Em cinco das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, as principais obras de mobilidade urbana planejadas para ficarem prontas antes do Mundial ainda não começaram e correm o risco de não ficarem prontas a tempo. Todas as intervenções constam na Matriz de Responsabilidades da Copa, assinada em janeiro de 2010 por governo federal, estados e municípios que receberão jogos da competição.
As cidades com as obras ainda por começar são Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS).
Na capital mineira, um corredor de ônibus nas avenidas Pedro II e Carlos Luz deveria ter começado a ser construído em março deste ano, mas permanece sem previsão de data para começar.
BELO HORIZONTE
| A avenida Pedro II, via de ligação entre o centro da capital mineira e a região do estádio do Mineirão, aguarda o início da construção de um corredor de 12 km exclusivo para ônibus. |
O corredor exclusivo será de uma faixa em cada sentido, terá 17 estações e 12 quilômetros de extensão. As avenidas Pedro II e Carlos Luz são uma importante via de ligação entre o centro da Cidade e o Mineirão, que fica na região da Pampulha. Também dá acesso aos morodores da região Noroeste da cidade ao Anel Viário de Belo Horizonte. Atualmente, a avenida Pedro II é uma das mais congestionadas do município.
Segundo o planejamento inicial, constante na Matriz de Responsabilidades, a obra deveria ter começado em janeiro e ser concluída em outubro deste ano. A prefeitura assinou o contrato para sua construção no dia 16 de março deste ano. Em abril, os dados foram revistos pela prefeitura de Belo Horizonte, que passou a anunciar o início da obra para aquele mesmo mês de abril, e a conclusão passou a ser prevista para agosto de 2013.
O valor total da obra é de R$ 233, 5 milhões, sendo R$ 146 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal e uma contrapartida do município de R$ 87,5 milhões.
Já em Brasília, os últimos atrasos anunciados em uma nova licitação para a obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), no fim do mês de abril, inviabilizaram definitivamente sua conclusão para a Copa. A obra começou em 2009.
Por estar presente na Matriz, o VLT de Brasília é financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e oferece prazos mais longos e juros menores aos praticados no mercado. Dos R$ 277 milhões previstos para serem gastos na obra, R$ 263 milhões vêm dos cofres federais. Apesar de não existir mais chance do VLT ser utilizado na Copa, a Matriz atualizada do Ministério do Esporte não retira os recursos e as condições de pagamento da obra de Brasília.


