terça-feira, 10 de maio de 2016

10 obras icônicas da Engenharia Civil

A Dynamichrome divulgou recentemente uma coletânea de imagens representando as obras mais marcantes da Engenharia Civil em âmbito mundial. São obras que fazem os olhos brilhar e todo engenheiro refletir sobre sua concepção, projeto e execução. São ícones mundiais pela sua beleza, pela sua complexidade e pela época em que foram construídas.A história da Engenharia Civil é marcada por grandes feitos que proporcionaram o desenvolvimento da sociedade. Essa história se mistura com a de personagens marcantes e que deixaram grandes legados. 

Confira a seguir as 10 obras mais marcantes da história da profissão!
Construção do Complexo Monte Rushmore, Dakota do Sul, EUA, 1932.

Construção da Coluna de Nelson em Trafalgar Square, Londres, 1844.

Recuperação do Stonehenge, 1920.

Reabilitação do Taj Mahal, Angra, Índia, 1942.

Seções da Estátua da Liberdade, Paris, França, 1882.

Reabilitação do Sacre Coeur, Paris, França, 1880.

Golden Gate, São Francisco, Califórnia, EUA, 1934.

Torre Eiffel, Paris, França. 1888.

Barragem Hoover, Arizona, EUA, 1935.

Tower Bridge, Londres, Reino Unido, 1889.


quinta-feira, 5 de maio de 2016

III CONPET Civil

Com o tema "Os desafios da educação na Engenharia Civil", o III Congresso Nacional de grupos PET de Engenharia Civil, ocorrido nos dias 21, 22 e 23 de abril, foi uma grande oportunidade para debate e conscientização da mudança do processo de ensino-aprendizagem na educação em engenharia no país.


O evento

O III CONPET Civil, Terceiro Congresso Nacional de Grupos PET Engenharia Civil, é um evento que se propõe a reunir todos os grupos PET Engenharia Civil do país para discutir a Engenharia Civil e o ensino desta. O evento já teve edições em Juiz de Fora (2014) e em Maringá (2015). Em 2016, foi sediado em Curitiba.
O grupo PET Civil UFPR abraçou esse evento e durante um ano trabalhou para poder fazer com que o III CONPET Civil fosse inesquecível e trouxesse discussões importantes para a melhoria da educação.
O evento contou com palestras, desafio de engenharia, grupos de discussões e muita diversão!

                                      

Palestras

Durante os três dias pudemos contar com palestras nas três grandes áreas da Engenharia Civil junto da palestra de abertura do Prof. Dr. Marcos Tozzi, ex-professor da UFPR e atual membro da ABENGE (Associação Brasileira de Ensino na Engenharia) que delineou os aspectos mais importantes da educação na engenharia.


Também contamos com palestras do professor Cristóvão Fernandes sobre os desafios da gestão na água e o saneamento - perspectivas para os próximos 10 anos, e o professor Carlos Henrique Siqueira com o tema A participação do engenheiro civil no desenvolvimento da graduação.

                                      

Finalizando o evento, contamos com a palestra da arquitetura urbanista Luisiana Paganelli Silva que falou sobre o Planejamento Urbano de Curitiba.

                                     

Desafio de Engenharia

Atividade tradicional no evento, dessa vez foi utilizado o Kit Estrutural MOLA para incentivar novas metodologias de ensino e a prática na área de estruturas.

                                      

Grupos de Discussões

Durante o evento os congressistas foram divididos em quatro subtemas derivados dos desafios da educação na engenharia:
1. Novas estratégicas e práticas pedagógicas no curso de Engenharia Civil
2. Dificuldades na elevação da qualidade acadêmica 
3. O PET como consolidador e difusor da Educação Tutorial
4. Prática da articulação da tríade: ensino, pesquisa e extensão

                                      

Além disso, para discutir mais aprofundadamente o tema durante o evento teve uma mesa redonda que contou com a participação da petiana Dayane Miranda, Prof. Dr. Sergio Scheer, coordenador e Prof. Dr. Julio Gomes e o Prof. Dr. Eduardo Zancul, da USP.

                                     

A compilação de todas as discussões será disponibilizada em forma de carta para que ocorram ações dentro das IES para a melhora da abordagem do Ensino-Aprendizado.

Apresentação de trabalhos

O evento contou com apresentação de trabalhos dos grupos PET Civil, esses com direito a ISSN e DOI. Os resumos expandidos serão disponibilizados no site do evento.

                                     

O grupo PET Civil UFPR agradece a todos que contribuíram para a construção desse evento e esperamos ansiosamente o IV CONPET que será realizado em Fortaleza em 2017!

