terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Congresso Brasileiro de Patologia das Construções - CBPAT2016


Qualquer construção realizada deve, por definição, cumprir a função para qual foi projetada. Isso abrange, entre outras coisas, o atendimento das necessidades do usuário e uma vida útil aceitável. Entretanto, percebe-se que em muitos casos a vida útil de edificações é prejudicada pela ação de diversos agentes agressivos nas edificações. E é aí que surge um dos campos mais amplos - e com grandes demandas de estudo - da Engenharia Civil atual: a Patologia das Construções.

Neste panorama, a Associação Brasileira de Patologia das Construções realizará, de 18 a 20 de abril de 2016, o 2º Congresso Brasileiro de Patologia das Construções. O evento, na cidade de Belém - Pará, abrangerá um fórum de debates sobre o controle da qualidade, a patologia e a recuperação de estruturas, com intuito de divulgar as pesquisas científicas e tecnológicas sobre estes importantes temas e áreas correlatas. O congresso busca a integração dos profissionais envolvidos na construção civil, objetivando maior desenvolvimento profissional.

O evento terá, ainda, a presença de grandes nomes envolvidos na área de Materiais de Construção e Manifestações Patológicas, como o PhD Povindar Kumar Mehta e o Prof. PhD Paulo Helene. É uma oportunidade única de conhecer mais sobre a área, aprofundando conhecimentos com especialistas no assunto.



O CBPAT2016 é aberto aos profissionais do setor construtivo, engenheiros, técnicos, pesquisadores, empresários, fornecedores, investidores e estudantes que queiram aprender mais, discutir e se atualizar. Os idiomas oficiais do evento são o português, espanhol e inglês.

As inscrições para o evento podem ser realizadas no site http://alconpat.org.br/cbpat2016.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Engenharia Natural: Uma Obra Viva











E se sua obra fosse viva? E se houvesse uma maneira de construir algo que se adaptasse ao habitat onde foi colocado como se sempre pertencesse a ele? E se sua obra se regenerasse sem necessidade de manutenção humana? Parece algo futurista, mas a técnica já tem mais de 2000 anos.

A Engenharia Natural, ou Bio Soil Engineering, consiste, basicamente, no uso de matéria viva como elemento estrutural, tal qual o aço ou o concreto em obras tradicionais.

Acompanhada ou não por estrutura auxiliar de material inerte, suas obras estão atreladas ao crescimento de plantas para atingir seu máximo potencial de sustentação. Por grande parte das vezes, a estrutura auxiliar é até descartada ou abandonada, no caso de biodegradável, quando as plantas já estão fortes o bastante para assumir o papel de estrutura principal. Dentre os materiais inertes mais comuns estão a madeira e pedra.

Aplicada na contenção de taludes ou encostas de corpos d'água, a técnica é dotada de alta velocidade de execução, baixa exigência de qualidade da mão-de-obra e eficácia semelhante a qualquer outra obra convencional de engenharia. Além desses pontos, as obras de engenharia natural exigem menos maquinário pesado que as obras convencionais, se tornando uma opção viável para situações onde o peso de grandes veículos pode comprometer a configuração do solo. Mesmo com tudo isso, o grande foco da Engenharia Natural é produzir uma estrutura integrada ao meio ambiente onde está inserida. Por conta de usar plantas adaptadas ao local, uma obra pronta é quase indistinguível.


 

Trata-se não só de um trabalho típico de engenharia, mas de uma modelagem de ecossistemaSua utilidade para controle de erosão e a estabilização da condição hidráulica de canais e rios abertos também são vantagens de obras onde a Engenharia Natural é aplicada.  

Agora considere que pode-se usar plantas nativas em sua obra, e consegue-se, além de uma melhor adaptação, uma redução significativa de custos e aumento de longevidade. Outros pontos que abaixam o custo de uma obra em Engenharia Natural é a menor dependência de maquinário pesado e a capacidade das plantas de se regenerarem e se reproduzirem. No fim das contas, pode-se fechar uma obra de forma bem mais consciente, integrada e eficiente mesmo pagando menos.






