sexta-feira, 11 de maio de 2018

XXI SULPET - Inserção e Integração: O PET como Agente Transformador Social



Durante o feriado estendido do dia do trabalhador, dos dias 28 de abril a 01 de maio, aconteceu na UFPR Campus Curitiba o XXI Encontro Regional dos Grupos PET do Sul (SULPET), sob a temática “Inserção e Integração: O PET como agente transformador social. ”.

O XXI SULPET foi organizado por integrantes de grupos PET da UFPR e UTFPR e recebeu, alojou e alimentou mais de 800 participantes! Foram intensos 4 dias de apresentação de trabalhos, atividades de integração, palestras e discussões sobre o tema do evento.


Centro de Eventos do SEPT nos dias do evento

No primeiro dia do evento (28/04), após um espaço para credenciamento dos participantes, foram disponibilizadas para participação dos congressistas, onze oficinas dos mais variados assuntos, desde uma oficina sobre o Kit Mola I, ministrada por dois integrantes do PET Eng. Civil, Gabriel Simionato e Vinícius Rupel, até uma oficina de funk (“cê” acredita?)!

Logo após as oficinas aconteceu a abertura do evento. A fala de abertura e saudações ficaram a cargo de nosso querido egresso Rodrigo Otávio Fraga Peixoto de Oliveira, seguidas da convocação da mesa de abertura do evento, composta por diversas autoridades, e também uma egressa do PET Engenharia Civil, Stephanie Zau.

Em seguida foram realizadas duas palestras, uma delas ministrada pela Profª Drª Megg Rayara Gomes, intitulada “Minorias e Políticas Afirmativas”, que tratou da discriminação das minorias no ambiente universitário e sua influência histórica em diversas culturas, e a outra, “Inovação e Sustentabilidade”, apresentando iniciativas sustentáveis e com preocupação social adotadas pelo grupo O Boticário, com o palestrante Alexandre Silva.

No dia seguinte as atividades iniciaram-se com as apresentações de trabalhos, que foram divididas nas salas de aula do Centro Politécnico, totalizando, aproximadamente, 10 trabalhos por sala. Em cada sala havia dois membros da comissão organizadora para auxiliar os apresentadores, bem como, disponibilizar as mídias, adequar o tempo, instruir os avaliadores e reger as apresentações. As apresentações ocorreram na ordem estipulada  pela comissão organizadora e em cada sala havia cerca de 3 avaliadores. Os demais discentes podiam escolher quais trabalhos gostariam assistir, de acordo com a capacidade da sala. Todas as apresentações dispunham de 10 minutos ao todo, com tempo destinado às perguntas dos avaliadores para os avaliados.

Ao fim das apresentações aconteceu a palestra intitulada: “Saúde Mental e a Anormalidade Acadêmica” com o Psicólogo e Profº Allan Mohr. Ele tratou sobre o conceito de saúde mental, como são causados os problemas e como a universidade influência nesse processo.

Pela tarde se sucederam os Grupos de Discussão e Trabalho (GDTs), que têm como objetivo principal reunir, discutir e trabalhar ideias para o aprimoramento do Programa. Essas ideias então são levadas, como encaminhamentos, para a Assembleia Final, para que, futuramente, cheguem ao conhecimento de instâncias superiores. Os temas discutidos e votados nos GDTs do XXI SULPET foram: A tríade petiana como transformador social; Cidadania: Gênero e sexualidade; Cidadania: Pluralidade social; Seleção e desligamento de discentes e tutores; Permanência e evasão no PET e na graduação; Legislação e MOB; Financiamento e subsídio dos grupos PET; Mobiliza PET na formação de consciência política: Estratégias de atuação e difusão; Movimentos estudantis e a educação brasileira; Suporte e visibilidade dos grupos PET nas IES; O potencial transformador do PET dentro da graduação. Esses espaços foram conduzidos por membros dos grupos da UFPR, incluindo membros atuais e egressos do PET Engenharia Civil.

