segunda-feira, 28 de maio de 2012

Principais obras urbanas em cinco cidades da Copa ainda não começaram e estão atrasadas


Em cinco das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, as principais obras de mobilidade urbana planejadas para ficarem prontas antes do Mundial ainda não começaram e correm o risco de não ficarem prontas a tempo. Todas as intervenções constam na Matriz de Responsabilidades da Copa, assinada em janeiro de 2010 por governo federal, estados e municípios que receberão jogos da competição.
As cidades com as obras ainda por começar são Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE),  Manaus (AM) e Porto Alegre (RS).
Na capital mineira, um corredor de ônibus nas avenidas Pedro II e Carlos Luz deveria ter começado a ser construído em março deste ano, mas permanece sem previsão de data para começar.

BELO HORIZONTE


A avenida Pedro II, via de ligação entre o centro da capital mineira e a
região do estádio do Mineirão, aguarda o início da construção de um
 corredor de 12 km exclusivo para ônibus.
O corredor exclusivo será de uma faixa em cada sentido, terá 17 estações e 12 quilômetros de extensão. As avenidas Pedro II e Carlos Luz são uma importante via de ligação entre o centro da Cidade e o Mineirão, que fica na região da Pampulha. Também dá acesso aos morodores da região Noroeste da cidade ao Anel Viário de Belo Horizonte. Atualmente, a avenida Pedro II é uma das mais congestionadas do município.
Segundo o planejamento inicial, constante na Matriz de Responsabilidades, a obra deveria ter começado em janeiro e ser concluída em outubro deste ano. A prefeitura assinou o contrato para sua construção no dia 16 de março deste ano. Em abril, os dados foram revistos pela prefeitura de Belo Horizonte, que passou a anunciar o início da obra para aquele mesmo mês de abril, e a conclusão passou a ser prevista para agosto de 2013.
O valor total da obra é de R$ 233, 5 milhões, sendo R$ 146 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal e uma contrapartida do município de R$ 87,5 milhões.
Já em Brasília, os últimos atrasos anunciados em uma nova licitação para a obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), no fim do mês de abril, inviabilizaram definitivamente sua conclusão para a Copa. A obra começou em 2009.
Por estar presente na Matriz, o VLT de Brasília é financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e oferece prazos mais longos e juros menores aos praticados no mercado. Dos R$ 277 milhões previstos para serem gastos na obra, R$ 263 milhões vêm dos cofres federais. Apesar de não existir mais chance do VLT ser utilizado na Copa, a Matriz atualizada do Ministério do Esporte não retira os recursos e as condições de pagamento da obra de Brasília.
quarta-feira, 23 de maio de 2012

Custo da transposição do São Francisco quase dobrou em 5 anos



Reajustes contratuais, compensações ambientais e desapropriações foram as principais causas do aumento do custo da obra de transposição do rio São Francisco, que passou de uma estimativa de R$ 4,8 bilhões em 2007 para R$ 8,2 bilhões atualmente. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deu explicações nesta terça-feira na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados sobre o aumento nos valores da obra.
Segundo ele, os reajustes contratuais significaram aumento de 30% entre 2007 e 2012, fruto dos indicadores previstos nos contratos. Os custos de compensações ambientais, que tinham estimativa de R$ 400 milhões no início da obra, passaram para cerca de R$ 1 bilhão, de acordo com Bezerra. E a previsão de gastos com desapropriações, que era R$ 40 milhões, vai chegar a R$ 100 milhões. Cerca de 1,8 mil desapropriações já foram realizadas para a obra.
Quando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi lançado, em 2007, a previsão era de que o eixo leste fosse concluído até junho de 2010 e o eixo norte, em dezembro de 2012. No ano passado, o custo da obra foi reestimado para 6,9 bilhões e, hoje, o valor já passou para R$ 8,2 bilhões, com a previsão de conclusão, segundo o ministro, para dezembro de 2014 do eixo leste e para segundo semestre de 2015 do eixo norte.
De acordo com o ministro, o primeiro edital de saldo remanescente para a conclusão da obra será lançado em junho, e o processo de licitação deve estar concluído até dezembro. A expectativa é que, no final do ano, a obra esteja sendo realizada com sua capacidade máxima. Os 16 lotes atuais serão transformados em seis frentes de trabalho, o que, segundo Bezerra, vai dar mais agilidade à obra.
O Projeto de Integração do rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional tem como objetivo assegurar a oferta de água a cerca de 12 milhões de habitantes de 390 municípios do agreste e do sertão dos Estados de Pernambuco, do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
A obra está dividida em duas partes. O eixo leste, com 220 km, prevê a construção de canal, estações de bombeamento, reservatórios, túneis e aquedutos entre os municípios de Monteiro e Floresta, ambos na Paraíba. No eixo norte, que tem 402 km, o trabalho será realizado entre as cidades de São José de Piranhas (PB) e Cabrobó (PE).