#partiuFortal 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Congresso Brasileiro de Patologia das Construções 2016

Entre os dias 18 e 20 de abril deste ano, a Associação Brasileira de Patologia das Construções (ALCONPAT Brasil) realizou o 2º Congresso Brasileiro de Patologia das Construções - CBPAT. Neste ano, o CBPAT foi sediado na cidade de Belém - PA, ocorrendo na Universidade Federal do Pará.



O evento se propõe, principalmente, a permitir a troca de experiências entre profissionais e estudantes da área de Patologia das Construções - uma das mais solicitadas e em desenvolvimento no Brasil. Nos dois dias de evento foram realizadas palestras com os profissionais mais renomados da área - nacional e internacionalmente - bem como apresentações de diversos trabalhos científicos desenvolvidos nas Universidades e empresas brasileiras. Congressos com este viés são oportunidades únicas para difusão de conhecimentos técnicos e sociais. E o PET Engenharia Civil também participou desta experiência!


Os integrantes do PET Civil Marcela Dutka Hortega e Lucas Ghion Zorzan, juntamente com o professor tutor Marcelo Henrique Farias de Medeiros estiveram em Belém para apresentar três trabalhos desenvolvidos dentro do PET focados na área de manifestações patológicas. Os trabalhos estão ligados ao projeto realizado pelo PET, em parceria com a Superintendência de Infraestrutura da UFPR, para a avaliação de viabilidade de retomada das obras de um prédio voltado para fins educacionais na Universidade Federal do Paraná. 



A partir de todos os estudos, ensaios e pesquisas realizados foram elaborados, em conjunto com os mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Construção Civil (PPGECC), três trabalhos em formato de artigo, conforme segue:

"Estudo de caso de inspeção em uma estrutura de concreto armado através dos ensaios não destrutivos de esclerometria e ultrassom"
Autores: Lucas Ghion Zorzan, Luís Henrique Marucco de Oliveira, Diego Jesus Souza e Marcelo Henrique Farias de Medeiros.

"Inspeção em uma estrutura de concreto armado usando potencial de corrosão, profundidade de carbonatação e resistividade elétrica: estudo de caso"
Autores: Dayane de Cristo Miranda, Marcela Dutka Hortega, Stephanie Karina Silva Zau, Ana Paula Brandão Capraro e Marcelo Henrique Farias de Medeiros.

"Estudo de caso de uma estrutura de concreto armado por meio da aplicação do Mapa de Danos"
Autores: Isabella Bonatto, Nadinne Cortz Granato Zem, Ana Paula Brandão Capraro, Giovana Costa Réus e Marcelo Henrique Farias de Medeiros.




Os petianos participaram, também, da competição acadêmica realizada pela organização do evento - o PatQuiz - juntamente com as integrantes do Escritório Modelo de Engeharia Civil (EMEA) Heloise Cezario e Camila Machado. A competição tinha por objetivo estimular o interesse dos alunos de graduação em Engenharia Civil e Arquitetura de todo o país pela área de manifestações patológicas em edificações.


Para saber mais sobre o evento (programação, fotos e acesso aos anais do congresso), acesso o site oficial e a página no facebook:


O PET Engenharia Civil parabeniza a todos os seus integrantes pelo envolvimento em todas as atividades que culminaram em trabalhos de qualidade reconhecida nacionalmente no maior evento nacional de Patologia das Construções, fazendo jus ao nome da Universidade Federal do Paraná.
terça-feira, 5 de abril de 2016

A construção no Brasil antes de Dom Pedro I

Cavar fundações, concretar fundações. Montar caixaria, colocar armadura, concretar a caixa. Empilhar tijolos, cobrir tijolos, pintar. Mesmo que superficialmente, a maior parte das pessoas sabe como se dá uma obra residencial no Brasil hoje, mas como eram as obras no século 16? Cabral teve uma casa de tijolos? A capitania de São Vicente, atual São Paulo, era feita do que?
Ai vão algumas das técnicas mais comuns de construção:

Alvenaria estrutural


Apesar de a técnica se manter até hoje, a alvenaria estrutural é quase tão antiga quanto a humanidade. As piramides do Egito, os zigurates Babilônicos e as obras do Império Romano eram todas obras feitas em alvenaria estrutural. A técnica consiste, basicamente, em blocos de construção unidos por argamassa para consolidar paredes ou pilastras. A técnica tem algumas limitações, como a necessidade de se usar arcos para se vencer vãos, diferente das vigas, que podem vencer vãos com pórticos. A técnica era usada apenas em obras do Estado ou da igreja, dado o seu preço elevado. Se você entrar numa igreja antiga, vai notar que todos os vãos são vencidos por arcos.


