quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Casas anfíbias flutuam durante enchente

Os pesquisadores estão criando uma nova forma de
construção para áreas sujeitas a inundação

A maioria das pessoas já se "preocupa" com as mudanças climáticas, mas quase ninguém se "ocupa" delas, tentando antecipar-se a seus efeitos.

Uma grande exceção está em um grupo de pesquisadores da Holanda, um país com altíssima sensibilidade a qualquer elevação do nível das águas - não é por acaso que a região é conhecida como "Países Baixos".

A equipe apresentou os primeiros resultados práticos do seu projeto Floatec: "casas anfíbias", que podem flutuar no caso de uma cheia.


Não se trata de barcos-casas ou qualquer coisa semelhante. São casas visualmente normais, mas com uma fundação especial que as permite flutuar na ocorrência de uma cheia.

Rússia aprova construção de túnel ligando Ásia à América







A Rússia aprovou no último dia 22 de agosto um projeto que parece saído da ficção: com custos aproximados de US$ 65 bilhões, o país deve iniciar a construção de um túnel de 106 quilômetros ligando a Sibéria à América do Norte, permitindo o transporte terrestre entre os dois continentes.


O projeto, que deve atravessar o Estreito de Bering, está planejado para quebrar o recorde de túnel mais longo do mundo, possuindo o dobro do tamanho daquele que liga a Inglaterra à França. Além de permitir o transporte de bens entre o continente asiático e a América, o projeto pode ajudar no desenvolvimento de um corredor de energia renovável a partir da instalação de dispositivos capazes de acumular a eletricidade produzida pelos ventos e pelas marés do percurso.


O túnel também deve servir para o transporte ferroviário, se tornando parte de uma rede de trilhos que se espalha por três quartos do hemisfério norte da Terra. Além disso, através da construção serão passadas linhas de transmissão e cabos de fibra ótica, aumentando a capacidade de comunicação entre os dois continentes.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Paraná desperdiça a "eletricidade de cana"



O Paraná tem condições de erguer um parque gerador de energia de até 600 megawatts (MW) a partir da queima da biomassa (no caso, o bagaço) da cana-de-açúcar. Esse potencial, originado a partir de uma fonte renovável de energia, equivale a pouco menos da capacidade de uma turbina de Itaipu - cada uma das 20 máquinas da usina tem 700 MW - e poderia gerar eletricidade suficiente para as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais, que juntas têm cerca de 2 milhões de habitantes.


O setor sucroalcooleiro do estado, entretanto, ainda não se preparou para aproveitar esse tipo de geração. Apenas seis das 30 usinas em operação no Paraná produzem, a partir da biomassa, mais energia elétrica do que consomem, vendendo o excedente para a rede de distribuição. Em 2010, as usinas do grupo Alto Alegre (nas cidades de Santo Inácio e Colorado) e as do Santa Terezinha (em Paranacity, Itapejara, Cidade Gaúcha e Terra Rica) geraram 1,2 mil megawatts-hora (MWh), revendendo aproximadamente um terço dessa energia para distribuidoras.
sábado, 27 de agosto de 2011

Imóveis de Curitiba sobem 156% em 5 anos e levantam dúvidas sobre bolha

Para alguns especialistas, preço já subiu demais; para outros, os valores atuais são um ajuste após vários anos de mercado debilitado



De janeiro de 2006 a julho deste ano, o preço médio do metro quadrado de imóveis residenciais em Curitiba subiu 156% – um apartamento comprado há cinco anos por R$ 150 mil vale hoje algo em torno de R$ 380 mil. O crescimento é superior à valorização dos aluguéis na cidade e bem acima da inflação medida pelo IPCA, segundo levantamento mensal realizado pelo Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR). O aumento constante dos preços de imóveis levanta a questão: até quando eles vão continuar subindo?

Analistas estão longe de um consenso. Para muitos, o movimento atual é parte de um longo ciclo de alta, provocado por um descompasso entre oferta e demanda. Por diversos motivos – baixa oferta de terrenos, escassez de mão de obra, exigências ambientais pouco flexíveis e tempo longo para a construção de imóveis –, a oferta de novas casas e apartamentos não acompanha o desejo do mercado consumidor. O fenômeno também ganha força com a pressão pelo lado da demanda, que vem crescendo com o aumento da renda do trabalhador e o maior acesso ao crédito.

Como a África pode ser o paraíso das energias renováveis



O continente africano tem algumas das melhores condições globais para as energias renováveis, sobretudo solar e eólica, de acordo com a Greenpeace.
“Há um potencial considerável para a utilização de energias renováveis no norte de África, um potencial que ainda nem arrancou”, explicou ao Deutsche Welle Andrea Boehling, da Greenpeace. A responsável diz que é preciso, acima de tudo, um enorme investimento em parques eólicos e solares.
Um dos países que poderá beneficiar deste potencial é o Egito, que tem um plano ambicioso de, até 2020, utilizar 20% da sua factura energética a partir de renováveis, sobretudo eólica.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Copa 2014: Dilma aprova construção do VLT em Cuiabá, diz governo

Modelo de VLT que deve ser adotado em Cuiabá

O governo de Mato Grosso afirma que a presidente Dilma Rousseff aprovou nesta terça (23) a mudança do projeto de mobilidade urbana para a Copa em Cuiabá.