Bezerra destacou a importância da obra pra a região, especialmente neste momento em que o Nordeste enfrenta uma das mais severas estiagens dos últimos anos. Segundo ele, cerca de 30 obras estão sendo realizadas para a distribuição de água no Semiárido nordestino. O ministro disse que o governo já alocou cerca de R$ 25 bilhões em obras de infraestrutura hídrica dentro do PAC. "Essa é uma decisão da presidenta Dilma, de universalizar o acesso à água em todo o país, especialmente no Semiárido nordestino".

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cal hidratada assegura solidez e qualidade das construções


Produto surgiu muito antes da invenção do cimento, o que só ocorreu em 1824
 

Desde que o homem descobriu as propriedades aglomerantes da cal, nenhum outro material mostrou tanta versatilidade em suas finalidades de uso na construção civil. Produto obtido a partir da calcinação da rocha calcária a altíssimas temperaturas, a cal, desde a antiguidade, é usada para unir e revestir as alvenarias das construções, devido ao poder aglomerante e à durabilidade que acrescenta às argamassas.

A argamassa mais comum hoje utilizada na construção civil é feita com areia, água, e uma combinação de dois aglomerantes: cimento e cal hidratada. Essa combinação forma uma dupla perfeita: enquanto o cimento endurece ao reagir com a água da mistura, a cal hidratada tem endurecimento pelo contato com o ar. A cal absorve e reage com o gás carbônico presente no ar, o que a transforma num carbonato tão sólido quanto a rocha calcária que a originou.
 
A receita de uma boa argamassa é simples
A proporção da mistura dos componentes é definida por números que expressam as quantidades relativas de cimento : cal : areia em volume. As proporções mais usadas em assentamento de alvenaria e revestimento de paredes são de uma parte de cimento, por duas de cal e nove de areia, o tradicional “traço” (formulação) 1:2:9, bem conhecido pelos pedreiros. Outro “traço” muito usado é o 1:1:6 (uma parte de cimento, uma de cal e seis de areia), indicado para o revestimento externo de paredes.
domingo, 6 de maio de 2012

Projetos de moradias mistas unem moradores de alta e baixa renda







Moradias mistas unem famílias de diversas classes sociais em locais estratégicos de metrópoles, garantindo acesso ao transporte público e outros meios, que são mais difíceis nas periferias das cidades.

É um projeto de inclusão, onde a prefeitura auxilia empresas privadas, reservando uma parcela dos apartamentos a pessoas de baixa renda, e o restante é vendido a preço de mercado (muitas vezes é um valor alto, devido à localização dos imóveis).

Projeto de moradias mistas em São Paulo:
Vídeo 1

Nova York no conceito de moradias mistas:
Vídeo 2

sábado, 5 de maio de 2012

Autoavaliação da UFPR - até sábado, 5 de maio



A COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO DA UFPR é responsável pela coordenação e condução da Política de Autoavaliação da UFPR atendendo aos preceitos legais que determinam que toda regulação se faça de modo articulado. Desta forma a autoavaliação é um instrumento obrigatório e tem caráter permanente.

"A autoavaliação da UFPR orienta-se pelas Dimensões e Diretrizes do SINAES/CONAES e objetiva promover autoconhecimento sobre a realidade institucional, ser o instrumento que orienta o planejamento e gestão universitária com vistas a atingir excelência através do aprimoramento dos processos e incentivando a participação efetiva dos públicos interno e externo."

Em suma, a autoavaliação é uma ferramenta importante para promover a melhoria da nossa Universidade.

O formulário pode ser acessado no link http://www.cpa.ufpr.br/avaliacao/

O prazo para preencher o formulário encerra dia 5 de maio.
terça-feira, 1 de maio de 2012

Encontro regional dos grupos PET - SulPET


Neste final de semana prolongado, de 28 a 30 de abril, o PET Engenharia Civil, junto com outros PET's da UFPR (Farmácia, Odontologia, Ciências da Computação, Engenharia Florestal, Engenharia Elétrica e Matemática) participou do "XV Encontro regional dos grupos PET -  SulPET", na cidade de Maringá-PR. Além da UFPR, outras 18 instituições de ensino superior do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul participaram do evento, que mobilizou cerca de 800 estudantes.