Contudo, a técnica não pode ser usada para todas as ocasiões. Em casos onde se precisa de alta capacidade de carga e onde o solo não favorece o crescimento de plantas se tem dificuldade de aplicar Engenharia Natural. Além disso, ela ainda se encontra em estado muito empírico de conhecimento e, apesar de ser muito utilizada na Suíça e Alemanha, não é tão popular nas empresas de geotecnia brasileiras.

Vale também destacar a dependência da obra com o crescimento das plantas. Além de solo propício, também é importante que não haja excesso de tensões que arranquem as mudas de seus locais, como uma corrente fluvial muito forte. É nesse tipo de situação que se usa estruturas auxiliares inertes.






Este é um campo que vem ganhando corpo no meio acadêmico. Universidades como a UFES e UFSM já tem pesquisas nessa área a algum tempo. Até a UFPR está nessa. 
Pesquisa a pesquisa, o ramo vem ganhando espaço no Brasil. Algumas construtoras e consultoras como LAP Sul ® , CONSPIZZA ® , LIS ambiental ® , ROANI ® e REAL Engenharia ® já trabalham com a Engenharia Natural. Até mesmo a Petrobrás vem usando a técnica para tratamento de corpos d'agua e estabilização de encostas

Se busca uma aposta para o futuro da Engenharia Geotécnica, pode encontrar a resposta 2000 anos no passado. 
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Parque eólico flutuante

A Escócia, país do Reino Unido, avança em tecnologia com a construção do primeiro Parque Eólico flutuante do mundo.
A multinacional norueguesa Statoil anunciou a intenção de avançar com a construção do parque eólico flutuante ao largo da costa da Escócia, a 25 km de Peterhead, em Aberdeenshire. O projeto eólico The Hywind entrará em operação no final de 2017, com uma capacidade operativa de 30 MW, o suficiente para abastecer cerca de 20 mil habitações. As torres eólicas flutuantes, estabilizadas com lastro e ancoradas ao leito oceânico, distribuir-se-ão por uma área de 4 quilómetros quadrados, numa zona com profundidades situadas entre os 95 e 120 metros.


Imagem do dia: Escócia avança com construção do primeiro parque eólico flutuante do mundo

Imagem do dia: Escócia avança com construção do primeiro parque eólico flutuante do mundo

Imagem do dia: Escócia avança com construção do primeiro parque eólico flutuante do mundo

Imagem do dia: Escócia avança com construção do primeiro parque eólico flutuante do mundo

Imagem do dia: Escócia avança com construção do primeiro parque eólico flutuante do mundo

Imagem do dia: Escócia avança com construção do primeiro parque eólico flutuante do mundo

Imagens via Statoil.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Laboratório de Hidráulica em escala real

Demorou mais de três anos a ser construído e é um dos maiores canais de ondas e corrente do mundo para ensaios laboratoriais, em escala real, na área da hidráulica. Com um comprimento de 300 metros, largura de 5 metros e altura de 9.5 metros, o “Delta Flume”, localiza-se em Delft, na Holanda, nas instalações do Instituto de Investigação Deltares, tendo uma capacidade para nove milhões de litros de água.
O sistema permite a geração de ondas com altura máxima de 4.5 metros e a modelação física, em escala real ou próxima do real.
Devido ás suas dimensões, possibilita a diminuição ou anulação do chamado efeito de escala, um fator determinante no ensaio de estruturas marítimas e costeiras. Permite também o trabalho com materiais que não são modelados adequadamente em instalações convencionais, tais como areia, argila, cobertura vegetal ou madeira.
O canal é dirigido igualmente ao teste de protótipos de diques, dunas, quebra-mares, proteções de leito, fundações de estruturas marítimas e estruturas offshore tais como parques eólicos.
Permite obter dados muito próximos do real no que diz respeito a revestimentos de alvenaria de blocos, taludes com cobertura vegetal sujeitos à ação de ondas, resistência residual de diques, erosão de dunas, impacto de ondas em paredes verticais, geotubos e geocontentores.
Confira o vídeo trailer do Delta Flume:


Holandeses constroem canal de ondas e corrente com 300 metros de comprimento

Holandeses constroem canal de ondas e corrente com 300 metros de comprimento

Holandeses constroem canal de ondas e corrente com 300 metros de comprimento

Holandeses constroem canal de ondas e corrente com 300 metros de comprimento


Imagens (adaptadas): via Deltares | Vídeo: Deltares
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Copenhagen Gate

No coração da capital da Dinamarca, o Portal de Copenhagen será formado por dois arranha-céus unidos por uma passagem pedonal que servirá de portal de entrada, por via marítima, no Porto de Copenhagen. A impressionante estrutura atirantada, cuja construção deverá arrancar em meados de 2016, foi projetada pelo gabinete Steven Holl, no âmbito de uma competição internacional de design. A passagem será constituída por um tabuleiro de alinhamento quebrado, ficando localizada a cerca de 65 metros de altura e unindo os edifícios Langelinie e Marmormolen.

Imagem do dia: O Portal de Copenhaga

Imagem do dia: O Portal de Copenhaga

Imagem do dia: O Portal de Copenhaga

Imagem do dia: O Portal de Copenhaga

Imagem do dia: O Portal de Copenhaga

Imagens via Steven Holl Architects
terça-feira, 15 de dezembro de 2015

As melhores estruturas de madeira

Anualmente, os Prêmios da Madeira distinguem, no Reino Unido, as melhores estruturas construídas usando madeira. Em 2015, mesmo com a forte concorrência de grandes obras como a Estação de Canary Wharf, a distinção máxima foi para um pequeno edifício lacustre localizado em Hampshire.
Confira as imagens das mais belas estruturas de madeira!

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015
Construção lacustre com maior distinção dentre as mais belas estruturas de madeira do Reino Unido

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015


Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015

Imagem do dia: As melhores estruturas de madeira 2015



Confira mais clicando AQUI.




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Primeiro do Brasil x Primeiro do Mundo

Curitiba sempre foi considerada uma cidade ícone no Brasil, seja por sua limpeza, pela grande área verde ou até mesmo pela organização, ela sempre foi vista como destaque. Todavia, o que mais chama atenção na capital ecológica não é nenhum dos itens citados, e sim o seu sistema de transporte público, dito por muitos como o melhor do país.

Invejados por aqueles que vêm de outras cidades e criticados por quem lá vive, os ônibus de Curitiba são polêmicos. Para entender se o transporte coletivo da capital paranaense deixa desejar, como apontam alguns curitibanos, ou se é realmente eficiente, basta analisar o panorama geral do transporte público Brasil afora, bem como compreender o sistema de transporte urbano da própria cidade. 

Outrora ditos como inovadores, os ônibus biarticulados e as estações tubo, implantados em 1974, já caíram em normalidade. Para quem vive em Curitiba, não há nada de inovador em um sistema mal administrado, com praticamente apenas um modal e um monopólio nas mãos da URBS (empresa responsável pelos ônibus), que se sustenta na propaganda de melhor transporte público de um país que possui um dos piores sistemas de transporte urbano do mundo. O que se observa na capital paranaense é o mesmo que no resto do Brasil: coletivos superlotados, com péssima segurança, de frequência instável, e, acima de tudo, lentos.


Mobilidade

Como, então, Curitiba é tão bem falada quando o assunto é transporte?

A resposta é simples. Quem vem de fora raramente fica tempo o suficiente na cidade para sentir o trauma que é embarcar em um Inter 2 – uma das principais linhas da cidade – ou em qualquer outra linha, em horário de pico. Outro motivo, é a RIT. A Rede Integrada de Transporte Coletivo permite ao usuário a utilização de mais de uma linha de ônibus com o pagamento de apenas uma tarifa, fator que, convenhamos, é de imensa utilidade econômica.

De modo geral, podemos concluir que o sistema de transporte público de Curitiba não é bom, e sim menos pior comparativamente aos demais sistemas no Brasil.
Agora, a grande questão é: O que os demais países, com transporte público eficiente, possuem, que Curitiba não possui?
Para responder a essa pergunta, façamos uma análise comparativa do melhor transporte urbano do Brasil, representado pela própria Curitiba, com o melhor do mundo, o transporte público de Tóquio.