O terceiro dia de evento (30/04) foi repleto de atividades muito relevantes, se iniciou com uma programação relacionada ao Mobiliza PET, movimento que surgiu no final do século XX para evitar a extinção do Programa e existe até hoje para o fortalecimento e consolidação do PET, ela foi dividida em duas partes. Na primeira parte aconteceu uma palestra intitulada “Financiamento nas Universidades”, ministrada pelo Prof. Dr. Luiz Fernando Reis, que tratou sobre a dificuldade de obtenção de montante para a realização das atividades dos grupos. Na segunda parte houve uma palestra sobre o Histórico do Mobiliza PET; apresentando os motivos pelos quais ele foi criado, as diferentes formas de mobilização já realizadas, a importância, entre outros temas desde a sua criação; ela foi apresentada pelo Prof. Mario Brasil e pela discente Naiara Martins, ambos da UnB e membros da diretoria da Comissão Executiva Nacional dos Grupos PET (CENAPET).

No fim da tarde de segunda-feira aconteceu o Encontro de Discentes concomitante ao Encontro de Tutores, espaços onde os diferentes grupos se reúnem para discutir temas com pauta pré-definida pela comissão organizadora.

Depois foram realizadas as apresentações em banners. Em cada apresentação havia, no máximo, dois discentes e seus trabalhos eram direcionados de acordo com os eixos estabelecidos previamente. Os banners foram alocados em suas posições estabelecidas e demarcadas pela comissão organizadora, de forma que ficasse distinguido os eixos de enfoque do trabalho. Foi passado aos discentes estavam no local com antecedência para a alocação dos seus banners antes de as apresentações começarem efetivamente. Durante a apresentação, os avaliadores e discentes interessados em geral, circulavam pelo espaço delimitado, assistindo aos trabalhos que lhes interessavam., deixando um espaço dinâmico e interativo.

Para a avaliação dos trabalhos foi convocado uma banca composta apenas por professores, mestrandos, graduandos e tutores do PET. A banca avaliadora foi dividida de acordo com os eixos de submissão dos trabalhos, de forma que os avaliadores ficassem no encargo de poucos trabalhos de forma geral. Cada  apresentação teve duração de, no máximo, 5 minutos e foram avaliadas conforme critérios previamente estabelecidas pela comissão avaliadora que, ao término da avaliação, entregou à comissão responsável o documento contendo as notas dos trabalhos avaliados e prontamente foi elaborado o ranking para a premiação no dia seguinte.

Helena e Lorena, membros do PET Engenharia Civil da UFPR apresentando o trabalho "PET 35 Anos: Resgate Histórico do PET Engenharia Civil da UFPR" 
Ainda no mesmo dia aconteceu o Encontro por Atividades, que é um momento no qual os discentes e docentes se reúnem para discutir sobre atividades nas quais têm interesse. Os temas desse ano foram: Educação Ambiental, Integração PET e Sociedade, Metodologias de Aprendizagem Ativa, Promovendo a Inclusão, O Estudante e a Saúde Mental, Conexões de Saberes, Processo de Seleção, Cultura Política e Participação Social, Atividades Avaliativas dos Membros, A Importância da Comunidade InterPET dentro da IES, Produção de Conhecimento Científico e Tecnológico e, por último, Desenvolvimento Pessoal. Durante o Encontro os presentes trocam experiências de atividades que deram certo ou não, o que ocasiona a melhoria das ações de cada grupo.

O quarto e último dia de evento foi reservado para a Assembleia Final. Ela foi conduzida pela Prof. Nilce Nazareno da Fonte como presidente, Prof. Márcia Istake como vice presidente, discente Jaqueline Ramos como secretária e Daniela Mori e Caroline Ignácio como redatoras; sendo organizada de acordo com um regimento elaborado pela comissão organizadora, que se baseou no regimento do XXII ENAPET. Foram deliberados todos os encaminhamentos gerados durante o evento, além da aprovação de sugestões e escolha da universidade sediadora do XXII SULPET, que será a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Todos os itens que foram aprovados serão discutidos no Encontro Nacional dos grupos PET (ENAPET) desse ano e, se forem aprovados, serão enviados às instâncias correspondentes.

Em um intervalo da assembleia foi realizado o encerramento, a premiação dos melhores trabalhos apresentados e até uma apresentação cultural do grupo Zimba!

O evento se finalizou às  21 horas de terça-feira (01/05) com o fim da assembleia e um breve discurso de alguns membros da comissão organizadora.

