminui e o som se torna mais nítido.


Figura 2: Estúdio de música com espumas sintéticas nas paredes
Fonte:The Soundproofing store


O isolamento acústico no Brasil

    O isolamento acústico é algo que não está presente em todas as construções mas que tanto por causa da NBR 15.575, quanto pela necessidade, se tornará mais comum com o passar dos anos.


Referências:

CATAI, R. E.; PENTEADO, A. P.; DALBELLO, P. F. Materiais, Técnicas e Processos para Isolamento Acústico

DA SILVA SANTOS, ADRIANA; ISERNHAGEN, FELIPE. ESTUDO DE MATERIAIS E TÉCNICAS PARA ISOLAMENTO ACÚSTICO

QUAL É A IMPORTÂNCIA DO ISOLAMENTO ACÚSTICO EM OBRAS. Disponível em https://info.casadoconstrutor.com.br/almanaque/dicas/qual-e-a-importancia-do-isolamento-acustico-em-obras/#:~:text=O%20isolamento%20ac%C3%BAstico%20%C3%A9%20a,aumentar%20o%20conforto%20dos%20moradores. Acesso em: 05/10/2020

QUAL A IMPORTÂNCIA DO ISOLAMENTO ACÚSTICO NA CONSTRUÇÃO CIVIL?. Disponível em https://blog.massadundun.com.br/qual-a-importancia-do-isolamento-acustico-na-construcao-civil/. Acesso em: 08/10/2020

ISOLAMENTO ACÚSTICO: IMPORTÂNCIA, MATERIAIS ACÚSTICOS PARA SEU PROJETO E MAIS. Disponível em https://www.isar.com.br/blog/isolamento-acustico/isolamento-acustico-materiais-acusticos/#. Acesso em 08/10/2020

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Brasil: O país iluminado vivendo sem a luz

 Por Leonardo Meiguel

As fontes de energia no mundo

    O início do século XXI ficou marcado com o abrupto avanço tecnológico no mundo todo, trazendo benefícios à maior parte da população. Com esse avanço, o consumo de energia aumentou significantemente, surgindo dilemas acerca do consumo das fontes não renováveis. Nesse mundo com crescente expansão do número de pessoas, o aumento no uso de tecnologias e grande consumo de materiais, o termo sustentabilidade é fundamental para o presente e o futuro.

 

Figura 1 - Matriz energética do mundo em 2016
Fonte: International Energy Agency (IEA)

    Estudos sobre o consumo e consequências dos elementos finitos como petróleo, carvão mineral e gás natural trazem resultados assombrosos. Gases altamente tóxicos liberados no ar atmosférico, elevados riscos de explosões, poluição da atmosfera com o dióxido de carbono agravando o aquecimento global são apenas alguns dos impactos que esses geradores de energia podem causar. Com isso, soluções como o aumento da produção de energia solar e a eólica cresce cada vez mais em países como Alemanha, Estados Unidos e China.

 

Figura 2 - Líderes na geração de energia solar 2013
Fonte: Wiki-Solar

O potencial inexplorado da energia solar no Brasil

    Os principais pilares para o desenvolvimento de um país são a produção e a educação atreladas com a tecnologia. Tendo esses aspectos unidos e consolidados de uma boa forma, problemas como o consumo de fontes não renováveis de energia podem ser amenizados, como tem sido realizado na China, Japão e Estados Unidos, que investem cada vez mais em energia renovável, dentre elas, a energia solar, mesmo esses países recebendo menor quantidade de raios solares que o Brasil.

    O Brasil apesar de ter recursos que envolvem energia renovável, poderia estar muito melhor nesse aspecto de produção energética, ou até mesmo liderar o mercado das energias limpas. Pela sua posição e extensão territorial, o Brasil é um dos países com maior potencial para geração de energia solar. Porém, esse potencial infelizmente não é explorado da melhor forma possível pelas pessoas e instituições, sendo assim, o único benefício que o sol traz aos brasileiros, é o de bronzeamento de pele nas praias.

