domingo, 14 de agosto de 2011

América do Sul precisa dobrar geração de energia para evitar apagão



  • Apagão à vista

A América do Sul só ficará livre da ameaça de um apagão se dobrar sua capacidade energética até 2030, segundo estimativas da Comissão Econômica para América Latina e Caribe - Cepal.
"São necessários aproximadamente mais 200 gigawatts de capacidade de geração de energia. No total, incluindo as linhas de transmissão, este pacote custaria mais de US$ 500 bilhões", disse à BBC Brasil o engenheiro e economista uruguaio Beno Ruchansky, responsável pela Divisão de Recursos Naturais e Infraestrutura da Cepal.
Segundo ele, essa expansão na oferta de energia poderá evitar um problema de abastecimento na região, em um momento de forte expansão das economias da América do Sul.
"A energia pode chegar a ser um obstáculo para o desenvolvimento da região se a produção energética não acompanhar o aumento da demanda gerada pelo crescimento econômico", disse Ruchansky.
Pelos cálculos da Cepal, em função deste crescimento econômico, o consumo de energia elétrica na América do Sul aumentou 40% entre 2001 e 2010.
Para o especialista, neste período de expansão econômica, a oferta ficou "apertada" somente nas etapas de seca (na região onde estão as hidrelétricas).
sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Trecho leste do Rodoanel terá inovações construtivas

Ponte de 11 quilômetros será erguida pelo sistema “encontro leve estruturado” para causar menos impacto ambiental. Obra é estratégica para economia paulista.


Rodoanel, quando totalmente concluído. As etapas oeste e sul já foram entregues


A experiência adquirida durante a construção dos trechos oeste e sul do Rodoanel será usada para dar mais celeridade às obras do trecho leste, que começam em setembro de 2011. O empreendimento é o terceiro de quatro etapas do sistema viário que contorna o município de São Paulo, criado para desafogar o tráfego de veículos pesados da área urbana da maior metrópole do país.


O novo trecho terá 43,5 quilômetros de extensão e será estratégico para a economia paulista, pois vai ligar as cinco rodovias do trecho oeste (Bandeirantes, Anhanguera, Raposo Tavares, Castello Branco e Régis Bittencourt) ao sistema Anchieta-Imigrantes e, consequentemente, ao Porto de Santos. Diferentemente de outras etapas do Rodoanel, a parte leste teve um modelo de licitação com menos encargos, o que permitirá pedágios mais baratos.


Outra inovação é que o trecho, previsto para ser concluído em 36 meses, terá obras menos impactantes para o meio ambiente. Por exemplo, para atravessar a transposição das várzeas dos rios Guaió e Tietê o consórcio responsável pela construção – o SPMar – optou por erguer uma ponte com 11 quilômetros de extensão pelo sistema “encontro leve estruturado”.
terça-feira, 9 de agosto de 2011

'Slow Science' prega pesquisa científica em ritmo desacelerado

Um movimento que começou na Alemanha está ganhando, aos poucos, os corredores acadêmicos. A causa é nobre: mais tempo para os cientistas fazerem pesquisa.

Quem encabeça a ideia é a organização "Slow Science", criada por cientistas gabaritados da Alemanha. Aderir ao movimento significa não se render à produção desenfreada de artigos em revistas especializadas, que conta muitos pontos nos sistemas de avaliação de produção científica.

Hoje, quem publica em revistas científicas muito lidas e mencionadas por outros cientistas consegue mais recursos para pesquisa.

Por isso, os cientistas acabam centrando seu trabalho nos resultados (publicações).

"Somos uma guerrilha de neurocientistas que luta para que o modelo midiático de produção científica seja revisto", disse à Folha o neurocientista Jonas Obleser, do Instituto Max Planck, um dos criadores do "Slow Science".

O grupo chegou a criar um manifesto, no final do ano passado, em que proclama: "Somos cientistas, não blogamos, não tuitamos, temos nosso tempo. A ciência lenta sempre existiu ao longo de séculos. Agora, precisa de proteção."

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Falando tudo sobre a greve

Clique na imagem para abrir a apresentação.
Cumprindo um dos projetos do PET Civil, o Falando sobre Tudo, foram discutidos hoje diversos aspectos relacionados ao movimento grevista.

Desde o direito conquistado pelos trabalhadores à paralisação de serviços até o contexto da greve momentânea dos servidores técnico-administrativos na Universidade Federal do Paraná.

A discussão foi mediada pelo petiano Gabriel Grando Barbosa e a apresentação de embasamento se encontra disponível em arquivo de Power Point, disponibilizado no link: http://migre.me/5qfBn.

Construção de casa ecológica em 12 horas


Especializada no ramo de casas pré-fabricadas, a construtora paranaense Kürten firmou parceria com um grupo alemão para produção em larga escala no país de edificações em wood frame, um sistema construtivo que agiliza processos e reduz o impacto ambiental na construção civil. Neste sábado (dia 6), a empresa vai demonstrar que é possível construir, em apenas 12 horas, uma residência de 120 metros quadrados, a partir desta tecnologia. A iniciativa faz parte da estratégia de lançamento da rede de franquias Kürten Haus-Systeme Ltda, que será oficialmente apresentada no dia 19 de agosto.