Organizar e participar do XXI SULPET foi uma experiência incrível para o PET Engenharia Civil da UFPR! Assumir um evento de tão grande porte é um ato muito desafiador e, por muitas vezes, a falta de apoio ou dificuldades que surgem desmotivam, entretanto o produto é  muito gratificante!

Agradecemos muito aos membros atuais e egressos de grupos PET da UFPR e UTFPR, que trabalharam demaissss durante o ano que passou para que o evento acontecesse! Agradecemos a todos os discentes, docentes, patrocinadores ou interessados que, de alguma forma, contribuíram para o acontecimento de evento! E agradecemos principalmente aos mais de 800 discentes e docentes, sem vocês o SULPET jamais existiria!

Para mais informações, acesse:
quarta-feira, 2 de maio de 2018

O Uso das Impressoras 3D na Construção Civil

          Criada em 1984 por Charles Hull, na Califórnia, a primeira máquina de manufatura aditiva, popularmente conhecida como impressora 3D, tinha como objetivo a criação de lâmpadas para solidificação de resinas. Além disso, também visada a produção de peças de plástico em menor tempo, pois no processo tradicional, cada peça demorava de seis a oito semanas para ficar pronta.

        Devido à alta velocidade de produção e precisão das peças fabricadas pelo processo de manufatura aditiva, essa tecnologia adquiriu grande popularidade nos dias atuais. Hoje, são utilizadas para a fabricação desde peças simples de plástico e protótipos, até roupas, carros e casas.

Como funciona uma impressora 3D

            Utilizando softwares adequados, é elaborado um modelo 3D que posteriormente é utilizado para se obter o G-code, um arquivo contendo as informações de manufatura por coordenadas. O arquivo é executado pela impressora que movimenta uma extrusora, depositando o material em camadas.
Fonte: The Hub Bim (2018)
         Por conta da sua maneira de operar, as impressoras 3D possuem grande flexibilidade nos projetos, podendo imprimir detalhes com alta precisão. Além disso, o desperdício de materiais é mínimo, o que torna os projetos sustentáveis por quase não haver eliminação de detritos. Outra vantagem é a possibilidade de trabalho com outros materiais, como a mistura de lama e fibras de vidro.
Na construção civil

          Recentemente, essa tecnologia chegou na construção civil, por meio de estudos realizados por Behrokh Khoshnevis, professor do Instituto das Ciências da Informação da Escola Viterbi para a Engenharia, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Khoshnevis criou a técnica do Contour Crafting (construção por contornos), que utiliza um guindaste ou pórtico rolante controlado por computador para fazer edifícios da construção civil, de forma rápida e automatizada.





Imagem: Impressora utilizada para a Contour Crafting. 
Fonte: Engiobra, 2015

         Através do uso da Contour Crafting, diversas empresas ao redor do mundo vêm impressionando com suas façanhas. A WinSun, na China, foi a responsável pela construção do primeiro prédio (5 andares, com 10 x 6,6 x 40 metros), além de 10 casas em um dia, tudo isso utilizando a manufatura aditiva. Na Itália, já são construídas casas populares com uma mistura de lama e vidro como material de base. A Apis Cor, nos Estados Unidos, constrói uma casa em menos de 24 horas, com preço de aproximadamente R$31,1 mil, estimativa de duração de 175 anos e o diferencial de construção diretamente no canteiro de obras. Outro acréscimo à construção civil foi feito por Robert Flitsch em Harvard, criador uma impressora 3D robótica que preenche e restaura fissuras de rodovias.

Imagem: Engenheiro Mecânico Robert Flitsch e sua impressora 3D móvel.
Fonte: Divulgação estudo Harvard.

Imagem: casa construída pela Apis Cor, na ssia. 
Fonte: Tecmundo (2017).

         Apesar de tudo isso, ainda há muitos empecilhos para o uso em grande escala das impressoras 3D na construção civil. Entretanto, com o rápido avanço da tecnologia e a quantidade de pesquisa e tempo investido nesses equipamentos, a dificuldade de operação, manutenção e transporte das impressoras 3D de grande porte logo deixarão de ser problemas.

Referências:

CAPUTO, Victor. Conheça as casas construídas com impressão 3D na China. Disponível em com-impressao-3d-na-china/>. Acesso em 22 de março de 2018.

