Depoimentos

Gabriel Henrique Simões Yagnycz, egresso do PET em 2019

Coé rapaziada,

02:34 de 01/11/2019, praticamente dentro da represa do Capivari, a aproximadamente uma hora de Curitiba (como eu odeio medir distância com tempo) voltando da competição do MOLA. Inicio minha carta após já tê-la reescrito mentalmente muitas vezes, mas é agora que o bicho pega e o filho chora e mãe não vê, literalmente.

Então, comecemos do início. Em 2017 estava fazendo cursinho e minha amiga, Maria Fernanda, ou pra vocês Fer, me convidou pra vir ao campus conhecer um pouco da faculdade, afinal pretendia passar os próximos 5 anos ali. Obviamente não houve opção a não ser passar no PET de que ela tanto falava e conhecer o tal do kit Mola, que lembro ter achado muito inovador construir meu prédio retangular de 2 andares e destruí-lo aplicando muita força (era o efeito da academia). Nessa visita conheci alguns rostos que se tornariam parte do meu cotidiano, mas alguns demorariam pra se lembrar de mim, que essa era a fase do meu cabelo comprido.

Passei. Antes mesmo da apresentação da semana do calouro já sabia que queria entrar para o PET e, assim, me inscrevi logo no primeiro dia. Durante o processo seletivo é impossível entender a magnitude do programa, mas cada pouco que íamos conhecendo me deixava com mais vontade de fazer parte e integrar o grupo. Lembro de ter entregado minhas atividades na quinta e não ter de fazer nenhum horário na sexta, isso já foi uma quebra de rotina e me deixou um pouco perdido. Imagina agora então.

(Pausa no espaço temporal, no qual acabei de terminar de fazer o bolo que trouxe e tenho de terminar a carta. No fone coloquei aqueles metalzão bem do mal ou será que era Britney Spears? Nunca saberemos.)

Começamos na segunda feira sem ter muito o que fazer. E assim veio nosso primeiro item de ação: Arrumar a estante da sala, tal estante nunca teve tão bom tratamento, ficou linda. Nas próximas reuniões comecei a me soltar um pouco mais e pegar funções um pouco mais ambiciosas, como gravar todos os relatos do PET 35 Anos e editar os vídeos, que deu um belo trampo e, mesmo ficando bem mais ou menos, me deixou muito contente quando a galera gostou e foi mostrado no evento.

Outra coisa que me acompanhou desde o começo do ano foi a gerência do I Valoriza Civil, um evento com uma proposta ousada e, ao meu ver inovadora, foi aterrorizante. A quantidade de coisas que tinham de ser pensadas, feitas, repassadas, eram imensas, fora o tanto de vezes que as coisas davam errado. Também foi o primeiro ponto que eu lembro de me sobrecarregar de verdade e alerto desde já, não se deixem sobrecarregar, peçam ajuda. Mas quando o evento realmente ocorreu foi algo mágico, ver o pessoal andando pelos estandes, os avaliadores lá, foi muito massa, valeu cada segundo de stress e xingamentos.

Falando em xingamentos, quem me conheceu durante o ano passado sabe quem é o Yagnycz pistola e o real motivo de ter um Pingu extremamente bravo na minha caneca. Você não percebe o quanto você muda de uma hora pra 
outra, mas quando acontece é legal. De uma pessoa explosiva, impulsiva e um tanto agressivo, passei a lidar melhor com os meus sentimentos e como expor isso as pessoas em minha volta, mesmo as vezes voltando ao jeito Pingu de ser já foi bem melhor, como dizem “Não é o ideal, mas acontece”. Também não me faltaram associações sejam por aparência, pelo meu sobrenome ou por características minhas. Yakisoba, Yakuza, Pingu, Pinguim, Ditador, entre outros que já não me lembro mais, essa é a hora de vocês falarem caso lembrem de algo.

Aproximadamente 2 meses depois da entrada no programa houve a oportunidade de participar de um evento PET. Todos nós somos apresentados aos eventos quando entramos, mas nunca fica tão claro até você ter a oportunidade ali na sua frente. XXIII ENAPET vamos nós. 5 dias com pessoas que eu mal conhecia. Conhecer pessoas de outros estados (abraço UFRGS). Dormir na quadra de um ginásio (onde eu passei frio quando a luz do holofote se apagava. Tentar consertar meu chinelo com isqueiro, mas fazer uma bela gambiarra com silver tape (abraço rapaziada do chinelo e berma). Tomar banhos gelados (abraço fazer flexão no banheiro). Tentar tirar foto na frente de todas as placas que continham “pet”. Visitar o shopping do pombo. Tentar ver o pôr do sol, mas além disso, apresentar um trabalho sobre organização interna e ver como as pessoas estavam interessadas nisso, participar de discussões políticas que mudaram a história do programa e, principalmente, reconhecer visualmente a quantidade de pessoas lutando pelo mesmo ideal que o seu, a melhoria da educação brasileira. Não tem outra forma de elucidar isso sem ser em um evento que fale especificadamente sobre o programa.

Algumas coisas me marcaram bastante, mesmo eu não sendo da gerência. Em conjunto foram Arrecadação do Kit Mola II junto ao Laboratório de Estruturas e EMEA, a própria palestra do Márcio aqui na UFPR e o PET 35 Anos. A arrecadação foi uma correria, tive que descobrir como preencher documentos nunca visto antes por nenhum dos PETianos, nem pelos professores que tínhamos contratos, além de entrar em contato com o Márcio semanalmente pelo número pessoal dele, acho que ele deve me odiar. O evento de comemoração aos 35 anos vai ser algo inesquecível, o trabalho que tivemos no dia do evento foi muito cansativo, mas recompensador ao ver diversas gerações do nosso grupo reunidas para celebrar a data, além de ter tido a honra de ser o cerimonialista.

Também não podemos esquecer do inacreditável final de semana na chácara e a queimada da geleia (desculpa Gavassoni), onde ocorreu o lendário FutPET e o sumiço do leite condensado.

No ano de 2019 também aconteceram algumas coisas, mas como eu não quero me delongar vou dar ênfase a minha participação em dois eventos. O VI CONPET Civil foi outra experiência que somente o programa poderia me proporcionar, pois ser recebido em outra cidade com tanta hospitalidade por amigos de pouca data, acho que só o poder desse programa consegue fazer. Que eu me lembre cantamos no karaokê, aprendemos a fazer chimarrão e ser bombeiro por alguns instantes. A segunda coisa que me marcou foi recente, na última semana, a competição do kit mola. Foi importante pra mim, pois vi o nosso trabalho em grupo dando resultados, que estávamos todos nos esforçando por um objetivo em comum, mesmo não ganhando, foi massa.

Por fim, gostaria de falar das pessoas. A faculdade é um ambiente agressivo para um calouro, mas o PET foi o que amenizou isso pra mim. Também era por causa das atividades, mas era principalmente por causa das pessoas. Eu fui acolhido pelos PETianos que me aceitaram no grupo e, pra mim, existe uma família formada por todas as gerações que convivi, todos vocês são importantes pra mim e fizeram diferença na minha caminhada dentro e fora do grupo, não citarei cada um pois não conseguiria transmitir tal sentimento por esta carta.

A passagem das pessoas pelo PET sempre foi muito rápida pra mim. Um dia vocês está conversando com ela na sala, na semana seguinte tem a despedida dela e vocês já não se veem mais tanto. Algumas saídas foram extremamente dolorosas, quase como uma traição, mas com o tempo você percebe quando é a sua deixa de ir embora e permitir que outras pessoas tomem conta do que foi extremamente importante pra você. Acho que somente agora entendo a palavra egresso e um dia todos entenderão. Então, aproveitem o tempo de vocês nesse lugar.

Espero que eu tenha ensinado e repassado o conhecimento para alguns e vocês, assim como repassaram pra mim durante minha estadia aqui. Peço desculpas caso tenha feito algo que magoou algum de vocês, o que é bem provável, mas gostaria que lembrassem de mim com carinho.

Com muito aperto no coração digo um último, 

Valeu, falou.

Gabriel Henrique Simões Yagnycz

Gabriel Proença Ferreira, egresso do PET em 2018

Oi pessoas, não sou muito bom em escrever cartas e nem em fazer pessoas chorarem, então se esperam ficar emocionados com minhas palavras podem ir tirando o cavalinho da chuva.

I – PREFÁCIO

PET, mais do que tudo, é uma família, é o lugar onde você encontra pessoas com propósitos que no início não são parecidos, mas com o tempo convergem para um mesmo objetivo, não vou dizer a vocês qual é esse objetivo, porque ele depende. Depende do potencial, da vontade, da responsabilidade e do carinho que cada um tem com o outro dentro do grupo. Não é o Programa de Educação Tutorial que te transforma é o quanto você se deixa ser orientado por pessoas estranhas, pessoas que com o tempo se tornam mais do que colegas de trabalho.

Sobre meu tempo no PET, não tenho uma frase pra descrever, nem sei se conseguirei descrever ao longo dessa carta. Mas inicio com a seguinte frase “Sinta medo, fuja, o destino chega de qualquer forma. E agora, ele chegou. Ou devo dizer, eu cheguei.”, era assim que eu me sentia enquanto estava no Processo Seletivo do PET e por um curto período de tempo quando entrei. O que eu quero dizer é: era uma pessoa muito individualista e que acreditava que tinha mais experiência de vida do que muitas pessoas que estavam aqui (universidade em geral). Isso fazia com que eu me sentisse o maioral quando na verdade estava sendo irresponsável e tolo, era incapaz de assumir que era uma pessoa injusta e cruel.

II – A CAMINHADA

Depois de perceber que não era a ultima bolacha do pacote, passei a ter medo pelo
desconhecimento do programa e das atividades que estávamos fazendo. Era demais pra mim? Iria entender os trâmites? Vou me engajar com o Programa? Eram perguntas que me fazia e que me deixavam inseguro. Perguntar não era uma opção pra mim, sempre tentava descobrir as coisas por conta própria, o que demorou mais tempo pra realmente entender as coisas.

No entanto, todos tem um petiano ideal em sua vida, e o meu foi o Marcelo, acho
importante citar ele porque foi ele que nos fez entender um pouco o programa e que me
encorajou a continuar, além de ter motivado a fazer mais do que eu queria, a princípio.
Alguns meses depois fomos para Brasília para o XXII ENAPET, o primeiro evento PET
que eu participei. Foi a maior viagem em um ônibus que fiz em minha vida, não me arrependo de ter levado meu fone azul e baixado mais de 24h de músicas no meu celular.