A anfitriã UEM (Universidade Estadual de Maringá) proporcionou aos estudantes petianos das diversas universidades do sul do Brasil uma ótima integração ao decorrer do evento, que busca aprofundar os conhecimentos relativos à história, filosofia e perspectivas dos grupos PET, a partir da reconstrução continuada de sua identidade.

Através dos encontros PET (estadual, regional e nacional), transmite-se a política, a cultura,   as dificuldades, as conquistas e o histórico do Programa de Educação Tutorial, bem como sua evolução ao longo dos anos de existência de cada grupo. É uma grande oportunidade de não se perder a identidade e o caráter do programa, uma vez que há, sempre, novos petianos presentes nos eventos, contribuindo para disseminar os valores do PET para futuras gerações. 

No XV SulPET, foram discutidos diversos GT's (Grupos de Trabalho) referentes ao programa e sua logística frente a órgãos superiores que interligam o PET ao MEC (Ministério da Educação e Cultura). Houve ainda a assembleia dos petianos e assembleia dos tutores, onde discutiram, separadamente, as vertentes do programa e maneiras para melhorá-lo.

Em âmbito interativo, o "Encontro por Áreas" reuniu os petianos de áreas específicas do conhecimento, como no das Engenharias. Neste encontro, troca-se informações entre PET's que possuem similaridades na graduação, conhecendo projetos que tiveram grande repercussão em outras universidades e sugestões provenientes de petianos da mesma área. Além dessa troca de experiência, os alunos podem, através de uma conversa descontraída, encontrar meios de melhorar o desempenho do seu grupo na sua universidade presentes em outros PET's.

Ainda na área técnica do evento, são expostos painéis sobre projetos políticos e de auxílio à graduação referentes ao PET para outros petianos. São especificados objetivos, metodologia, participação e procura entre os estudantes de cada curso.

Dentro das apresentações culturais ao longo do evento, no sábado, houve uma "palestra musicada" - Brasil, século XX: ao pé da letra da canção popular - com a professora e petiana ex-bolsista Luciana Worms, ganhadora do Prêmio Jabuti 2003. No domingo, durante o Jantar de Congraçamento, foram exibidas diversas apresentações culturais, como danças típicas gaúchas (com traços europeus), catarinenses e Taiko (referente a Maringá, devido à grande influência da cultura japonesa na cidade).

Os alunos representantes do PET Civil da UFPR - Adriel, Ana Julia, Diego, Gabriel (egresso), José Roberto, Jullian, Kemmylle, Mikael, Sabrina, Targus, Thomás -  ficaram alojados no Colégio Estadual Santa Maria Goretti, junto com as representantes do PET Farmácia.

O próximo SulPET ocorrerá na cidade de Rio Grande-RS, tendo a Universidade Federal do  Rio Grande (FURG) como organizadora.

Agradecemos aos participantes do evento e à organizadora UEM.

Links:
quarta-feira, 25 de abril de 2012

Engenheiros testam efeito de terremotos em elementos não-estruturais dos edifícios

Pesquisa pretende descobrir como manter prédios como hospitais, por exemplo, funcionando durante os abalos







Engenheiros da Universidade da Califórnia, em San Diego, estão realizando testes sísmicos em um prédio de cinco andares na Englekirk Structural Engineering Center, com a ajuda da maior mesa de abalos do mundo. O objetivo do projeto é descobrir o que precisa ser feito em prédios como hospitais, por exemplo, para que continuem em funcionamento depois de um terremoto. Os pesquisadores também tentarão descobrir se as barreiras contra incêndios são afetadas pelos abalos sísmicos. 


O edifício é composto de dois tipos diferentes de fachadas: os dois últimos andares são feitos de painéis de concreto pré-moldado, enquanto os três andares de baixo estão revestidos com placas de gesso e estuque leve. O prédio está equipado com uma unidade de terapia intensiva, sala de cirurgia, canalização, ar condicionado, barreiras contra incêndios e um elevador, além de uma torre de água e sistema de aquecimento na cobertura. 

No primeiro dia de testes, ocorrido há cerca de duas semanas, o prédio passou por abalos da mesma magnitude do terremoto de Northridge, Califórnia, em 1994 (6.7 na escala Richter) e do terremoto do Chile em 2010 (8.8 na escala Richter). Os resultados mostraram que a base do prédio balançou significantemente, mesmo equipada com um rolamento de borracha cilíndrico que isolou grande parte do prédio do movimento lateral que sofreria num terremoto de verdade. Porém, a estrutura que fica em cima destes isoladores sofreu poucas distorções. 