RODRIGO, Marcelo. Casa impressa em 3D pode ser erguida em 24h e custa pouco mais de R$30 mil. Disponível em <https://www.tecmundo.com.br/impressora- 3d/114742-casa-impressa-3d-erguida-em-24h-custa-r-30-mil.htm>. Acesso em 22 de março de 2018.

DUARTE,  Henrique.   Descubra  como   surgiu   a  impressora  3D.  Disponível  em http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2014/04/descubra-como-surgiu- impressora-3d.html>. Acesso em 22 de março de 2018.

RODRIGUES,    Ricardo.     O     que     é     o     Contour     Crafting.      Disponível     em
<http://engiobra.com/o-que-e-o-contour-crafting/>. Acesso em 22 de março de 2018.
PACHECO, Adriano. Impressão 3D no mercado da construção civil. Disponível em http://maisengenharia.altoqi.com.br/estrutural/impressao-3d-mercado-da-construcao- civil/>. Acesso em 22 de março de 2018.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

O Problema do Saneamento Básico no Brasil


Conhecido como uma das necessidades básicas do ser humano, como sugere o nome, o saneamento básico busca promover água potável de qualidade e destinação correta do esgoto e do lixo, além de trata-los quando possível. Os principais objetivos são: prevenir doenças, melhorar a limpeza pública básica e a qualidade de vida da população.
Na década de 70, apenas um terço das residências do Brasil possuía acesso à rede de esgoto, no qual 5% deste recebia o devido tratamento. O resto era jogado aos rios, que desembocam no mar, fazendo uma cascata de poluição. Em 2007 foi, enfim, aprovada a lei número 11.445, que assegura o saneamento básico a todos os residentes do Brasil. Entretanto, mesmo com 10 anos de lei, pouco mais da metade da população tem esse direito garantido pelo Estado.
Em 2010, 55% população brasileira conseguiu acesso à rede de esgoto, conforme dados da Companhia Saneamento de Jundiaí.  Segundo o site da Sampex Desentupidora (2012), 8,4 bilhões de litros de esgoto são gerados a cada dia no Brasil, porém somente 30% deste é tratado, voltando a ser classificado como potável.


FIGURA 1 – Estação de tratamento de esgoto no Rio de Janeiro
Fonte: https://dedambiental.com.br/dicas/cuidados-estacoes-de-tratamento-de-esgoto-chuva/


A média do país decepciona, e dados concretos de cada local podem chocar mais ainda. Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR) são as únicas capitais presentes no top 10 da pesquisa do Instituto Trata, com 100% e 98,5% de suas respectivas populações tendo acesso ao saneamento básico. Já entre as 10 piores, aparecem quatro capitais: Teresina (PI), Belém (PA), Macapá (AP) e Porto Velho (RO) com respectivamente 16,3%, 7,2%, 6% e 2,2%.


FIGURA 2 – Esgoto a céu aberto em Macapá
FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/saneamento-melhora-mas-metade-dos-brasileiros-segue-sem-esgoto-no-pais.ghtml

A fim de auxiliar a lei de 2007, foi planejado e lançado, em 2014, o Plano Nacional de Saneamento, que conta com metas de curto, médio e longo prazo, revisadas de quatro em quatro anos e com prazo final de 20 anos (ou seja, em 2034). Entre as metas, está a universalização dos serviços de saneamento e a diminuição no desperdiço de água. Infelizmente, segundo a Confederação Nacional da Indústria, o plano somente poderá ser concretizado em 2054 devido à lentidão dos investimentos.


FIGURA 3 – Logo do Plano Nacional de Saneamento Básico
FONTE: https://brasil.gov.br/infraestrutura/2012/09/consulta-publica-para-definir-proposta-sobre-saneamento-basico-prorrogada/plansab/view

O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é um planejamento que deve conter dados sobre abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, que deverá ser elaborado por técnicos da prefeitura e aprovado em audiência pública. O PMSB deve ser referência para o cumprimento de metas, a fim de melhorar o saneamento nas cidades.
A partir de 2018, cada cidade deverá possuir um PMSB para que receba recursos federais de investimento nessa área. Infelizmente, apenas 1.692 cidades (30,4%) declararam ter feito o plano. Enquanto isso, 37,5% dizem estar com a elaboração do plano em andamento, 29,9% não apresentaram qualquer tipo de dado e 2% apresentam inconsistências nos dados descritos.            
A principal argumentação das cidades que têm dificuldades em apresentar o plano é a falta de engenheiros capacitados para a elaboração do mesmo aliada à inexistência de verba para contratar consultorias terceirizadas.
Os únicos estados que apresentaram mais de 50% dos municípios com PMSB foram Santa Catarina (86%), São Paulo (64%) e Rio Grande do Sul (54%). Há 15 estados em que menos de 20% dos municípios possuem o Plano, assustam Pará (15%), Rondônia (10%) e Amapá (0%).