Naquele ano foi praticamente o grupo todo e por esse motivo foi a melhor experiência
que tive. Saímos de Curitiba como um grupo de colegas de trabalho e voltamos como uma
família. Esse foi o primeiro momento em que me senti parte de algo maior e que tinha pessoas ao meu lado que realmente se importavam com algo e eu queria ser como elas.
Depois dessa etapa as coisas mudaram na minha vida, tive uma visão diferente de qual era o papel do PET Civil na Universidade e qual foi o tamanho da responsabilidade na qual tinha assumido. Quando começamos as atividades do segundo semestre já tinha uma mentalidade um pouco mais madura do que quando entrei na faculdade, foi uma evolução bem rápida e que me motivou a sempre procurar melhorar, principalmente em como tratava as pessoas.

Novas pessoas entraram e posso dizer que na minha vida não fez diferença naquele momento, estava mais preocupado em entender mais sobre o Programa e sobre as atividades que fazíamos que não notei a importância de novas pessoas no grupo. Esse tempo de insignificância com os outros colegas foi meio longo, durou até o início do ano seguinte, quando novas pessoas estavam pra entrar no grupo. 

No entanto assim que me enturmei, o grupo se tornou a coisa mais importante pra mim, as pessoas eram meus melhores amigos e tinha muita afinidade com eles, tanto que comecei a sentir ciúmes por outros entrarem, não queria que a nova geração viesse e “estragasse” aquele momento. Mas como nem tudo são rosas, eles entraram.

III – TUTORIAL

Depois que os novos entraram senti uma responsabilidade maior quanto ao meu tempo e experiência no grupo. Eu deveria ser o petiano ideal para alguém, mas não sabia como e nem se seria capaz, mas aos trancos e barrancos consegui ser um bom petiano mais velho e passar um pouco do meu conhecimento aos novos membros.

Nessa época então, notei que meu papel de aprender estava ficando pra trás e o papel de repassar conhecimento tinha iniciado. Pois bem, já começamos meio mau porque essa foi a época em que o grupo passou por uma das maiores crises, ninguém estava satisfeito com ninguém e era um caos. Recorremos muito ao tutor e tivemos muitas conversas pesadas, mas necessárias. Com isso aprendi que a conversa é a melhor maneira de se resolver problemas.

O professor até então era uma figura que não víamos com frequência e que participava menos do que gostaríamos, apesar de entender sua posição e todo seu trabalho para sempre querer o melhor para o grupo. Em algum momento daquela época nos aproximamos do Gavassoni e isso proporcionou uma das melhores experiências que tive também ao trabalhar com ao lado de um professor de maneira mais próxima.

Não falei muito sobre projetos porque estou escrevendo encima da hora, mas gostaria
de lembrar sobre o PET 35 anos que foi o evento mais extraordinário que pude fazer parte, conseguimos fazer um ótimo trabalho e ficou lindo, espero que tenha outros como esse no futuro (carinho especial pra Nah que apresentou o resgate histórico comigo).

IV – FIM

Quando iniciamos o primeiro semestre de 2019, pouco antes de acabar o Processo Seletivo, tracei minha rota para outros caminhos além do PET, caminhos com os quais eu já estava pretendendo seguir e que tive sucesso, até então.

Como iniciei com uma frase, finalizo com outra “Eu finalmente vou descansar e ver o sol nascer em um universo agradecido. As escolhas mais difíceis requerem as vontades mais fortes”. Em clima de Vingadores finalizo esta carta, o recado que tenha pra dar a vocês é: aproveitem o tempo que estão aqui se desenvolvam, elaborem coisas novas, façam a diferença, mas acima de tudo criem laços com as pessoas que estão ao ado de vocês, sigam juntas um caminho que não conseguiriam se estivessem sozinhas.


Marcus Vinicius Theodoro de Camargo, egresso do PET em 2018

É muito difícil não ser repetitivo quando tantas pessoas já passaram por aqui e já relataram das mais diversas maneiras (seja em forma de diário, de narrativa ou de poema) como foi sua passagem pelo PET. Por isso não vou tentar reinventar a roda, mas vou fazer o que eu posso e acho certo: ser sincero. Quero transpor tudo aquilo que o PET colocou no meu coração, sem ter medo de andar pelo mesmo caminho que outras pessoas já fizeram.

Bom, pra quem não sabe, fiz parte do curso de Engenharia Industrial Madeireira por
dois anos antes de iniciar os estudos em Engenharia Civil. Durante esse tempo que estive lá eu senti muita falta de proatividade do curso para promover atividades extraclasse. A Madeireira tinha sim suas atividades como o PET Madeira, o Centro Acadêmico e até os Lenhadores (atlética de Madeireira e Florestal), contudo todas eram muito mal divulgadas para graduação e, além disso, tinham dificuldade de cativar aqueles que já as conheciam.

Na primeira semana como calouro de Engenharia Civil já percebi que as coisas eram diferentes por essas bandas. Na Semana do Calouro fui exposto às diversas possibilidades dentro do curso. Alcance, DAEP, EMEA, C7, TETO, Grupos de Estudo, Clubes, Iniciação Científica e o PET. Sinceridade é o ponto desta carta, então não vou mentir, minha atenção e interesse foram logo conquistados pela empresa júnior e pelo escritório modelo, suas atividades mais próximas da profissão de engenheiro me atiçaram uma grande vontade de fazer parte delas. E o PET? Bom (perdão irmãos e irmãs petianos), de alguma forma as atividades coordenadas pelo grupo não iam exatamente de encontro com os meus interesses naquela época, contudo, a verdade é que eu ainda não estava pronto para fazer parte daquele grupo.

Primeiro tentei entrar na Alcance. Fiz o processo seletivo e estava muito confiante. Minhas ótimas notas em Engenharia Madeireira, minha sinceridade e simpatia na entrevista e minha “experiência” não me deixavam ver outra possibilidade senão a aprovação, mas não foi o que houve. Além de culpar os outros pela minha desaprovação na seleção, também fui incapaz de sequer olhar pra dentro e tentar enxergar meus problemas e meus erros.

Vida que segue, Alcance já tinha ficado pra trás. Ainda estava em busca de alguma coisa pra me engajar, então fui atrás do EMEA. O grupo que vistoriava pontes e viadutos, que ganhava bem e que pareciam com engenheiros de verdade. Mas o EMEA não realizou nenhum processo seletivo naquele ano, e nem no seguinte. Além disso, muita gente me falou em como eles eram exigentes e como era difícil entrar naquele grupo. Logo me deixe abater por isso, deixei de acreditar em mim e desisti da ideia, coloquei o escritório modeloem um patamar que eu nunca poderia alcançar.

Nesse meio tempo aconteceu a tão tradicional viagem para Foz do Iguaçu, organizada pelo DAEP. Foi uma experiência incrível, no qual pude conhecer muitos lugares e muitas pessoas. Enfim, voltei pra Curitiba admirado com a viagem e com quem a organizou. Também queria fazer parte daquilo, queria organizar um evento de tamanha proporção, queria ser importante, queria ser relevante dentro do meu curso. Participei de algumas reuniões e até ajudei na execução da Semana Acadêmica de 2017. No entanto senti que não era ali que queria estar. Percebi que as atividades exercidas pelo diretório não eram exatamente as que pretendia fazer, além disso, nunca consegui me sentir confortável o bastante para expressar minha voz, caso necessário.

No primeiro semestre de 2017 acabei me encontrando com o Marcelo Sefrin Petiano egresso) no almoço e trocamos uma ideia. Ao fim da conversa ele me informou a respeito do PS do PET que estava aberto e disse para eu me inscrever. Achei interessante, então perguntei o que precisava e até quando iam as inscrições. Ele me disse que precisaria levar, entre algumas coisas, um currículo e uma breve carta de motivação, além disso as inscrições iam até sexta. Apesar de não ter um CV pronto e nem fazer ideia de como escrever uma carta de motivação, aquilo não era um empecilho. O problema, na verdade, é que essa conversa aconteceu justamente na sexta. Não ia dar tempo, mas prometi pro Marcelo que me inscreveria da próxima vez.

Em meados de agosto um novo processo seletivo do PET abriu. Confesso que não dei muita bola de início, não ia me inscrever. Mas ao longo dos dias a conversa que tive com o Marcelo e a promessa que havia feito ficaram ecoando na minha mente. Pensei também em todos os petianos que conhecia. Todos pareciam diferenciados, engajados, simpáticos e prestativos. Inconscientemente admirava todos eles e queria também ser, nem que um pouquinho só, como eles. Ainda não tinha certeza do que era o Programa, do que o PET fazia, se era aquilo mesmo que eu queria e se eu conseguiria lidar com o compromisso das 20 horas semanais. Mesmo assim, decidi não pensar muito, escrevi minha carta, fiz meu currículo e entreguei meus documentos na sala do PET.

Logo na semana de convivência já pude sentir que aquele grupo era diferenciado. Fui muito bem acolhido, mesmo ainda não sendo parte de um deles. Rapidamente percebi o senso de amizade que existia ali, em como todos tinham seu valor, em como o respeito era mútuo, em como o tutor (apesar de ser um professor) não estava distante e era tratado de igual pra igual e em como as tarefas eram feitas com seriedade e qualidade.

Após algumas semanas de atividades e avaliações recebi a notícia de que fui aprovado no processo seletivo. Foi uma felicidade imensa. Em pouco tempo já estava entrosado com o grupo e engajado nas tarefas, mas ainda não entendia exatamente o meu lugar, o meu papel dentro daquilo tudo, ainda estava perdido. Na verdade demorou um pouco pra me localizar, para ser mais exato, isso só aconteceu no ano seguinte, mas quando aconteceu, meus amigos, foi incrível, simplesmente uma das melhores sensações que já pude experimentar na minha vida. Foi nesse ponto que pude entender, de forma mais clara, o que era o Programa. Ter a responsabilidade de melhorar a educação, de impactar na vida das pessoas, de servir por um bem maior eram experiências que nunca havia usufruído e foi uma imensa honra que o PET me proporcionou.

Foi lindo, foi maravilhoso, mas não foi perfeito. A vida no PET nunca foi fácil, muito pelo contrário. Deixei de descansar em alguns feriados e fins de semana, abri mão de sair com amigos, tinha menos tempo pra estudar e almoçar, acabei um relacionamento por não ter tempo, fiquei acordado até tarde fazendo atividades e já tive que lidar com muito pepino. Abri mão de muita coisa, mas não me arrependo de nada, na verdade só ganhei enquanto estive no PET, ganhei confiança, responsabilidade e empatia. Construí laços, fiz amizades com pessoas incríveis, aprendi um pouco com cada um de lá de dentro. Com o Digor aprendi a ter calma e sensatez, com o David a ter entusiasmo e persistência, com o Nathan a manter o foco, com a Rafa a ser ágil e levar a sério as minha atividades, com o Gavassoni a ser educado (debochado e da zoeira), com a Fer a ser radiante e simpático, com o Proença a manter a ordem, com a Helena a ser organizado e respeitoso, com o Denis a entender o próximo, com o Simionato a ser multitarefa e despojado, com o Vini a ser sério, mas amorzinho quando necessário, com a Lore aprendi a ser discreto e eficaz, com a Náthali a expôr minha voz e ser doce, com a Let a ser criativo e prestativo, com a Ana a ser empático e amistoso, com o Yagnycz a ser dedicado e engajado com o Programa e com os babys (Felipe, Jhonatan, Murilo e Nathany) aprendi a acreditar no potencial do próximo.