Parede de adobe

Essa técnica pode ser enquadrada como Alvenaria Estrutural, mas era mais comum entre para divisórias interiores de edificações. Os blocos, ou lajotas, tinham medidas de 20 x 20 x 40 e eram feitos com uma mistura controlada de argila e areia e assentados com barro entre eles. Por vezes recebiam revestimento de argamassa de cal e areia, para melhorar o conforto térmico e sonoro. Hoje em dias, algumas comunidades carentes ainda usam a técnica para construção de moradias. 




Em fortificação, igrejas e edificações do estado, se substituía os blocos por pedras lascadas. Uma das construções europeias mais antigas do Brasil, Torre de Duarte Coelho, em Olinda, foi feita nesta técnica.


Os tipos de pedras eram bem variados. Os mais comuns eram calcários, arenitos ou pedra de rio e granitos , no Rio de Janeiro, e mesmo a pedra-sabão e a canga, em Minas. A argamassa poderia ser a mesma, de cal e areia, ou de barro, mais fraca. Pedras menores eram colocadas para calçar as maiores.

Na alvenaria de pedra seca, é dispensada a argamassa e eram assentadas com a ajuda de formas de madeira. Esta técnica é mais utilizada para muros exteriores. As pedras de mão, maiores, contornadas por pedras menores recebe o nome de cangicado.


 

Canjicado

Quando as pedras eram chapadas de forma a se encaixarem umas nas outras, se tinha alvenaria de cantaria.


Taipa de Pilão

A taipa de pilão foi o material mais empregado nas construções coloniais no Brasil, devido principalmente à abundância de matéria prima – o barro vermelho. Também apresentava relativa facilidade de execução, satisfatória durabilidade e às excelentes condições de proteção que oferece quando recebem manutenção adequada. É uma técnica praticada pelos portugueses e espanhóis a mais tempo do que se tem registrado, conhecida também pelos povos africanos. Era de uso comum na Europa, até meados do século XIX. Na França recebia o nome de pisé.



Consiste em amassar com um pilão o barro colocado em formas de madeira, os taipais, semelhantes às formas de concreto utilizadas hoje. Os taipais têm somente os elementos laterais, e são estruturados por tábuas e montantes de madeira, fixados por meio de cunhas, em baixo, e um torniquete em cima. Suas dimensões são de aproximadamente 1,0 m de altura por 3,0 a 4,0 m lateralmente, e têm a espessura final da parede, 0,6 m a 1 m. Após a secagem, o taipal é desmontado e deslocado para a posição vizinha. E assim a obra tinha continuidade. 





Os critérios de escolha do barro variavam entre a tradição oral e ficou perdida no tempo. Sabe-se que, semelhante ao adobe, deve ser uma mistura bem dosada de argila e areia e alguma fibra vegetal, crina de animal ou mesmo estrume. Podia-se também misturar óleo de baleia, que supostamente aumentavam a resistência. O barro é colocado em pequenas quantidades, em camadas sucessivas de aproximadamente 20 cm, que se reduzem a 10 ou 15 cm depois de apiloadas.

A massa passava por um processo semelhante a hidratação durante 4 a 6 meses. Ao final do processo, as paredes poderiam receber revestimento, geralmente argamassa de cal e areia, que lhe aumentava a resistência. A esta argamassa era, às vezes acrescentada estrume bovino. O resultado era uma argamassa capaz de resistir “à mais forte e duradoura chuva”. Beirais de alvenaria de pedra eram usadas para proteger as paredes, que não eram muito resistentes a chuva. Paulo Santos nos fala de “uma construção existente em Cabo Frio, datando de pelo menos três séculos”, de taipa de pilão, cuja resistência é tão grande, “a ponto de se assemelhar ao nosso concreto”. Uma variante do sistema, chamado formigão, consiste em misturar à massa de barro pedras miúdas e pedras maiores (pedras de mão), mistura semelhante ao concreto.

A taipa de pilão foi mais utilizada nas regiões de São Paulo e Goiás. Em Minas, a encontramos em igrejas mais antigas e em residências. Nas cadeias, quando não era possível sua execução com pedra e cal, a taipa era reforçada com engradamento de madeira, nas paredes e nos pisos.


Taipa de pilão reforçada com madeira, utilizada nas cadeias. Fonte BARRETO, P. T. “Casas de câmara e cadeia” In: Arquitetura Oficial I.