REFERÊNCIAS:
QUAL a importância do saneamento básico?. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
A importância do Saneamento Básico e seus principais benefícios. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
SANEAMENTO Básico. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
SANEAMENTO melhora, mas metade dos brasileiros segue sem esgoto no país. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
PLANO municipal de saneamento básico. Disponível em: . Acesso em: 10 abril 2018.
APENAS 30% das cidades do Brasil têm planos municipais de saneamento. Disponível em: . Acesso em: 10 abril 2018.



sexta-feira, 13 de abril de 2018

Eixample: Uma Lição sobre Planejamento Urbano


Barcelona tem sua imagem comumente associada à sua grande tradição no futebol, às suas praias, aos seus cassinos e, o que poucos sabem, ao seu planejamento urbano. Prova disso é o distrito de Eixample, localizada dentro da capital catalã.  


Vista aérea da região de Eixample

História
Até a metade do século XIX Barcelona era tida como uma fortaleza, cercada por muralhas medievais. No entanto, em 1858, por conta de sua população crescente e da necessidade de ligações com outras cidades, a cidade deu início à sua expansão.  O projeto, considerado como pioneiro no urbanismo moderno, foi idealizado pelo engenheiro Ildefons Cerdà e ficou restrito à região de Eixample. Ao conceber o projeto, o engenheiro catalão idealizou uma cidade com ruas largas e espaços verdes, buscando acima de tudo qualidade máxima de sol, luz e ventilação nas habitações.
Enquanto estava em um avião, Cerdá projetou uma grade com ruas estritamentes paralelas e perpendiculares (em relação ao mar), com exceção de algumas avenidas que cruzam diagonalmente a malha.

Concepção inicial do Plano Cerdá


Inicialmente o Plano Cerdá (como ficou conhecido o projeto) previa ruas de 20 metros, blocos de habitação com 16 metros de altura e com área verde em seu interior para uso público. O projeto também estabeleceu que haveria um mercado a cada 900 metros, um parque a cada 1500, três hospitais, um cemitério, uma floresta e 31 igrejas. Além disso tudo, Cerdá também projetou a comunicação entre modais ferroviário e rodoviário, bem como um sistema para coleta de água.


Eixample e seus prédios de altura padronizada


O Chaflán
Uma das características que mais chama a atenção nos quarteirões de Eixample é a adoção do chaflán (xamfrà em catalão), que consiste em esquinas chanfradas.


Exemplo de esquinas em chaflán


Tal característica permite uma vista mais ampla, um maior ângulo de visão nos cruzamentos, e mais mobilidade para os pedestres. Tais chanfros são muito utilizados como estacionamentos de carros e motos ou como extensão de bares, cafés e restaurantes.

Chanfro utilizado como estacionamento de motos e como extensão de um restaurante

Atualmente
O distrito de Eixample já não segue à risca seu projeto original. Ao longo dos anos algumas das diretrizes iniciais passaram por mudanças para atender melhor às demandas da cidade. Com isso muitas das “ilhas de lazer” no interior dos quarteirões deixaram de existir e deram lugar a novas construções, além disso tornou-se permitido construir prédios com alturas maiores que 16 metros de altura.


Eixample atualmente


Contudo, apesar das mudanças, Eixample continua sendo uma fonte de inspiração no que diz respeito a planejamento urbano e estruturação de cidades. Mesmo 160 anos depois de sua idealização, o projeto de Ildefons Cerdà continua à frente de nosso tempo.