O empresário Waldemir Kürten explica que este sistema construtivo já vem sendo adotado no país, mas de maneira ainda artesanal e em menor escala. Para popularizar este tipo de construção no país, a Kürten vai investir inicialmente US$ 20 milhões para implantar em Curitiba, uma indústria de casas pré-fabricadas para impulsionar a rede de franquias. O empreendimento vai ocupar área de 100 mil metros quadrados e deve gerar mais de mil empregos diretos. "O que o complexo industrial terá de novo são os equipamentos de tecnologia alemã, que garantem a informatização de todo processo. O resultado é uma maior produtividade, rapidez e qualidade, já que em ambiente industrial não há problemas com questões climáticas, desvio de materiais e mão de obra não qualificada, algo comum nos canteiros de obra", expõe Kürten.

Do ponto de vista ambiental, as construções em wood frame contribuem para reduzir a emissão de poluentes, já que quase não há desperdício de materiais e há o emprego de matéria prima regional (90% da madeira utilizada na indústria será do Paraná, maior produtor de pinus do país). Único material de construção renovável, a madeira de reflorestamento faz o sequestro de carbono, contribuindo para a redução do efeito estufa, ao invés de agravá-lo. "Do ponto de vista econômico a popularização deste tipo de construção no país também é um reforço à indústria de reflorestamento nacional", defende Kürten. Segundo ele, a emissão de CO2 neste tipo de construção pode ser até 80% inferior que as convencionais.
terça-feira, 2 de agosto de 2011

Engenharia Brasileira x Engenharia Chinesa


Ponte da baía de Jiaodhou, na China


Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.

Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre (RS), uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhões.

Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a de Jiaodhou, chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:


Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões.

Matéria publicada em 04/07/2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Retorno das atividades no PET civil


Com ou sem a greve dos servidores técnicos da Universidade Federal do Paraná, o PET civil retomou suas atividades e planejamentos de projetos normalmente nessa segunda-feira, 25 de julho.

O grupo iniciou o segundo semestre letivo com a construção da fundação a ser usada em Setembro, para o projeto “Mãos à Obra – Alvenaria Estrutural”, onde serão construídos muros em alvenaria.


Alguns integrantes recomeçaram seus compromissos dentro do Programa a partir de quinta-feira, 28 de julho, como combinado, devido à participação deles no ENAPET 2011 (Encontro Nacional dos grupos PET), em Goiânia-GO.


Houve a limpeza e escavação do canteiro destinado ao projeto nos dias 26 e 27 de julho, que contou com a colaboração de todos os integrantes presentes. A partir do dia 27, teve início a preparação do concreto destinado à fundação; no dia 28 – com a participação de 100% dos integrantes –, a atividade se deu no período da tarde, devido às reuniões internas. Em 29 de julho, último dia destinado à obra, os esforços dos alunos do PET civil resultou em alta produtividade, conseguindo finalizar a fundação antes do meio dia, com direito a intervalo e duas preparações proporcionalmente dosadas de concreto.


A partir desta semana (01 de agosto), com o adiamento das aulas na UFPR, haverá a construção do muro piloto sobre uma das fundações feitas, com o intuito de servir de base para a construção a ser feita pelos alunos da graduação durante a realização do projeto, como mencionado, em Setembro.



Confira as fotos!

O Despoluir, programa ambiental do transporte, completa quatro anos

Desde 2007, o projeto de redução de emissões do Despoluir já promoveu a aferição de mais de 480 mil caminhões e ônibus.
Foto: Júlio Fernandes/Agência Full Tim
O Despoluir – Programa Ambiental do Transporte – completa quatro anos neste mês de julho, consolidado como uma ação eficiente pelo desenvolvimento sustentável. Desde 2007, a CNT e o Sest Senat têm desenvolvido uma série de projetos com os objetivos de melhorar o desempenho ambiental do setor transportador e transformar os trabalhadores em multiplicadores da educação ambiental.
segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quarto edifício mais alto do mundo terá aberturas laterais para reduzir a pressão do vento sobre a estrutura

 

O escritório Adrian Smith + Gordon Gill venceu o concurso para o projeto do Wuhan Greenland Center, que deverá ser o quarto edifício mais alto do mundo, com 606 m de altura. As obras devem começar ainda em 2011 na China e a previsão é de que sejam concluídas em cinco anos.


Preocupados com a ação do vento contra a estrutura, os arquitetos projetaram aberturas em três alturas diferentes, que serão responsáveis por deixar o ar passar e diminuir a pressão do vento. A ideia é que a aerodinâmica do edifício diminua o montante de material estrutural.

De acordo com os arquitetos, o projeto foi desenvolvido a partir de três conceitos: o formato cônico, cantos arredondados e um topo abobadado, que será responsável por reduzir a resistência do vento e a criação de vórtices sobre o edifício. A torre será construída seguindo a ideia de um tripé, sendo que os cantos serão cobertos com vidro curvo, diferentemente das fachadas, que serão de um vidro com mais textura. O núcleo do edifício será construído com concreto, com o resto da estrutura em metal.

O prédio de 119 andares terá aproximadamente 300 mil m² de área construída, sendo 200 mil m² de escritórios, 50 mil m² de apartamentos, 45 mil m² de quartos de hotel e 5 mil m² de um clube privado, que ficará na cobertura do edifício.

O prédio contará também com sistemas de reuso de água cinza, controle de iluminação durante o dia e um sistema que gera energia a partir do vento capturado por aberturas no edifício.