Agradeço eternamente ao PET Civil UFPR por ter me acolhido, por ter me ajudado a me tornar alguém melhor, por ter me proporcionado experiências únicas, por ter me tirado da condição de observador para ser agente, por ter me levado à diversos lugares e por ter me apresentado tantas pessoas maravilhosas.

Foi na sinceridade que comecei, conduzi e agora encerro essa carta, afirmando do fundo do meu coração que o PET Engenharia Civil UFPR foi a experiência mais engrandecedora, gratificante e importante da minha vida.

Obrigado a todos que puderam tornar isso real.


Com amor, Marcus.


Rafaela Marrino Fernandes, egressa do PET em 2018

Provavelmente estarei lendo isso no horário de meio-dia da semana que vem e gostaria de deixar claro que essa é minha terceira tentativa escrevendo esta carta. Parece mais fácil quando são os outros que precisam passar por isso e não eu. 

Enfim, começando. Já faz aproximadamente 2 semanas e meia que eu deixei de ser PETiana, mas ainda me sinto como uma. É estranho estar na faculdade e não estar no PET, acabar a aula e ir para outro lugar que não seja o PET, almoçar com as pessoas que não são do PET. Agora, eu realmente entendo, o porquê de não chamarem de “ex-petiano” ou “ex-membro” e sim de “egresso”. Acredito que nunca deixarei de ser PETiana. 

Cada momento aqui dentro do Programa, foi de suma importância na minha vida e no meu desenvolvimento. Para ser honesta, quando me inscrevi no Processo Seletivo, no início do segundo semestre de 2016, eu não sabia o que eu queria: estava desanimada com o curso, me mudando de casa, sem saber direito ainda para onde ir, querendo fazer alguma coisa que me prendesse. Resumindo: eu estava totalmente perdida, porém ainda me restava uma esperancinha de continuar aqui, na Universidade.

E de fato, aconteceu: durante o Processo Seletivo, eu aprendi muita coisa, me esforcei muito pelas atividades e achei tão gostoso ter um lugarzinho aqui dentro desse Politécnico gigantesco, que se acaso eu não passasse, sentiria muita falta. Graças às forças no Universo, no dia primeiro de novembro de 2016 passei a ser oficialmente PETiana e então, a conviver 20 horas semanais com pessoas que eu jamais conviveria se não fosse pelo Programa. Mas ah, admito que foi muito estranho encontrar o David e o Nathan no PS (e eu achava o David mala, sorry migo). 

Logo que entrei, presenciei uma despedida de três ícones do PET. Foi tão emocionante, que aproximadamente 80% das pessoas estavam chorando, e eu - que nem ao menos os conhecia direito - estava também quase chorando. Foi lindo ver todo mundo se abraçando, dizendo o quanto iam fazer falta no Programa e tudo mais. Mas na minha cabeça, pra ser sincera, aquilo era um pouco demais. Afinal, não são só 20 horas semanais? A convivência não se resume a isso? Não é como se fosse um “estágio” porém sem a parte técnica? Pois bem, meus amigos, perdoem minha ignorância, eu ainda estava no primeiro dos meus vinte meses como PETiana. 

Nos meus primeiros meses de PET, passei de forma muito passiva: eu observava demais, pensava demais antes de falar e de agir. Na minha cabeça, todas as pessoas que estavam ali comigo sabiam demais sobre o que estavam fazendo, sabiam tudo que regia o Programa, sabiam o porque fazíamos aquilo que estávamos fazendo e qual era a melhor forma de fazer. Sabiam tudo. Hoje, vejo a importância do grupo estar constantemente se renovando e oxigenando ideias, pois foi assim, que sinto que começou meu desenvolvimento. 

Lembro claramente de abril do ano passado, quando os mais antigos saíram, e então os mais antigos passaram a ser a minha geração e o Digor. Admito que aquilo foi um tanto quanto desesperador, mas são nas horas mais difíceis, que nós aprendemos a crescer e mesmo que falsa, passar a impressão de que estamos conseguindo lidar com aquelas situações da melhor forma possível. 

No PET, eu tive a oportunidade de ser gerente de um projeto enorme - ll Desafio de Taludes -, tive a oportunidade de escrever e apresentar artigos a níveis nacionais, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais de perto outras entidades do curso, tive a oportunidade de aprender a me organizar corretamente e o mais importante: tive a oportunidade de presenciar o que é um grupo de verdade. Como um grupo bom e unido, é sinônimo de sucesso. 

De todas as experiências que eu já tive, o PET pra mim, é diferente justamente por ter essa união que nos move juntos, no mesmo ritmo. E é isso que difere o PET de uma empresa, estágio ou iniciação científica. Por conta disso, é necessário que façamos reuniões de cultura de grupo, integrações e hayashida’s, para sempre estarmos juntos, não só presencialmente, mas como também na mesma sintonia. 

Como nem tudo são flores, às 20 horas semanais também podem ser estressantes e cansativas. Pois, quanto mais convivemos com alguém, mais chances de rolar alguma "tretinha". Nem sempre é fácil aguentar essa rotina em uma semana com 4 provas e 2 testes, nem sempre é fácil aguentar todo mundo 9 dias seguidos durante 24 horas e ainda ficar preso em Brasília sem combustível. Não é fácil, meus caros. Nos considero guerreiros desde já, por termos saído da nossa zona de conforto e estarmos aqui, lutando, por acreditar em algo que podemos mudar e melhorar. 

O engraçado, é que eu escutei várias e várias vezes, recém-egressos falando sobre sua transformação durante e após o Programa, mas isso só faz sentido, a partir do momento em que você sai do PET, vai para um estágio e faz uma planilha de horas para conseguir se organizar (thanks, PET). 

Gostaria de agradecer imensamente à todos aqueles que estiveram presentes durante a minha permanência no Programa desde o dia 03 de novembro de 2016 até o dia 16 de julho de 2018. Vocês não fazem ideia o quanto foi possível aprender e como foi importante cada mísero detalhe que passei aqui dentro.

Como, por exemplo: a primeira vez que fui obrigada a falar com um palestrante ouvindo um “vai Rafa, você vai precisar fazer isso” e aquilo parecia o terror pra mim - eu, Rafaela, praticamente curitibana - falar com uma pessoa 100% desconhecida e que eu só tinha trocado alguns e-mails. Ah, também teve a vez que eu e o Nathan fizemos a nossa primeira apresentação no InterPET e salvamos a apresentação em arquivo powerpoint e desconfigurou inteiro na hora de apresentar. Teve também, a primeira vez que eu precisei abrir e fechar uma palestra, que precisei pistolar com o grupo por terem pedido o ônibus da visita técnica na data errada, que precisei fazer uma matéria do blog, postagem e afins. Teve a primeira vez que fui à um evento PET e que também passei 24 horas em um ônibus de viagem. Teve a primeira vez que escrevi um artigo.

Enfim, O PET esteve presente em muitas “primeiras vezes" minhas e sou grata por isso e grata por poder ter acompanhado algumas “primeiras vezes” de vocês, assim como vocês também acompanharão. Acreditem em mim, mais engrandecedor do que perceber seu desenvolvimento, é perceber o desenvolvimento de outra pessoa. 

Por fim, apesar de eu ser conhecida pelas pistoladas, saibam que guardo todos com muito carinho no meu coração e todos os momentos que foram vividos, são guardados também com muito amor. Vocês mudaram a minha percepção de Grupo e de União.

Com amor, 

Rafaela Marrino.


Gabriel Marcarini Simionato, egresso do PET em 2019


No meio de tanta desilusão,
No meio de uma selva da competição,
Com tantas decepções encrustadas,
Com a face já calejada,
Estava aquele menino,
Feliz, porém ausente,
Vivendo a dualidade que o destino,
Para ele havia dado de presente.

Um semestre havia sobrevivido,
Feliz por ali estar,
Triste por ali ter que ficar.

Então surge uma proposta inesperada,
Uma oportunidade que um amigo aguardava,
Um processo seletivo desafiador,
Mas não mais que sua trajetória,
Não mais que a sua história,
Que um dia no papel iria pôr.
Assim sonhava aquele jovem,
Que tinha competição como prioridade,
A fim de tornar-se um homem,
Independentemente da idade.

Coincidentemente foram nove meses,
De muitas descobertas,
De muitas portas abertas (quando a fechadura não “bugava”),
De sentimentos inconfundíveis (por mais que estes não demonstrava),
De histórias inesquecíveis,
De habilidades aprimoradas,
De opiniões reformuladas.
Foram nove meses,
Uma gestação figurada,
Uma adoção agraciada,
Com uma família que de forma alguma, ele esperava.

Porém tudo tem seu tempo,
Quase tudo tem um fim,
E desbravar o mundo adentro,
Foi isso que no PET ensinaram para mim.
E com tudo que aprendi,
Serei eternamente grato a vocês,
Ao Proença por sempre me fazer sorrir,
Ao Vini pelos picos de sensatez.
Ao Marcus pelas besteiras,
À Fer pelas apostas,
Ao Digor pelo papo cabeça,
Ao Nathan pelas tetas sempre à mostra.

Também algumas características nunca irei esquecer,
Do Yagnycz a firmeza,
Da Leti a empolgação,
Da Náthali a clareza,
Da Ana o enorme coração.
Da Helena a rainhidez,
Da Lorena a coragem,
Da Rafa os puxões de orelha no mínimo uma vez por mês,
Do David a força e a espontaneidade,
Do Denis a força de vontade,
E do Gavassoni, no que acredita, a lealdade.

Apesar de tudo,
Isso não é um fim,
É apenas um recomeço astuto,
Daquele menino,
Que vivendo a dualidade do destino,
Decidiu entrar no PET,
E hoje, transformado,
Este menino segue seu caminho árduo,
Agora pregando a cooperação e a horizontalidade,
Algo que lhe fez tão bem,
Algo que demonstrou que a igualdade,
É a via rápida para alcançar seu destino,

O de se tornar um homem.


Rodrigo Otávio Fraga Peixoto de Oliveira, egresso do PET em 2018.