Agora, para que o estado construa o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na capital mato-grossense, há necessidade apenas de um parecer técnico do Ministério dos Transportes. O governador Silval Barbosa está em Brasília para viabilizar o acordo.

O modal sobre trilhos substituirá um sistema de corredores rápidos de ônibus chamado BRT (Bus Rapid Transit). A construção do BRT para a Copa estava prevista desde janeiro de 2010 – as obras deveriam ter começado em dezembro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Casa a partir de entulhos de obras ganha protótipo no RS

Modelo faz parte de um projeto testado na região metropolitana de Porto Alegre e pode integrar segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida


Casa reciclada: tijolos feitos a partir de resíduos de construção 
e demolição é opção barata para habitações populares


Uma cidade do tamanho de Porto Alegre produz por hora 242 toneladas de Resíduos de Construção e Demolição (RCD), segundo dados da escola de engenharia civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nem sempre o destino para este material é o correto, apesar de, desde 2002, haver resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) sobre o assunto. O fato é que boa parte do RCD acaba se misturando aos lixões das cidades, quando poderia ser reciclado e transformado em matéria prima para habitações de baixa renda.


É isso que um projeto iniciado na cidade de Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, tenta disseminar. A tecnologia consiste em utilizar entulhos de demolição de obras para a construção de um imóvel com 52 m², com dois dormitórios, cozinha, sala e banheiro. A casa custa cerca de R$ 45 mil e só se tornou viável graças ao desenvolvimento de um kit de máquinas, que permite reciclar o entulho e, a partir dos resíduos, fabricar tijolos. Com 32,8 toneladas de RCD é possível produzir 8.640 blocos – o suficiente para erguer a residência popular.

O tijolo feito exclusivamente com agregados reciclados, nome que se dá, nome que se dá aos restos de obras depois que estes passam pela máquina de reciclagem de entulhos e sobras de concreto, é três vezes mais resistente do que o tijolo tradicional, de cerâmica, apresentando 7,5 MPa – unidade usada para medir o grau de resistência. Além disso, a quantidade de blocos necessários para a construção de uma casa permite que se evite despejar na atmosfera 3.996 kg de CO2, conforme dados do Ministério de Minas e Energia. Isso significa também uma economia equivalente a 21 árvores.

9ª Feira de Cursos e Profissões da UFPR


De 16 a 18 de Setembro ocorrerá a 9ª Feira de Cursos e Profissões da Universidade Federal do Paraná, no Campus Jardim Botânico, Av. Prefeito Lhotário Meissner, 632.


Dentre as atrações do curso de Engenharia Civil, o PET fará a apresentação de um de seus projetos (Pontes de Papel), além de palestras feitas pelos professores dos diversos setores da graduação.


Venha prestigiar o evento! Alunos da graduação, Ensino Médio, pais e amigos: todos serão muito bem-vindos!


Horário de funcionamento:
Sexta: 09:00 as 18:00 horas.
Sábado e Domingo: 08:00 as 18:00 horas.



Entenda o que está em jogo na construção da usina de Belo Monte



A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, é a maior obra em andamento no Brasil e também a mais polêmica. Enquanto o governo afirma que a geração de energia é importante para o país, comunidades indígenas e entidades criticam os impactos socioambientais. Nesta terça, o Jornal Nacional começou a exibir uma série especial de reportagens sobre Belo Monte.
A usina será construída no Rio Xingu, no Pará. A hidrelétrica terá duas barragens e dois reservatórios. Um canal vai desviar o curso do Rio para ligar os dois reservatórios, sendo que um deles será em área onde já é rio atualmente, e o outro vai inundar onde atualmente há pasto e floresta.

A construção do canal vai desviar o curso do rio, que tem 21 quilômetros de extensão. A obra começa no primeiro semestre do ano que vem.

Belo Monte terá capacidade para produzir 11.233 MW de energia, mas, devido ao regime de cheia e seca do Rio, a produção média será de 4.000 MW, o suficiente para abastecer 18 milhões de residências.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nanometais super fortes começarão a ser usados em automóveis




Aços de automóveis
Um carro que sai da fábrica hoje usa nada menos do que 193 tipos diferentes de aço.
Os aços para a fabricação de cada peça - da lataria às esferas dos rolamentos - vêm sendo cuidadosamente otimizado ao longo dos anos.
Alguns tiveram que ficar mais fortes, para atender às exigências crescentes das normas de segurança. Outros tiveram que ficar o mais leve possível, para ajudar a diminuir o consumo de combustível.
Com o advento da nanotecnologia, começam agora a entrar em cena os nanometais, metais super fortes, super resistentes e super leves, prometendo tornar os carros simultaneamente ainda mais leves e mais seguros.