Pau a pique

A técnica constitui-se de uma armação de madeira coberta por barro e argila. Era comumente chamada de Pau-a-pique, taipa de sebe, taipa de mão, barro armado ou taipa de sopapo. Tinha um custo bem baixo, uma resistência satisfatória e era bem durável 




A edificação contava com um sistema de fundação simplificado com vigas baldrame e estacadas de toras, chamadas "nabos". 


Diversas igrejas de Minas foram construídas por esta técnica: Santa Rita e Nossa Senhora do Ó, em Sabará, Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Catas Altas, Nossa Senhora das Mercês, em Mariana, Nossa Senhora das Mercês e Perdões em Ouro Preto

Enxaimel e Tabique

Semelhante ao atual WoodFrame ou dry-wall, estas técnicas usam uma estrutura de madeira revestida para vedação de ambientes. O Enxaimel tem lajotas de adobe entre as barras de madeira para revesti-la e pode ou não ser coberta por argamassa de cal. Era o ideal para coberturas externas. 



Enxaimel Tabique


O Tabique contava com placas de madeira envolvendo a estrutura de barras de mesmo material. Dado a sua maior fragilidade e durabilidade, era mais comum em ambientes internos. 


Planta da matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto com as divisórias da nave construídas em tabique. Imagem SANTOS, 1951

Se você curte história e quer ver mais a esse respeito nas atividades do PET Civil ou quer ler sobre algo em especial, deixe um comentário!
quinta-feira, 31 de março de 2016

XI Ciclo de Palestras: Curitiba, a Experiência em Gestão Urbana

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) é a instituição responsável pelo planejamento urbano da capital paranaense. A instituição convida a todos para participar do XI Ciclo de Palestras: Curitiba, a Experiência em Gestão Urbana, que ocorrerá no dia 13/05/2016, no período da manhã. A programação do evento envolve temáticas de transporte público e meio ambiente com a participação de especialistas de diversas entidades da cidade.


O objetivo do evento é expor aos alunos o processo de planejamento e gestão da cidade de Curitiba nos temas de Planejamento Urbano, Transporte e Meio Ambiente. As informações discutidas podem servir de suporte para atividades e reflexões nas Universidades e demais instituições acadêmicas.
As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Inscreva-se!

Local: Salão de Atos do Parque Barigui
Data: 13/05/2016
Horário: 08:30 às 12:30



terça-feira, 22 de março de 2016

Sustentabilidade na Engenharia Civil, pode sim! Já ouviu falar do Showerloop?

A sustentabilidade é o conceito em alta da Engenharia Civil e, com certeza, deve ser levado em conta nas novas construções e até mesmo na manutenção de edificações já existentes. Afinal, os engenheiros, arquitetos, pesquisadores e demais desenvolvedores de tecnologia precisam ter em mente que os recursos existentes no planeta não são permanentes, muito pelo contrário, estão cada vez mais em escassez.

Com isso em mente, novas tecnologias para racionalizar o uso de recursos naturais tem sido desenvolvidas. O Showerloop é uma delas! É um mecanismo que foi desenvolvido e lançado recentemente no continente europeu que permite banhos prolongados sem que o usuário precise se preocupar com o consumo de água.

Showerloop pronto para ser utilizado
Este chuveiro consome 10 litros de água, aproximadamente o mesmo que chuveiros convencionais consomem por minuto de funcionamento, e a água é redirecionada para o próprio chuveiro. Mas a água não escoa pelo ralo e volta diretamente para a cabeça do chuveiro, caso contrário seria anti-higiênico.

Mas se a água não sai do ralo e volta direto para o chuveiro, como o banho pode ser contínuo e higiênico ao mesmo tempo? O X da questão está na filtragem da água a partir do momento que ela entra pelo ralo. Inicialmente, a água escoa por uma tela que retém fios e pelos. Depois disso, ela passa por uma sequência de filtro de geotêxtil, areia e carvão ativado, os quais conseguem reter impurezas e partículas de sabão. Contudo, a água ainda não fica totalmente limpa, por isso, foi colocada uma lâmpada ultravioleta que esteriliza o líquido que, então, é bombeado e volta para a ‘cabeça’ do chuveiro.

Filtros com geotêxtil, areia e carvão
Foi uma inovação muito interessante de pesquisadores europeus, mas ainda apresenta um alto custo (cerca de 1500 euros só o produto, sem a instalação). O ideal é que nós, engenheiros e estudantes de engenharia, tomemos iniciativas como o Showerloop como inspiração e continuemos buscando desenvolver mecanismos acessíveis que possam auxiliar no dia-a-dia das pessoas e incentivar a redução do impacto ambiental, o qual é um dos fatores mais afetados pela indústria da construção civil.