Fontes:
SUTILLI, Tati. ARQUITETURA E PLANEJAMENTO URBANO DE BARCELONA.
ROSA, Cristina. TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O BAIRRO DO EIXAMPLE.
PASSAPORTE BCN. EIXAMPLE.
ANY CERDÁ. HACE 150 ANOS.
sexta-feira, 6 de abril de 2018

V CONPET Civil

Nos dias 30, 31 de março e 1 de abril ocorreu, em Ouro Preto - Minas Gerais, o V Congresso
Nacional dos grupos PET de Engenharia Civil (CONPET). No evento estiveram presentes 109
petianos de todas as regiões do Brasil.

Membros do PET Civil da UFPR, que estiveram presentes no V CONPET
Foto por: Lívia Andrade de Ribeiro


O CONPET foi idealizado para proporcionar maior integração entre os grupos PET de
Engenharia Civil do país, através de discussões sobre a realização de suas atividades e sobre
o programa. O tema principal abordado nesse ano foi “PET: Multiplicador de Conhecimento
para a Transformação Social”, o que possibilitou o debate sobre o papel do Programa de
Educação Tutorial na sociedade. Foram 3 dias de evento repletos de palestras, grupos de
discussão, apresentação de trabalhos e atividades de integração.

As atividades se iniciaram na sexta-feira (29/03) com uma mesa de abertura, seguida de
uma palestra realizada pelo Professor Luiz Fernando Rispoli, que falou sobre o processo de
aprendizagem na educação e a importância de sempre buscarmos aprender além do básico.

Mesa de abertura do evento
Foto por: Lívia Andrade de Ribeiro

O segundo dia de evento começou com a palestra do Professor Romero Gomes sobre a visão
social da Engenharia Civil, ele mostrou que o engenheiro precisa ser sensível aos
acontecimentos e ir além da visão tecnicista. No decorrer do dia aconteceram mais duas
palestras: Uma sobre Rejeitos Industriais, ministrada pela Arquiteta e Urbanista Wanna
Carvalho; e uma que trouxe conceitos de organização e liderança, na qual o palestrante
foi o Administrador Tiago Mitraud.

Também aconteceram os grupos de discussão (GD), momento que reúne discentes e
docentes para debater sobre determinado assunto. Os temas abordados nos GD’s foram:
Petiano, Relação e Crescimento Pessoal; Desconstrução da Imagem PET; A relação Professor
e Aluno; a Ponte entre a Comunidade e a Universidade; O Agente Transformador que a
Sociedade Merece e Precisa e A Responsabilidade Ética do Engenheiro. Os resultados destas
discussões foram escritos e serão divulgados pela Comissão Organizadora.

No terceiro dia de evento aconteceu a apresentação de trabalhos, foram enviados dois
trabalhos do PET Engenharia Civil UFPR: “Uso da Engenharia Natural em Obras de
Insfraestrutura Ferroviária”, escrito pelos membros: David Borba, Fernanda Goes e Gabriel
Proença; e “Processo para Implementação do Kit Estrutural Mola nas Disciplinas da Área de
Estruturas da UFPR”, escrito pelos membros: Marcus Camargo e Rafaela Marrino; todos
foram revisados pelo professor Elvídio Gavassoni, tutor do PET Engenharia Civil.

Membros do PET Civil UFPR apresentando o trabalho
Foto por: Lívia Andrade de Ribeiro

No mesmo dia aconteceu a experiência PET, momento no qual cada grupo relata alguma
atividade que realiza. Os membros: Lorena Clavijo e Denis Daniel apresentaram sobre a
nossa organização interna.

Experiência PET
Foto por: Lívia Andrade de Ribeiro

Para finalizar o evento foi realizada uma atividade “Árvore dos Problemas”, que nos fez
refletir sobre o que impede os grupos de serem agentes transformadores da sociedade e
como podemos resolver esse problema.

O V CONPET Civil foi  muito importante para o desenvolvimento do PET Engenharia Civil da
UFPR  e seus membros, a reflexão que o evento nos proporcionou será norteadora das
nossas atividades. A relação com outros grupos do mesmo curso nos fez perceber a
dimensão do Programa e nos motivou ainda mais.

Agradecemos ao PET Engenharia Civil da UFOP por toda a receptividade e organização
deste evento incrível, que jamais iremos esquecer!

Até o próximo CONPET, que será na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre - RS!

Foto Oficial do Evento
Foto por: Lívia Andrade de Ribeiro