Prelúdio
           
Curitiba, 26 de março de 2018: Numa toca no chão, vivia um Hobbit. Esse hobbit aproveitava a sua vida como bem entendia - viva apenas para si mesmo, praticando suas atividades e aprendendo sobre seus interesses, sempre sozinho. Desde pequeno sabia que um dia ele teria que sair da sua toca e conhecer o mundo lá fora, e nada no mundo o assustava mais do que isso, pois ele sabia que crescer envolveria mudanças e perdas.

Uma Jornada Inesperada

Curitiba, 29 de fevereiro de 2016: Um garoto meio estranho, feliz por ter ganho um ano de cinema grátis graças a um bolão do Oscar, pisa no Centro Politécnico como aluno pela primeira vez. Ele assiste maravilhado a algumas falas levemente maçantes, mas não importava, pois tudo era novo. Mais tarde naquela semana, duas pessoas desconhecidas apresentavam a ele uma oportunidade de se dedicar a algo maior do que ele mesmo, por um motivo muito mais importante do que ele poderia compreender naquele momento. No mesmo dia, outras pessoas com o mesmo objetivo o levavam para conhecer o campus. Essas pessoas eram bem diferentes umas das outras, mas estranhamente, pareciam ser movidas por algo em comum. Ele percebeu que queria entender melhor o que os movia. Assim, tudo ficaria bem.

Curitiba, 21 de abril de 2016: Depois de uma semana chuvosa, o garoto admirava enquanto o sol brilhava sobre a praça Santos Andrade, pouco antes de dedicar pela primeira vez um feriado a seu novo grupo de amigos e sua missão. Antes da correria, ele aproveitou para explorar todos os cantos do Prédio Histórico com seus novos amigos, e enquanto o fazia, sentiu uma sensação estranha. Uma sensação de mudança, que antigamente seria suficiente para fazê-lo entrar em pânico, mas que agora trazia um ar diferente, confortante. Pouco depois, esse garoto que antes travava se pensasse em falar com pessoas estranhas se encontrou no lugar de guiar um espaço pra mais de 100 pessoas. Ao invés de intimidado, ele se sentiu acolhido e encorajado. Tudo deu certo.

Fronteira entre Minas Gerais e Goiás, 31 de julho de 2017: Depois de uma semana de crescimento e trabalho intenso , depois de dias de muita amizade, estrogonofe de frango e rolês muito mais caros do que podíamos pagar (e de um dia de pouco combustível), ele estava sentado, aliviado. Em um primeiro momento o  ônibus quase não tinha sido liberado, em um segundo os motoristas pouco colaboraram, e no último momento possível tudo aquilo que podia dar errado, estava dando errado. Mas não nesse momento. Eles estavam indo pra casa. Aliviado, enquanto admirava a noite iluminada e as estrelas cadentes que só uma terra quase deserta permite, tranquilo que seus amigos estavam seguros e tudo estava bem.

Curitiba, 11 de agosto de 2016: Véspera do maior Desafio até o momento. Segundo mês sem bolsa. Apesar de todo o preparo e esforço, os primeiros testes só puderam ser realizados agora. Não importa o que desse errado, seus amigos estavam lá. Estavam cantando uma playlist de músicas do Queen. Apesar de todos os problemas, neles sentiu confiança para continuar se esforçando e tentando. No dia seguinte, o esforço intenso daquelas 12 pessoas valeu a pena quando, apesar de uns obstáculos, eles fizeram história do Hall de Administração. No Inter 2, a noite, totalmente dolorido e aliviado. Tudo ficou bem.

Curitiba, 09 de outubro de 2017: Eles estavam todos reunidos no Auditório. Uma expressão de apreensão em seus olhos. Diferente em aparência do grupo que encarou os desafios do ano anterior, mas igual em espírito e motivação. Apesar de ter corrido tudo bem com a Competição, algo ainda não estava certo. Sabiam que pra corrigir, eles teriam que se expor a algo muito mais difícil do que já tinham enfrentado. Mesmo assim, apoiados uns nos outros, decisões difíceis foram tomadas e as consequências foram enfrentadas. Juntos, tudo estava bem.

Matinhos, 02 de dezembro de 2-17: Fazem 9 meses que ele havia se juntado a Comissão Executiva. O que começou como uma decisão impulsiva de assumir a Coordenação Executiva,a Comissão garantiu um ano extremamente corrido, cheio de pessoas maravilhoas e eventos engrandecedores. Em Florianópolis, Brasília, Ponta Grossa e por último Matinhos, ele pode viajar o país e vivenciar experiências que nunca viveria de outra forma. Nesse dia ele passou seu primeiro teste de desapegar de algo que lhe importava. Mas, novamente, deu tudo certo.

There and back again

Curitiba, 10 de março de 2016: O garoto escreveu uma carta, sozinho em seu quarto. O pouco que tinha visto o inspirava a sonhar com todas as possibilidades que esse lugar poderia proporcionar, todas as pessoas que iria conhecer, tudo que faria. E mesmo que as suas expectativas estivessem um pouco equivocadas, o que ele encontrou foi ainda melhor.

Curitiba, 26 de março de 2017: O garoto, agora com mais pêlos no rosto e miopia, escreveu uma carta, sozinho em seu quarto. O pouco que tinha visto em seu tempo aqui, agora o enchia com a sensação de perda que tanto temia. Como poderia ele deixar pra trás o lugar que o acolheu, e o ajudou a se preparar pras dificuldades da vida? Como poderia ele deixar pra trás o lugar que o propiciou uma sensação tão forte de pertencimento e objetivos muito maiores do que sonhara? Como poderia ele deixar pra trás a família que dia após dia alegrou seus dias com seus jeitos peculiares?

A resposta é simples: ele não iria. O homem tem que seguir em frente, aprender coisas novas, superar desafios novos. Mas o garoto sempre vai estar aqui, nas memórias de tudo que passamos juntos, tudo que superamos e vivemos. O garoto Digor nasceu aqui no CESEC, e estará aqui para o que precisarem, quando precisarem, sempre que precisarem. E vocês todos, vão estar sempre comigo.

Que a força esteja com vocês.
Digor =)


YOU’RE GONNA CARRY THAT WEIGHT.


Isabella Bonatto, egressa do PET em 2017

Recadinhos da Isa

Bom, gente, o PET foi um período de muito enriquecimento para mim e imagino que pra todos que passaram por aqui e deixaram o PET tocar o fundinho dos nossos corações. Vendo coisas que eu senti falta de fazer e coisas que eu queria que vocês lembrassem, seguem uns recadinhos:

1. Façam pesquisa! Gente, a pesquisa individual é uma das maiores oportunidades que temos de nos envolver de forma mais profunda com uma área técnica do nosso interesse, uma oportunidade de networking e desenvolvimento de algum conhecimento novo e diferente pra compartilhar com outros discentes.

2. Se envolvam muito com o PET e com tudo que vocês fizerem aqui dentro. Quando a gente leu esse trecho do GD do CONPET, me reconheci muito nessa ideia: 

"Astin (1984) desenvolveu a teoria do envolvimento, justificando que “os estudantes aprendem se envolvendo”.Segundo ele, quando o estudante investe energia física e psíquica na realização de tarefas acadêmicas ele está envolvido com a atividade. Esse autor aponta, ainda, que a quantidade de aprendizagem ou desenvolvimento é diretamente proporcional à qualidade e quantidade de envolvimento."

Pra mim isso faz todo o sentido quando eu lembro de todos os projetos que participei e das atividades com as quais me envolvi, então minha dica pra vocês é se envolvam muito! A Tati costumava dizer - e eu concordo muito - que a gente é transformado pelo PET na medida que deixamos o PET nos transformar.

3. O PET é feito por vocês! Pessoal, quem faz os projetos, quem faz os departamentos, quem faz as coordenadorias, quem faz a educação tutorial somos nós! Nós somos o PET e por isso cada PET é tão diferente e por isso é um lugar que a gente costuma se reconhecer muito e se sentir a vontade pra ser como nós somos, então sempre que tivermos problemas ou qualquer coisa, lembrem que temos autonomia de parar tudo e retomar, ver o que está dando errado e recriar o PET!

4. Se valorizam! Nosso grupo tem uma tendência muito grande de ser bem crítico e isso é muito bom porque garante a qualidade dos nossos projetos, mas a gente tem que lembrar de valorizarmos muito nosso trabalho também e entendermos as nossas limitações. Nem sempre as coisas não dão certo porque a gente fez cagada, às vezes as circunstâncias só não nos permitiam realizar uma atividade com toda a qualidade que queríamos, mas a nossa força de vontade de dar nosso melhor é o que importa e é o que sempre devemos lembrar de ter em qualquer atividade!

5. Continuem fazendo bullying com o Marcelo por mim! Brincadeirinha! Uma das coisas mais importantes que temos no PET são uns aos outros. Aqui foi onde fiz amigos incríveis, conheci pessoas extremamente diferentes, ouvi opiniões diversas, e muitas das pessoas com quem eu convivia todos os dias não tinham absolutamente nada em comum comigo, exceto essa vontade de fazer parte do PET e realizar aquilo que o PET se propõe. E essa vontade é muito grande, sabe, essa vontade é o que une as pessoas e é o que cria laços tão importantes. Então se aproveitem, conheçam uns aos outros, conheçam outros pensamentos, conheçam novas histórias, é uma das melhores coisas que temos a oportunidade de fazer aqui!

Bom, gente, e assim eu deixo o PET, com muita saudades desde já, muita gratidão por tudo que me foi ofertado aqui dentro e pelas mudanças incríveis que eu tive e amigos incríveis que eu fiz. Eu espero que todos possam curtir e aproveitar tanto quanto eu fiz!

Beijos e abraços infinitos,

Isabella Bonatto

Egressa do PET Engenharia Civil UFPR


Gabriel Mocellin Neto, egresso do PET em 2017



Experiências 

Acredito que seja impossível alguém passar pelo PET sem ser transformado de alguma forma. Embora eu ache que qualquer coisa que uma pessoa faça por certo período de tempo vá ajudar (mesmo que um pouquinho) a moldar quem ela vai ser após a experiência, entendo que fazendo parte do PET essa transformação acontece de modo mais intensificado.  

Por ser um ambiente muito propício a debates, com questões sendo levantadas de forma natural e constante, o PET me induziu a sair da zona de conforto diversas vezes. O tempo no qual refleti e discuti sobre a Educação mais do que em qualquer outro período da minha vida foi enquanto estive no PET. Debatíamos recorrentemente o funcionamento do sistema de ensino no Brasil, e mudei/aprofundei minhas concepções sobre esse e vários outros assuntos após conversar com o grupo.  