Testes para o desenvolvimento do chuveiro
Se quiser saber um pouco mais sobre o desenvolvimento do Showerloop, pode acessar o site do Showeloop.


sexta-feira, 18 de março de 2016

World Trade Center - PATH Station: A estação de 4 bilhões de dólares

Próximo das antigas Torres Gêmeas, a mais nova estação de trem de Nova York gera duas sensações. A primeira de admiração, visto que o projeto é belíssimo, com técnicas de engenharia e desenhos arquitetônicas ousados, e a segunda de indignação, já que o custo das obras chegam a 4 bilhões de dólares.


World Trade Center - PATH Station

Inaugurada semana passada, com mais de 7 anos de atraso, a obra majestosa em uma das maiores cidades do mundo causa deslumbre aos olhos. A construção se iniciou em 2006, e a arquitetura é do espanhol Santiago Calatrava que também assina o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A inspiração, segundo ele, vem do voo de um pássaro, numa alusão a pomba da paz, visto a tragédia no local em 11 de Setembro de 2001.


Construção da estação


A construção conta com um pé-direito de mais de 50 metros e é possível ver em diversos pontos que ainda não está finalizada, com andaimes e trabalhadores no local dando os últimos retoques. A estrutura de aço e vidro junto de muito branco enobrece o espaço o tornando mais um ponto turístico da cidade.

Destaque para os prédios do Completo World Trade Center

A população americana vem discutindo o preço da obra e questionando-se da real necessidade deste gasto dentre tantas prioridades. A obra, por exemplo, não representa um polo de transportes na cidade, será apenas a 18º estação em termos de movimento.  

A razão para esse valor alto pode ser a complicação dos projetos de Santiago Calatrava. Já os trabalhadores afirmam que o furação Sandy foi um dos grandes culpados tanto para o atraso quanto o aumento de custo da obra.

Saguão Principal chamado de Oculus

O complexo é composto de um emaranhado de interligações subterrâneas entre outras estações de metrô de Nova York e trem suburbanos PATH para Nova Jersey. Tais interligações não serão gratuitas e estão inacabadas mesmo com a inauguração do local. A estação ainda contará com um Shopping Center de 34 mil m².

Memorial das Vítimas de 11 de Setembro, ao fundo a estação
Dentre todos esses problemas fica a lição de uma obra com falta de planejamento adequado e excesso de gasto de dinheiro público, já que a centenária Grand Central, em valores atualizados, custou o equivalente a metade desse valor e até hoje é considerada a maior estação ferroviária do mundo.

Grand Central



quinta-feira, 3 de março de 2016

Será que é possível estocar vento?

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, Reino Unido, estão desenvolvimento de um sistema com ar líquido para estocar a energia proveniente de fontes como o Sol e o vento. Este estudo já foi testado em plantas e, possivelmente, será comercializado em meados de 2018. A proposta dos projetistas é contribuir para a superação de altos e baixos no abastecimento provocados pela inconstância das fontes renováveis. A opção pelo ar líquido para a estocagem deve-se a disponibilidade de consumo da energia, que estaria disponível tanto em dias nublados como em dias mais calmos. 


A ideia consiste no vento ser estocado em uma caverna através de tubulações de máquinas, gerando energia em lugares onde não há ocorrência desse fenômeno. Segundo os técnicos, haverá necessidade de uma tubulação para que sempre tenha vento entrando na caverna e suprindo o estoque. A energia gasta será reciclável para outros fins, e a construção totalmente inserida na natureza, sem danos. A energia pode ser catalisadora, ou pode ser até perigosa. Mas o vento é sempre necessário. O vento e o ar suprem necessidades e criam a energia necessária para tudo que se movimenta. "Sem dúvida alguma é uma grande invenção!", diz o locutor. 

O vídeo a seguir, do canal BBC, mostra uma maneira semelhante ao plano europeu.




No Brasil, devido às dificuldades encontradas para a substituição de hidrelétricas por fazendas de geração de energia eólica, a notícia de que já é possível estocar vento é ótima para um país cuja produção tem de 6 mil megawatts de energia eólica instalada e em operação. Ou seja, a energia que é produzida a partir das usinas de vento brasileiras é equivalente a cinco vezes a capacidade máxima da Hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais, e já é suficiente para abastecer em torno de 35 milhões de pessoas. O Rio Grande do Sul sozinho foi capaz de atingir 2000 MW em abril de 2015 e no final do ano o país entrou como os dez maiores geradores desse tipo de energia no mundo.

Para saber mais acesse: http://www.dm.com.br/opiniao/2015/10/dilma-esta-certa-ciencia-mostra-que-ja-e-possivel-estocar-vento.html