 

Figura 3 - Países que mais instalaram energia solar em 2016.
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)  

    O jornalista ambiental André Trigueiro, relata que o Brasil utiliza estratégias inadequadas para a atualidade, que aposta boa parte de suas fichas no petróleo. Segundo ele, o papel de protagonista no setor energético neste século não é mais do petróleo e uma das evidências que comprovam é a bateria Powerwall, criada pela Tesla, que armazena energia solar e apesar do preço ainda nas alturas, foi lançada com código aberto, dando a possibilidade para outros pesquisadores identificarem e melhorarem a tecnologia.

     Pensando no aspecto de sustentabilidade, o petróleo possui seus malefícios, pois, além de ser um elemento finito, sua combustão impacta diretamente na poluição do ar e na camada de ozônio. Por isso, torna-se necessário pensar no futuro, sendo a energia solar uma das ferramentas que poderá ajudar o Brasil em seu desenvolvimento econômico e sustentável.

     Outro fator que contribui para a ampliação de energia solar é que, com o decorrer dos anos, torna-se cada vez mais inviável construir hidrelétricas, tanto por questões econômicas, como por motivos como o desmatamento, que provoca prejuízos à fauna e à flora, afetando comunidades indígenas.

    No Brasil, economia e sustentabilidade podem se relacionar muito bem. Afinal, o Brasil é um país abundante no que se refere a recursos para geração de energia renovável, tendo o sol como seu aliado. Além disso, se o Brasil se tornasse referência em energia solar, poderia haver a produção de novos equipamentos que contribuíssem para o desenvolvimento desta energia renovável. Nesse sentido, a exportação de dispositivos de energia solar e o fornecimento de produtos mais baratos para a população e para as empresas tornar-se-ia possível. Assim, os pilares de produção e educação no país poderiam ser desenvolvidos vinculados com a tecnologia.

    Em suma, o objetivo dessa matéria é transmitir duas mensagens, sendo a primeira sobre a importância da educação para elaborar o desenvolvimento de novas tecnologias que contribuem significativamente para a sociedade, sustentabilidade e a economia. Já a segunda, trata-se de pensar no futuro de uma forma sustentável, sendo a energia solar uma das ferramentas que irá contribuir à humanidade, já que é um recurso natural, abundante e que jamais terá seu fim. Dessa forma, o Brasil poderá dar passos largos para liderar a geração de energias limpas.    

 

Referências

CHIAPPINI, Gabriel. CHINA GEROU MAIS ENERGIA RENOVÁVEL EM FASE MAIS CRÍTICA DA PANDEMIA, MAS CARVÃO RESISTE. Disponível em: https://epbr.com.br/china-gerou-mais-energia-renovavel-em-fase-mais-critica-da-pandemia-mas-carvao-resiste/. Acesso em: 24/09/2020

TOP 7 PAÍSES QUE MAIS USAM ENERGIA SOLAR. Disponível em: https://www.portalsolar.com.br/blog-solar/energia-solar/top-7-paises-que-mais-usam-energia-solar.html. Acesso em: 24/09/2020

O BRASIL É UM DOS PAÍSES COM MAIOR POTENCIAL PARA GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR. Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/dino/o-brasil-e-um-dos-paises-com-maior-potencial-para-geracao-de-energia-solar,00492254cfa7f57b30d87781f534d54471bx1xde.html. Acesso em: 24/09/2020

OS 5 PAÍSES QUE MAIS INVESTEM EM ENERGIAS RENOVÁVEIS. Disponível em:https://www.instalosolar.com.br/blog-instalo-solar/os-5-paises-que-mais-investem-em-energias-renovaveis. Acesso em: 24/09/2020

VIEIRA, Gilberto. ENERGIA SOLAR, A PROTAGONISTA DO SÉCULO XXI. Disponível em: http://blogdosengenheiros.com.br/energia-solar-a-protagonista-do-seculo-xxi/. Acesso em: 24/09/2020