Segundo a professora e pesquisadora Tara Hutchinson da Jacobs School of Engineering da Universidade, este teste mostrou que os isoladores colocados embaixo do prédio protegeram os componentes não-estruturais. Ainda de acordo com Hutchinson, os danos aconteceram em objetos ou estruturas que são fáceis e baratos de reparar, como por exemplo, paredes divisórias. Os engenheiros monitoraram o prédio com mais de 500 sensores e 70 câmeras, que gravaram o movimento de componentes internos do edifício. 

Segundo informações da Universidade da Califórnia, esta é a primeira vez nos Estados Unidos que uma pesquisa se dedica a estudar vários sistemas não-estruturais e equipamentos que podem falhar durante um terremoto, como por exemplo, elevadores, escadas e inúmeros equipamentos médicos. 

Falta de mão de obra, impulsiona a industrialização no setor de construção civil




Com o aquecimento da economia no país, e o crescimento no setor de construção civil, está aumentando a dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada para este setor. Este é problema que afeta 69% das empresas deste segmento, segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria).


No ano passado, foram abertas mais de 40 mil vagas para a construção civil somente no estado de São Paulo, e no primeiro trimestre deste ano já somam mais de 20 mil vagas.

Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas, a opção dos jovens hoje tem sido por trabalhos cada vez menos braçais. Dos 29 milhões de jovens que ingressam no mercado de trabalho, apenas 2 milhões estão no setor da construção civil, o que tem gerado um déficit significativo de mão de obra.

Este problema está forçando as empresas a utilizarem métodos de construção alternativos, como por exemplo, processos de industrialização nos canteiros. Na Construtora Costa Feitosa, a adoção de sistemas construtivos industrializados é responsável por reduzir em até 50% a necessidade de mão de obra, para os postos de menor qualificação, como pedreiros, carpinteiros, armadores, ajudantes e outros.

“Embora haja dificuldades também para os cargos mais técnicos, como engenheiros, o problema é maior para os de menor especialização, em função do número de profissionais necessários”, diz o presidente da construtora, Tercio Luiz Costa Feitosa.

A Construtora Costa Feitosa que é especializada em obras industriais, utiliza elementos pré fabricados em concreto armado (vigas e pilares), lajes e pisos protendidos. Na cobertura utilizamos estruturas metálicas e telhas zipadas, que além de reduzirem a necessidade de mão de obra na instalação, aumentam a estanqueidade do telhado.

Apesar de envolver uma maior capacitação técnica, este tipo de solução traz uma economia significativa para todo o processo, o que chamamos de racionalização do custo.
“Historicamente a mão de obra representa 40% do custo total da obra. Com este sistema, a participação cai pela metade em função da redução do número de trabalhadores”, afirma o presidente da construtora.

Fonte.

Norma de parede de concreto moldada in loco entra em vigor em maio

NBR 16055 aborda requisitos gerais para qualidade da parede, propriedade de materiais, análise estrutural e procedimentos para a fabricação






Entra em vigor no próximo dia 10 de maio a NBR 16055:2012 - Parede de concreto moldada in loco para a construção de edificações - Requisitos e procedimentos. A norma técnica foi aprovada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) no dia 10 de abril.

Antes da aprovação da norma, o sistema construtivo seguia as diretrizes do Sistema Nacional de Aprovações Técnicas (Sinat) e as empresas que quisessem utilizá-lo tinham que obter o Documento de Avaliação Técnica (DATec).

A NBR 16055:2012 se aplica somente às paredes submetidas à carga axial, com ou sem flexão, concretadas com todos os elementos que farão parte da construção final, como detalhes de fachada (frisos, rebaixos), armaduras, instalações elétricas e hidráulicas. Além disso, considera as lajes incorporadas ao sistema por solidarização com as paredes, tornando o sistema monolítico. 

O documento informa que as paredes de cada ciclo construtivo de uma edificação podem ser moldadas em uma única etapa de concretagem, o que permite que após a desforma, as paredes já possuam vãos para portas e janelas, tubulações ou eletrodutos de pequeno porte, elementos de fixação para coberturas e outros elementos específicos. Outro destaque é que a norma fixa requisitos para a construção de edifícios com qualquer altura, o que beneficia o programa Minha Casa, Minha Vida. 


Fonte.
Repercussão.