Estando dentro de uma universidade pública, dependíamos da estrutura física que tínhamos à disposição e isso limitava algumas ideias que surgiam no grupo, mas após conhecer a realidade de outros PETs (até mesmo dentro da mesma universidade) passei a valorizar nossa estrutura. 

Como nem tudo são flores, por muitos dias o grupo era submetido a prazos apertados e grandes responsabilidades, e naturalmente surgiam atritos. Hoje entendo que essas situações de estresse e pressão, no entanto, fizeram acelerar o amadurecimento dos integrantes, alavancando a inteligência emocional do grupo. 

Não encontrei um contexto legal para colocar essa memória, mas a minha carta não poderia seguir sem esse registro: Das reuniões que já participei na vida, as do PET foram de longe as mais organizadas. De verdade! 

Reflexões 

Aprendi a valorizar algumas coisas só depois que saí do PET. A estrutura interna que foi construída ao longo dos anos é exemplar e contribui bastante na formação completa de cada integrante (apesar de achar que é sempre possível evoluir). Para mim, foi muito importante aprimorar a minha oratória, aprender noções de design e identidade visual, saber planejar e acompanhar um projeto, entender um pouco dos trâmites da Universidade, pensar de forma criativa e inovadora mesmo com recursos limitados e entender um pouco mais sobre gestão de pessoas. Não há muitas oportunidades hoje em dia que ajudem um estudante a desenvolver todos esses aspectos. 


Sinto que não me envolvi muito com as questões políticas/organizacionais do PET. Isso para mim na época foi uma decisão pessoal, mas hoje percebo que poderia ser proveitoso experienciar mais dessa face do Programa. 

Por fim, tenho total convicção de que as pessoas com quem trabalhei no PET serão bem-sucedidas (não importa no quê), e me orgulho disso. Agradeço a todos os demais integrantes do grupo que compartilharam suas ideias comigo e sem dúvida me ajudaram a crescer pessoalmente (além de me fazerem conhecer um pouco mais sobre futebol americano, bandas sertanejas, bandas indies e alternativas, culinária, tecnologia e programação, causas sociais, jogos de videogame, HQs, cultura pop e, claro, sobre Engenharia Civil).


Maria Clara Suguinoshita, egressa do PET em 2017


Pensei que esse dia demoraria mais para chegar, mas percebi que quando a gente faz o que gosta com dedicação, o tempo passa rápido a ponto de duvidarmos do calendário, e às vezes até torcemos para que ele esteja errado só para podemos passar mais uma semana aqui.  Mas enfim, tenho que aceitar que essa hora chegaria e que tenho que me despedir dessa rotina que já faz parte de mim.

Quando entrei no PET, nunca imaginei o que eu fosse viver nesses dois anos, o quanto pude aprender e ensinar, quantas amizades eu faria e o quanto eu cresci. Não imaginava nem que eu teria a oportunidade de fazer parte de tudo isso e no que o PET passaria a significar para mim.

Aprendi que o PET é um Programa riquíssimo de história, de peculiaridades e de pessoas dispostas a cumprir com seus objetivos. Sua interdisciplinaridade é capaz de nos desafiar a conviver com as mais diferentes ideias e pessoas; porque ser petiano significa sair da zona de conforto, ser tutor e tutorado ao mesmo tempo, desenvolver autoconhecimento, trabalho em grupo e senso crítico. Significa também ter dedicação e persistência, porque às vezes temos que entender que nem sempre tudo ocorre como planejado, mas que isso não é um problema quando sabemos que a capacidade de fazer acontecer está em nossas mãos. Ser petiano é discutir sobre tudo um pouco: sobre educação, política, universidade, sobre as questões da prova que a gente acabou de fazer.  É ter compromisso social e cobrar seus direitos, mas também comemorar o fim de uma assembleia que parecia interminável.

É fazer do CESEC sua segunda casa e aproveitar os feriados para fazer imersões e integrações. Ser petiano é ser agente de disseminação da educação tutorial e ter aprendizagem ativa. É ser pesquisa, ensino e extensão.

Foi essa frase que me motivou a me inscrever no Processo Seletivo. Eu não sabia ao certo o que aquilo significava, mas era diferente do que tudo o que eu já tinha feito, e decidi me inscrever.

Logo que entrei, minha primeira tarefa foi pesquisar sobre filtros e aeradores. Pois é, o Projeto Passeio Público me fez colocar a mão na massa mesmo sem saber direito como e porque, mas depois percebi que no começo é assim mesmo e que no fim podemos chegar aonde quisermos. Mas a jornada só estava começando. Depois ainda teve o Ciclo de Seminários, o de Patologias, a CPP, a Feira de Cursos, a JOPARPET, o Curso de Planejamento e outros tantos projetos. No segundo ano, me enganei quando pensei não aprenderia muitas coisas novas. Ser gerente da Semana do Calouro, do PBL de Sistemas de Transportes e do Processo Seletivo me mostrou que havia muito mais a ser feito e, a participação nos InterPETs, III CONPET e XXI SulPET fizeram meu interesse pelo entendimento do Programa crescer ainda mais. O Desafio de Taludes veio para provar definitivamente o que significa trabalhar em grupo e o Curso de Mendeley, que até nos últimos dias de PET a gente não consegue ficar ocioso.

Sem dúvida, nada disso seria possível sem o trabalho daquelas pessoas dispostas a cumprir com seus objetivos. Por isso, gostaria de agradecer a todos que, de alguma forma, participaram dessa trajetória durante minha estadia no PET: obrigada Isa, Lucas, Marcelo, Digor, Tati, David, Nathan, Rafa, Gabriel e ao Professor Gavassoni, que trouxe tanto entusiasmo e curiosidade pelo Programa.

Também agradeço aos que já não estão mais no PET, mas que devo dizer que me transmitiram muito conhecimento e colaboram para o meu desenvolvimento pessoal e acadêmico: Day, Felipe, Leandro, Luís, Matheus, Marcela, Mocellin, Naddine, Rod, Otávio, Zau, Willian e claro, ao professor Marcelo.


Caramba, quando olho para trás me passa um bom filme pela cabeça: aquele que, quando termina, nos deixa insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela. Assim como um bom livro que, quando encerramos a leitura, permanece um pouco apoiado no colo e nos deixa distantes. É assim que me sinto hoje. Com uma sensação de dever cumprido, mas com já com uma ponta de saudades e indagações que me mostraram que o PET já é uma parte fundamental da minha graduação e da minha vida.