São inúmeras as diferenças existentes entre o coletivo das duas capitais. Podem ser citados como fatores externos que contribuem para bom desempenho do sistema de transporte de Tóquio a segurança, a acessibilidade e até mesmo a educação, no entanto, no que diz respeito ao transporte em si, há dois motivos fundamentais que favorecem à cidade japonesa:

1. A presença de vários modais;

2. Há várias empresas de transporte público na cidade e, portanto, competitividade.



No que diz respeito ao item 1, há um abismo separando as duas cidades. Enquanto o coletivo japonês gira em torno dos modais ferroviário e metroviário - bicicletas, carros e ônibus têm função de meros alimentadores - Curitiba depende única e exclusivamente do transporte rodoviário. A deficiência da representante brasileira é clara, afinal, pouco adianta investir bilhões em ônibus modernos e terminais, ou em projetos falhos de metro, sendo que eles não dão conta de atender a demanda da cidade de forma adequada.

O ponto 2 diz respeito mais às questões econômicas do que de transporte, porém é nítida sua importância. A ausência de competitividade que a URBS detém em Curitiba é refletida na realidade do transporte público, observa-se um transporte acomodado, com funcionários insatisfeitos e carente de alternativas. Nesse quesito, em contrapartida, Tóquio está muito à frente. A existência de várias empresas administrando parte do transporte coletivo garante facilidades incríveis, dificilmente vistas no Brasil. Exemplos de tais utilidades são rotas alternativas nas mesmas linhas, preços divergentes e valores de tarifa proporcionais à distância percorrida que, no caso dos ônibus, funciona mais ou menos assim: A partir de um painel (eletrônico ou não), na parte da frente do ônibus, o passageiro calcula o valor do percurso conforme o ponto de chegada. O pagamento deve ser feito com a quantia exata de dinheiro. Caso seja necessário, há uma máquina de troco ao lado do motorista.


Por fim, analisando de vários pontos de vista, o transporte urbano de Tóquio é muito mais eficiente, completo e complexo do que o sistema empregado em Curitiba, e por consequência, do que as demais cidades brasileiras.

De modo geral, ao contrário do que é dito país afora, é lamentável o atual quadro do transporte público de Curitiba, contudo não é uma realidade irreversível. É difícil? Sim, e muito. Mas não impossível. Basta que seja percebida por governos e administradores a importância do transporte coletivo para o desenvolvimento local, buscando conciliar medidas de conscientização da população, incentivando-a a utilizar o transporte público, através projetos ousados, inovadores e verdadeiramente eficazes de engenharia e arquitetura que tragam novamente para a capital paranaense o título de referência mundial quando o assunto é transporte público de excelência.





Fontes :
http://www.jica.go.jp/; Mobilidade; http://www.portalnikkei.com.br/; http://www.skyscrapercity.com/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Inspeções no Centro Politécnico

No ano de 2015, em parceria com a Superintendência de Infraestrutura da UFPR, o PET Engenharia Civil vem realizando um estudo de caso de uma edificação abandonada no Centro Politécnico destinada ao curso de Educação Física. O projeto já foi apresentado em diversos eventos, tais como o XX ENAPET, em Belém (PA), o 14º ENAF e o 57º IBRACON em Bonito (MS).
Nas últimas semanas, os membros do PET Civil, com o auxílio dos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Construção Civil e do professor Marcelo Medeiros, orientador do projeto e tutor do grupo, vêm realizando uma série de ensaios na edificação a fim de elaborar o relatório de análise da viabilidade da retomada das obras.
Os ensaios realizados foram: esclerometria, para avaliação da resistência superficial do concreto; carbonatação com fenolftaleína; potencial de corrosão e resistividade elétrica. Todos estes permitirão a avaliação do estado de degradação da obra após os 6 anos em que esta encontra-se parada.

Conheça mais sobre o projeto clicando aqui.






















O PET agradece aos (às) mestrandos (as) Diego Jesus de Souza, Giovana Costa Réus e Ana Paula Brandão por todo o apoio nestas atividades. 
Fique atento a mais novidades e oportunidades sobre o projeto!