Lucas Ghion Zorzan, egresso do PET em 2017

Fui oficialmente petiano por 784 dias da minha graduação. Nessas exatas 112 semanas, eu passei pela maior experiência da minha vida. Nessa carta de desligamento, vou tentar mostrar um pouco de como foi esse período na minha visão. Para isso, resolvi separar minha caminhada no PET em histórias que eu escolhi chamar de “lágrimas”. A lágrima é uma das nossas reações biológicas para quando passamos por emoções bem intensas, tanto de tristezas quanto de felicidade. E é justamente por ter vivido uma história intensa dentro do PET que escolhi usar esse nome.
Minha lágrima número 1 é sobre como decidi que gostaria de entrar para o Programa. O curioso dessa história é que eu simplesmente não faço ideia de em qual momento eu escolhi entrar. Saí da casa dos meus pais em 2014 para morar em uma cidade totalmente desconhecida e fazer um curso que ainda não tinha certeza se era o certo para mim. Passei um ano em Curitiba apenas estudando – e acho que foi por isso que o primeiro ano de faculdade foi tão frustrante para mim. Sempre tive vontade de fazer mais: fazer mais pela minha formação e fazer mais pelo todo. Foi conhecendo alguns colegas que faziam parte do PET que eu pensei que talvez essa fosse uma boa oportunidade para mim. Mas, como todos sabem, esse é sempre um tiro no escuro. Entender o PET é uma tarefa complicada e que leva tempo e dedicação. Depois de ter vergonha até de entregar a ficha de inscrição, comecei a participar de um processo seletivo do qual eu lembro muito pouco. Por várias vezes eu fico pensando porque eu não lembro de conhecer nenhuma das pessoas que entraram comigo no processo seletivo. Hoje, aceito o simples fato que no dia 13/04/2015, um novo Lucas começou a trilhar seu caminho aqui na UFPR.
Assim que eu entrei, muitas coisas já estavam acontecendo. Meus padrinhos, Nadinne e Leandro, haviam conversado comigo sobre tudo – mas eu realmente não fazia ideia. De cara, minha primeira tarefa foi encontrar palestrantes da pós-graduação para ministrar palestras voltadas ao meio ambiente no Ciclo de Seminários. Além disso, fiquei encarregado de fazer o modelo de slides para as apresentações. Bom, meus colegas não me deixam mentir. O resultado foi meio catastrófico. As apresentações ficaram completamente desformatadas e os palestrantes com os quais eu havia conversado estavam extremamente nervosos. Pensei: ferrou. Acabei de chegar e estou estragando o rolê. Fiquei tão chateado que acabei nem participando da reunião de feedback do projeto com medo do que poderia acontecer. Acho que esse é um dos primeiros arrependimentos meus dentro do PET: não pelo fato de eu ter errado, mas por ter achado que de alguma maneira eu seria culpado. Eu convivia com um grupo de 15 pessoas incríveis que nunca, nem por um minuto, culparam uns aos outros por qualquer erro que tenha acontecido. Eram 15 pessoas dispostas a ensinar uns aos outros, a fazer amigos e a continuar a luta por fornecer aos alunos da graduação experiências incríveis. Foi a primeira vez na minha vida que eu encontrei um grupo aberto, acolhedor e amigo com o qual eu me afeiçoei imediatamente e por muito tempo. A lágrima que cai no meu rosto no momento em que eu escrevo essa carta é de gratidão por ter tido a oportunidade de fazer parte do grupo PET Engenharia Civil da UFPR e conhecer todas aquelas pessoas incríveis.
Junto ao turbilhão de coisas novas que surgiam pra mim naquela época, na primeira reunião do PET que participei, fizermos a divisão dos petianos entre os dois principais projetos que íamos realizar naquele ano: o PET PCU e o Público. A primeira coisa que vem na minha cabeça quando eu lembro desse dia é que ninguém dos novos petianos queria participar do projeto PET PCU. Fui o primeiro a arriscar, mas aquilo assustava muito: elaborar um diagnóstico de manifestações patológicas para uma edificação em concreto armado. Não fazendo ideia de onde eu estava pisando, entrei de cabeça nesse projeto. E olha, essa foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Ter participado desse projeto com a Dayane, Marcela, Stephanie, Isabella, Nadinne e Luís trouxe pra mim a maior e a melhor experiência acadêmica da minha vida. Eu aprendi muito antes do comum muitos conceitos importantes da Engenharia. Foram dias incríveis: passávamos o dia inteiro dentro de um prédio abandonado fazendo ensaios e aprendendo tanto quanto possível. Hoje pode parecer meio macabro. Mas quem esteve conosco pode sentir a energia vibrante de se fazer algo que pode contribuir para a sociedade. De utilizar os conhecimentos que vamos adquirindo com o tempo para fazer a diferença. A participação nesse projeto foi peça fundamental para a minha vida. Foi aí que eu aprendi como o conhecimento é realmente obtido e o trabalho duro e cansativo, mas extremamente engrandecedor que esse processo dá. O PET PCU me trouxe diversos sentimentos: engrandecimento pessoal e valorização da dedicação. E que dedicação precisamos ter! E aí vai me agradecimento especial à Dayane e à Marcela por todas as vezes em que o entusiasmo delas não me deixou desistir. Mesmo nos dias mais difíceis, mesmo nos dias em que tínhamos que escrever artigo nas férias ou no carnaval, continuamos firmes. E a recompensa foi incrível. Sou uma pessoa mais madura, mais autodidata e com mais sede por aprender.
No ano de 2015, ainda foram muitas outras experiências vividas. Embora todos os momentos tenham sido especiais, tem um que foi muito especial. Em outubro daquele ano, eu e outros colegas do PET viajamos para Maringá para participar da IX Jornada Paranaense dos Grupos PET. Era o primeiro evento que eu iria participar – e a expectativa estava altíssima. Minha maior descoberta nesse evento não era necessariamente uma novidade. Para mostrar qual foi, parafraseio minha amiga Marcela: “Você só vai entender realmente o que é o PET quando participar de um evento”. Dito e feito. Foi na JOPAR de 2015 que eu vi que o que fazíamos não se resumia apenas ao nosso curso da Universidade Federal do Paraná. Existiam muitos outros petianos, em muitas outras Universidades, com objetivos parecidos. Foi uma oportunidade para eu fazer grandes amigos no PET e para eu crescer enquanto pessoa. Conviver com estudantes dos mais diversos cursos, com as mais diversas visões e ter a oportunidade de falar sobre isso foi incrível. Só que participa de um congresso sabe o quão importante é a troca de experiências para a nossa construção pessoal. E a JOPAR trouxe para mim a maturidade que eu precisava para compreender o Programa de Educação Tutorial como algo grande pelo qual era nosso dever lutar pelo aprimoramento. Meu agradecimento dessa memória vai para o Rodolfo. Ele foi uma pessoa incrível. Em todos os eventos que íamos juntos, o Rodolfo me explicava exatamente tudo que estava acontecendo e porque. Gostaria de ter sido um petiano mais velho para quem veio depois de mim da mesma foram que ele foi para mim. Outra pessoa que se tornou um grande amigo nesse momento ainda está nessa sala. Participei do meu primeiro GDT (sigla que eu nem sabia o que significava por muito tempo) com o Marcelo. Puts! Quanta coisa eu aprendi com esse cara. Aprendi a ser mais organizado, a me preocupar mais com os detalhes e a perceber o quanto a nossa dedicação faz a diferença. Embora muitas vezes pensemos tão diferente, você é uma pessoa que eu vou levar comigo pra sempre.
Todo mundo que faz parte do PET sabe que não é só de momentos bons que a experiência é feita. Muitas vezes temos que lidar com as frustrações de termos uma opinião diferente. Ou por termos que alguns sábados participar de mais reuniões (como se as de durante a semana não bastassem). Ou até mesmo por estarmos convivendo demais e não aguentarmos mais olhar para o colega que está do nosso lado. Entretanto, uma coisa que eu aprendi é que esses momentos ruins são muito piores só naquele momento. Hoje, se dissiparam na minha memória todas as razões que levaram a minha desmotivação ou, por vezes, a vontade de largar tudo porque não valia a pena. Acho que foi nesses momentos que eu aprendi que a vida não vai ser sempre o convívio perfeito, com as pessoas perfeitas. E a gente aprender a ter mais inteligência emocional – e olha que essa característica está longe de ser um dos meus fortes.
Parece que a partir do final de 2015, as coisas começaram a passar muito rápido pra mim. Quando eu me dei por mim, uma das minhas grandes amigas já não estava mais trabalhando comigo todos os dias pela manhã. O Departamento de Marketing estava uma loucura e eu não dava conta de escrever todas as matérias do blog e ainda fazer divulgação. Eu passava mais de 8 horas por dia fazendo ensaios no prédio da Educação Física. Embora possa parecer loucura, essa é uma das épocas que eu mais sinto falta: talvez pela minha inocência ou pela leveza das coisas. Ainda arrumávamos tempo no meio de tudo isso para sair pra balada ou até mesmo ir pra praia. Que experiência incrível poder ter passado aqueles dias com os petianos viajando! Foi lá que eu conheci a falsa da Maria Clara zueira e queimadora de bombril que se tornou tão importante pra mim (e que eu carrego até hoje em todas as matérias). A parceria de todos, em todos os momentos, me fez sentir como se o PET fosse o meu lar, mesmo ele estando a mais de 350 km de distância.
Acho que 2016 foi o ano mais intenso que eu vivi no PET. E a lágrima da emoção mais intensa que eu senti com certeza foi por causa do III CONPET. Organizar o Congresso não foi uma tarefa nem um pouco fácil. Foi mais de um ano de organização, muitos e-mails de confirmação de pagamento enviados e uma força tarefa gigantesca para conseguir recursos para o evento. Mesmo com todo o trabalho, com todos os problemas e todas as provas para as quais não estudamos por causa do CONPET, foi incrível ter participado daquilo. São esses dias, em que passamos por perrengues imensos, que marcam a nossa memória e fortalecem os laços entre nós. É por isso que eu lembro com tanto carinho de cada uma das pessoas que estiveram lá, especialmente da Marcela e do Willian. Embora os dois fossem as pessoas com quem eu era grudado em todo o meu tempo de PET daquele ano, nós três passamos por uma barra difícil de segurar. Foi aprendizado, foi amadurecimento. O CONPET foi a concretização de um famoso dizer que a gente ouve no PET: a gente pode fazer as coisas. Pode parecer difícil, pode parecer que não vamos dar conta. Com trabalho em equipe, dedicação e comprometimento, a gente pode mover o mundo!
Depois de todo o desgaste do CONPET, ainda era minha missão ser gerente do Desafio de Taludes. Leandro, Rodrigo e eu começamos incansavelmente a tentar fazer as coisas acontecer. O grupo estava cansado e nós dois estávamos todo dia, toda reunião, passando um trilhão de coisas pra todo mundo fazer. Descobríamos que as coisas eram totalmente diferente do que tínhamos imaginado a cada nova reunião. O prazo ia apertando. Foi uma loucura. Tanto que naquela época a coisa mais fácil de se fazer era me encontrar chorando na sala do PET devido ao cansaço e pressão que eu estava sentindo. Não foram dias fáceis para ninguém, mas depois de secar 1200 kg de areia, fizemos a primeira competição do gênero no Brasil. Todo o esforço que tivemos resultou em um trabalho muito bem reconhecido. As memórias do Desafio não são tão boas pra quase ninguém, até por causa de todos os problemas que acabaram acontecendo. Mas não podemos esquecer que todos esses momentos são aprendizados. Saímos pessoas melhores sempre!
Bom, nesse momento já estou concluindo que não vou conseguir falar nem metade do que eu gostaria. Nem mesmo depois de viver tudo isso eu imaginava a magnitude das experiências que eu tive dentro do PET. Ajudei a organizar duas Feiras de Cursos e duas Competições de Pontes, ainda estou escrevendo relatório do PET PCU (não acaba nunca), participei da organização de mais um Desafio de Taludes, fui monitor do PBL de Sistemas de Transporte (pelo menos até onde eu aguentei, saudades do Simutrans) e fora todas as outras atividades com as quais fui me envolvendo. Uma delas, com certeza, foram as atividades em parceria com a coordenação do curso. Organizar o Repensando Civil me motivou a perceber que construir um curso melhor está diretamente ligado com o esforço que nós aplicamos nessa direção. E essa é uma dica vital para todos os petianos: não esqueçam do trabalho com o Curso de Engenharia Civil. Nós, alunos da graduação, precisamos muito da pró-atividade, dedicação e competência do PET para ter uma formação melhor.
Sempre pensei que as cartas de desligamento não precisavam ser um show para marcar a nossa saída do Programa. Mas, com o tempo, fui percebendo que elas eram muito importantes para a continuidade do grupo. Perceber como a experiência foi importante para cada pessoa que está se tornando egressa nos ajuda a ver tudo que ainda podemos fazer por nós mesmos. E isso sempre me tocou muito. Talvez seja por isso que não teve uma única despedida em que eu não saí com dor de cabeça de tanto chorar e lembrando de todos os momentos que eu tinha vivido com aquela pessoa. Momentos esses que envolvem crescimento pessoal, profissional e sentimental. Por convivermos tanto, para mim foi sempre difícil pensar que no outro dia simplesmente não teria mais aquela pessoa para contar alguma novidade, para mostrar alguma coisa engraçada ou simplesmente vê-la na sala do PET. Só que chegou a hora que eu tive que encarar que eu seria essa pessoa dessa vez. E as lágrimas que eu derramei passaram a ser pelo fato de que eu não mais teria um refúgio todos os dias dentro da Universidade e que não teria a oportunidade de conviver com pessoas tão incríveis todos os dias. A minha saída do PET foi uma decisão difícil, mas que eu tomei de súbito em um único dia. Eu simplesmente percebi que era a hora. Não tenho nenhuma justificativa, nenhuma mágoa ou razão pra ter saído. Só achei que tinha chegado a hora. Embora eu ainda tivesse tantas coisas para aprender, tanto para conhecer, meus voos precisavam ir mais longe. Com o PET, eu ganhei uma sede por fazer muitas coisas (e isso me lembra o meu feedback do processo seletivo, no qual uma das coisas que eu precisava melhorar era a minha pró-atividade). Com isso, eu me envolvi em muitas coisas por causa do PET: participei da chapa Impulsão, sou do GEGEO, faço iniciação científica. Todas as coisas que já fiz mudaram um pouco a minha visão de mundo e o modo como eu me comporto. Mas nenhuma dessas mudanças foi tão expressiva como a minha passagem pelo PET. Eu não mais reconheço o Lucas de 2 anos atrás.
Vejo hoje o quanto ainda tenho pela frente. É uma jornada longa, que dá medo, mas para a qual eu tenho certeza que o PET me ajudou a me preparar. Mas foi realmente o PET, a instituição? Eu não acredito nisso.  Quem me mudou, quem mudou a minha vida, foi a Dayane, o Felipe, o Leandro, o Luís, a Marcela, o Marcelo, a Maria, o Matheus, a Nadinne, o Otávio, o Rodolfo, a Stephanie, o Willian, a Thaís, o Rodrigo, o Mocellin, o David, o Sorriso, a Isabella, a Rafaela, o Nathan, a Fernanda, o Igor, o Gabriel, a Helena, o Dênis, o Prof. Marcelo e o Prof. Gavassoni. Foram todas aquelas pessoas que eu tive a honra de conviver nesses felizes dias que passei aqui. Foi no PET que eu tive a oportunidade de conhecer lugares e pessoas incríveis pelo Brasil todo. Foi pelo PET que eu dediquei minhas energias nesse tempo todo.
Em 2015, a Dayane perguntou para mim nessa mesma Sala 01 qual era a minha principal expectativa e contribuição que eu pretendia dar ao PET. Nunca foi minha intenção fazer grandes coisas ou deixar meu nome marcado nelas. Eu queria só deixar a marca de boas coisas para o curso e para o grupo do qual fiz parte. Queria que a minha passagem mostrasse a dedicação que eu empenhei nessa tarefa tão nobre que o PET engloba não por engrandecimento pessoal, mas porque a soma dos trabalhos de cada um resulta em uma verdade mudança no mundo. Por acreditar que a construção coletiva também passa pela nossa construção individual. Por acreditar que podemos fazer a diferença a nossa volta com o nosso trabalho e empenho. Espero ter tido sucesso nessa tarefa.

Para mim, o que fica é a gratidão e o aprendizado. E é essa gratidão que eu deixo com um muito obrigado do fundo do coração.


Matheus Ferreira Sonego, egresso do PET em 2017

Salve. Começo a escrever essa carta em uma madrugada (de carnaval, que fase),acabou de bater a ideia de que meu período como petiano está chegando ao fim, doidera. Quando entrei na universidade eu me achava o dono do mundo, tinha passado no vestibular, ego lá em cima. Começaram as aulas, tudo muito bom, tudo muito legal, mas não era aquilo que eu queria. O que eram aquelas aulas de cálculo? Geometria analítica? Vocês tão de brincadeira, cadê a Engenharia? Eu não vim aqui fazer matemática!

Acredito que foi nesse contexto que o PET se apresentou para mim. Tenho que admitirque eu não lembro exatamente o que me levou a me inscrever no programa. Me envolver com alguma coisa diferente, descobrir a universidade, mudá-la e, por que não, começar a ter minha independência financeira? Enfim, me inscrevi no processo seletivo. A minha primeira lembrança vem daí: meu currículo para a inscrição. Não tinha absolutamente nada nele, só ensino médio completo, eu fiquei meio desmotivado, mas realmente não tinha mais nada para colocar nele, nem para encher linguiça. Essa é a beleza do programa, ou do nosso grupo pelo menos, não exigir que você tenha mil experiências, trabalhado em mil lugares ou ser um robô superprodutivo (mesmo que você tenha que se tornar esse último depois que entra rs).


Basicamente, você precisa ser humano e pensar um pouquinho no próximo, no coletivo, e isso é maravilhoso.


Começou o processo seletivo, foi tudo muito estranho, não sabia muito bem o que euestava fazendo, nunca tinha participado de nada parecido. Eu sei que meus dois padrinhos 
eram o Felipe e o Willian. O Felipe me dava medo, o cara era frio e meio fechado. Já o Willian foi um ótimo padrinho, me explicava tudo que eu precisava, dava opiniões quando eu pedia, inclusive no meu cartaz que foi uma piada. Eu sei que esse meu padrinho se transformou no meu irmão mais velho da universidade, primeiro grande presente que o PET me deu. E aqui eu me lembro da coisa mais importante de todas dentro do programa: as pessoas. Tudo que eu aprendi com cada um de vocês, e com os que não estão aqui, foi simplesmente sem palavras.

Eu juro que tentei descrever de alguma forma, mas não teve como. As risadas, tretas,momento que eu queria esganar vocês, todos valeram a pena, eu só tenho a agradecer.Bom, depois de ter entrado começaram os projetos, itens de ação, reuniões e todasessa coisas que vocês conhecem. Estava me sentindo muito adulto, mano, eu tava indo para REUNIÕES!!! Todo esse processo me fez amadurecer muito, não só porque eu estava indo em reuniões, claro, mas eu nunca tinha tido que lidar com prazos, responsabilidades, coisas que o grupo dependia de mim. Porém, tudo isso veio em um ambiente muito saudável. Se eu não conseguia fazer alguma coisa, ou dizia algo na reunião que não fazia muito sentido não vinha uma repreensão. As pessoas falavam comigo sempre no tom de ajuda e valorizando o que eu tinha pensado, era algo do tipo “puxa, muito massa essa sua ideia, que tal mudar isso e isso aqui?”. A opção de acatar as sugestões era minha, e a minha ideia inicial era sempre valorizada como algo corajoso, uma atitude positiva. Quando era alguma coisa mais grave, ou que estava cem por cento errada, os comentários vinham sempre com uma justificativa junto. Acredito que isso resume meus primeiros meses no PET.


Começaram também os eventos InterPET na época. Eu gostei muito daqueles espaços.O nosso grupo parecia muito respeitado, e sempre tomava frente nas coisas. Os integrantes dos outros PETs também eram muito legais, e foi muito bom ver a diversidade de ideias dentro do programa, assim como a diferença nas atividades. No meu primeiro InterPET eu lembro que sentei do lado da Day, e tudo que ia acontecendo ela ia me explicando o que estava acontecendo, me senti muito acolhido. Acho que faltou repassar um pouco disso quando eu era o petiano experiente. Depois dos eventos locais, somos para o famoso e para sempre lembrado JoparPET de Maringá, QUE EVENTO hahahahaha. As experiências que eu tive no InterPET parece que tomaram outra dimensão, eram muito mais pessoas, grupos mais diferentes e realidades muito diferentes. Foi um evento muito positivo, uma vez que vários grupos da UFPR estavam presentes e a programação também foi bem boa (exceto a parte da festa um dia antes da assembleia, isso foi caidera). O outro evento que eu fui foi o SulPET, e desse evento eu vou lembrar principalmente da assembleia. Foi uma insanidade, mas foi muito legal ver o quão protagonista o nosso grupo pode ser em um evento com tanta gente (sendo vaiado e aplaudido por todos ao mesmo tempo hahahaha). Enfim, é meio cliché falar isso, mas os eventos do PET realmente transformam a forma como você enxerga o programa, justamente por essa questão da diversidade entre os grupos. Eu gostaria de destacar também o quão incrível é a experiência de convivência entre nós que temos durante essas viagens, sem dúvida é um sentimento que melhora muito a convivência (mesmo quando você chega bêbado e acorda o coleguinha que estava dormindo, não que eu tenha feito isso). Do III CONPET eu não vou nem falar porque já deve estar todo mundo de saco cheio já.


Bom, queria comentar mais uma passagem minha pelo PET que me marcou muito.Todos sabemos que o Desafio de Taludes no ano passado foi simplesmente insano. Foi um pico de stress, trabalho e dedicação que eu nunca tinha tido. No final nós saímos esgotados, e como se não bastasse choveram críticas dos participantes e alguns dos nossos erros vieram à tona. Estávamos todos muito desmotivados e ainda tínhamos que organizar a CPP. Foi um exercício muito grande e pesado para mim tentar ver o lado positivo naquela situação. Como eu era do DGP, pensei em montar alguma coisa para reanimar a galera, e acho que esse foi o item de ação que eu mais fiquei satisfeito em fazer. Aquela apresentação foi muito importante para mim, pelo esforço interno que eu tive que fazer, mas principalmente por tentar reverter isso em algo positivo para o grupo inteiro, para as pessoas que eu gosto.


   William Martins Bueno, egresso do PET em 2016


Por diversas vezes pensei em começar a escrever a minha carta durante os dois anos, 3 meses e 4 dias. Em nenhuma delas eu pensei que seria tão difícil como agora. Escrevi a maior parte dessa carta do mesmo lugar onde passei a maior parte desses 826 dias: a sala do PET. Chorei muito, muitas vezes e provavelmente já estou chorando de novo, sendo que nem sai do primeiro parágrafo. Espero conseguir terminar. 

Bom, mesmo me preparando para sair nesse fim de ano, foram nesses últimos dias que a ficha realmente caiu. Vocês decidindo quais seriam as datas e horários do planejamento e percebi que não estaria mais aqui. O sentimento é uma mistura de tudo um pouco, mas principalmente de gratidão. Lembro muito bem que resolvi não tentar o processo seletivo do primeiro semestre de 2014 por não me sentir preparado. Mas, hoje, olhando para trás, não teria feito diferente. Explicarei mais para a frente a razão disso.

Lembro do meu período de convivência no processo seletivo, quando eu e a Zau ficávamos enchendo o Rodolfo de perguntas e pedindo ajuda, mesmo ele não sendo nosso padrinho e tentando nos evitar, por já nos conhecermos. Quando o resultado saiu, eu e, principalmente, a Zau percebemos que no PET também passaríamos por momentos difíceis, pois nos inscrevemos em 3 amigos no processo seletivo e, infelizmente, nem todos conseguiram entrar.

Logo depois de entrar no PET viajamos para o Rio, e a viagem foi incrível, menos pelo fato de não ter conseguido dormir nada no ônibus, mas sinceramente nem lembrei disso depois de chegar lá. Até nadar em Copacabana no frio nadamos, pois não podíamos perder a oportunidade. Foi lá também o primeiro rolê do PET que eu fui, e me diverti demais. Mal sabia eu que muitas outras viagens viriam e que aquelas pessoas que eu conhecia há três meses, se tornariam a minha segunda família. No começo de 2015 eu realmente senti como se tivesse encontrado um lugar a qual eu pertencia dentro da universidade e pessoas com quem eu queria estar.

Durante os dois anos de PET consegui ir para praticamente todos os eventos e conheci lugares e pessoas incríveis. Entre os lugares estão: Maringá, Londrina, Belém, Porto Alegre e Rio Branco. Quem imagina que viajaria para o Acre durante a graduação? Essas foram oportunidades que somente o PET poderia me oferecer, e que sem ele não saberia que Rio Branco, ao contrário do que eu esperava, é uma cidade completamente normal. Mais importante que os lugares, foram as pessoas com quem esbarrei no caminho. Lembro que no primeiro SULPET que eu fui, umas das primeiras petianas que conheci, logo no primeiro dia, começou a me contar como o tutor dela era controlador e quão difícil era a convivência do grupo. De repente ela começou a chorar e dizer que não sabia o que fazer. E lembro que eu comecei a falar da portaria, a qual ela nem sabia que existia, e que eu conhecia graças aos petianos mais antigos que me explicaram tanta coisa e insistiram para que eu conhecesse o máximo possível sobre o Programa.

Nesse tempo, foram muitas apresentações, as quais no começo me apavoravam muito. No II CONPET fui lá na frente com a Zau, pessoa que como vocês podem notar nunca me larga, apresentar o nosso PET. Eu estava muito nervoso e os caras tiveram a ideia de dar um microfone pra cada um, e só lembro de olhar pro fundo do auditório enquanto meu microfone tremia. Enfim, muitos projetos, reuniões, noites na sala do PET, itens-de-ação, risadas, integrações, bullying com a Maria, e, principalmente, aprendizado. Esse aprendizado que vem tanto com os momentos bons como também, e acho que principalmente, com os momentos difíceis. E olha, esse ano não foi fácil. E hoje eu vejo que poderia ter aprendido muito mais, se eu tivesse saído mais da minha zona de conforto, se tivesse me permitido aceitar melhor as críticas e trabalhar para melhorá-las. Mas como o Lucas sempre me diz: o importante é como você vai lidar com um erro ou um problema, como você vai encarar as coisas. E olhando pra trás eu me sinto muito feliz por ter tido essa experiência, que foi a melhor da minha vida sem dúvida nenhuma. E aqui chegamos na razão pela qual eu disse que continuaria fazendo o processo seletivo do segundo semestre: pelas pessoas. Por vocês. Sabe quando dizem que o PET são as pessoas que estão nele? Pois é, eu acredito fortemente nisso e sei que vocês são capazes de fazer o que vocês quiserem, desde que se mantenham unidos e confiem uns nos outros. Eu não sei nem como agradecer por todos que passaram pelo PET Civil UFPR e que contribuíram para o meu crescimento como petiano e como pessoa. Eu aprendi tanto com cada um de vocês e ainda aprendo todo dia. Não vou citar nome por nome, mas quero que cada um de vocês saiba que tem um lugar muito especial no meu coração e que eu desejo muito sucesso para todos.




Leandro Vidal Costa Castelani, egresso do PET em 2016

- Ah! Não acredito! Fizeram o formulário online errado de novo! Tinha que fazer um manual sobre essa coisa – Pará dizia como se algo muito importante dependesse daqueles formulários. Eu, como todo bom petiano em seus primeiros dias, concordei sem saber bem o porquê – Leandro, você já tem algum item de ação? Vem cá, faz pra mim um manual de como fazer formulário online google.
“Oi?” Pensei comigo mesmo.
-Mas eu não sei usar esses formulários, Pará.
- Você aprende, não se preocupe. Vai fuçando e anotando o que você aprender. Tem uns prontos no drive se quiser dar uma olhada. Eu tenho que dar uma saída e quando voltar eu te ajudo.
E lá foi ele. Lembro exatamente de pensar comigo mesmo “ ok, vou fazer qualquer outra coisa enquanto ele não vem. Quando chegar fazemos isso.”. Mesmo assim, tinha uma coisinha me incomodando. Decidi abrir o formulário online google, só pra dar uma olhadinha.
Tenho certeza que aquela “saidinha” do Pará foi uma desculpa. Ainda assim, quando ele voltou eu tinha terminado o tutorial de como abrir e editar formulários online google, usando como estudo de caso o “Circuito de palestras sobre o Piu” e a palestra “ Porque superbonder é melhor que cola branca”.
O que essa estorinha está fazendo aqui? Bom, a estrutura dessa carta foi motivo de muita reflexão pessoal. O que eu gostaria de alcançar com ela? No final das contas, decidi dividi-la, não cronologicamente, mas em lições. As maiores e mais valiosas lições que eu aprendi no PET Civil. E vamos à primeira, ilustrada pela história do nosso querido Pará: A confiança.
Esse evento dos formulários foi bastante marcante pra mim, não só por conta de ter sido um dos meus primeiros itens de ação, mas pela confiança depositada. Eu era novo, nunca tinha mexido com os aplicativos google e não entendi bem como o PET os usava, mas o Pará confiou em mim.
O PET não é feito de resultados. Não é feito de publicações de artigos, revistas ou quantidade de pessoas atingidas num projeto. Na realidade, nas atividades PET os processos se tornam resultados e os resultados se tornam processos. Confuso? Pois é, mas vamos com calma que eu explico: os tais “processos” são atividades que desenvolvemos para realizarmos nossa missão e “resultados” são os objetivos de nossos processos. Podemos encontrar uma relação de importância invertida no PET. O desenvolver das atividades é muito importante para nós, é nosso real objetivo. Nelas, crescemos, aprendemos e nos desenvolvemos. Ao passo que os resultados são apenas consequências daquele aprendizado adquirido com os processos. Então, no final das contas, nós estabelecemos metas, ou “resultados”, para que possamos passar pelas experiências que julgamos que sejam as melhores para o crescimento do grupo, os “processos”. Viram? Escolhemos resultados para alcançar processos. Ainda confusos? Juro que pensei em tirar essa parte da carta, mas vou deixar só pra garantir que vocês leiam ela de novo, pra entender essa parte.
E por que o processo é tão importante? Porque nele se dá a aprendizagem. E por que a aprendizagem é tão importante? Bom, ai vamos para a segunda lição: quando você passa a compreender e se afeiçoar com seu próprio poder de aprender, nada pode te parar. Você sente como se nada fosse difícil demais. A frase “não é pra mim”, deixa de fazer parte do seu vocabulário. Quando você aprende a aprender, sente que pode fazer qualquer coisa. E posso dizer, de todo coração, essa sensação me mudou. Hoje eu gosto de ler sobre política, economia, filosofia, programação, engenharia e botânica, as vezes tudo no mesmo dia. Se eu sei o bastante de alguma dessas coisas? Eu não sei, mas até agora tenho enganado bem. E como não lembrar dos vários projetos construídos sob essa ideia. Lucas e eu se quer tínhamos feito Mecânica dos Solos, mas gerenciamos o Desafio de Taludes.
Outro ponto que foi uma grata surpresa ao entrar no PET foi o ambiente que eu encontrei. Desde os primeiros dias, as pessoas do grupo já me tratavam como se já fosse “da galera”. Claro que a amizade vem com o tempo, mas todos estavam sempre dispostos a me ajudar, ensinar e me ouvir. Mesmo em minha primeira semana de PET, minha opinião na reunião semanal era ouvida como a de qualquer outro. Bom, no PET Civil isso não só acontece, como é um valor que guardamos com carinho. E por admirar tanto essa cultura de grupo, eu tinha um objetivo pessoal quando a galera do processo seletivo de 2015 entrou: “Fazer com que eles se sentissem tão bem acolhidos quanto eu me senti”. Isso acabou se estendendo a todos os outros processos seletivos, inclusive o do tutor.
Existe um ditado da antiga Esparta que dizia: “A força do batalhão está no homem ao seu lado”. Era a forma que eles tinham de dizer que se você cuidar da pessoa ao seu lado, ela vai cuidar de você e no final, tudo vai acabar bem. Essa foi, não só uma lição, mas uma missão pessoal que eu tentei carregar durante todo o meu tempo de PET. Tentava chegar no PET todo o dia com um sorriso no rosto, chamar a todos de queridos e queridas, sentar pra conversar sobre a vida e dar todo o tempo que eu tivesse para explicar isso ou aquilo. Fazer isso todos os dias era o que me mantinha animado para vir pro PET. Vocês sempre foram uma das partes mais importantes do programa para mim.  Mesmo que tudo estivesse uma bagunça na minha vida, mesmo que eu estivesse querendo largar tudo só sumir, eu tinha o PET. Sabia que tinha pessoas ali que olhavam para mim buscando conforto e eu jamais iria deixar essas pessoas pra trás. Chegaria no dia seguinte com um sorriso no rosto, chamando a todos de queridos e queridas.
Outra lição que mudou muito dentro de mim foi minha própria formula de estabelecer conceitos. De repente, eu estava num ambiente onde tudo poderia e deveria ser questionado. Atividades, motivações, processos, resultados, até assuntos da vida em geral. Qualquer coisa poderia ser um mote de uma discussão construtiva. Nesse processo, vi que o famoso “senso crítico” não é só uma questão de concordar com essa ou aquele ponto de vista. É uma postura, uma forma de ver o mundo. Uma forma de busca porquês e “comos”, e jamais vai se acomodar. Como esquecer das infindáveis discussões com o Felipe sobre assuntos que, no fim, nenhum de nós lembrava mais qual era. Ainda assim, os dois haviam crescido com o processo.
O PET também me proporcionou uma incrível experiência de acadêmico. Todo mundo sabe como eu gosto de usar o quadro branco pra desenhar esquemas e explicar conceitos, mas a verdade e que eu descobri um imenso prazer no ato de ensinar. Não é simplesmente ajudar alguém a tirar uma nota mais alta, mas contribuir para o empoderamento daquela pessoa. Antes de entrar no PET, o que eu mais queria era “tocar obra”. Hoje, nunca pensei que fosse gostar tanto de ler e estudar sobre educação. Quem sabe um dia chegue a ser professor?
Falando em aprender e ensinar, gostaria de fechar essa seção de lições aprendidas com a minha contribuição à teoria do “ciclo de aprender, fazer e ensinar”. Pessoalmente, não vejo esse processo como um ciclo, mas mais como uma escada. De fato, o inicio do PET é muito marco pelo aprendizado. Você passa meses imerso num mundo novo, onde cada item de ação parece ser completamente novo. Contudo, acredito que você não deixa de aprender quando passa a “fazer”. Mesmo quando começa a ensinar, ainda está “aprendendo” e ainda está “fazendo”. Dessa forma, cada uma dessas etapas é como um degrau, que vão somando suas alturas a medidas. Então, o petiano ideal seria aquele que é capaz de aprender com os demais, fazer aquilo que o grupo precisa que seja feito e ensinar aos demais aquilo que sabe.
Bom, feita essa retrospectiva mais conceitual de aprendizado, gostaria de passar às despedidas. Meus queridos, foram os melhores dois anos da minha graduação. Graças ao PET eu conheci fui ao Rio de Janeiro, Niterói, Belo Horizonte, Guarapuava, Maringá, Londrina e Pato Branco. Aprendi sobre Gestão, gerenciamento, administração, várias áreas da Engenharia, programação, e até botânica. Tive a oportunidade de aprender com grandes professores e profissionais. Quanto mais pode dizer que quase bateram boca com o cara que construiu a ponte Rio-Niterói? Foi a um evento nacional e até organizei um.
Durante esse tempo, convivi com X petianas e petianos, dois tutores, trabalhei em Y projetos e cumpri pelo menos 2360 horas de PET. Foram 825 dias como petiano, 80% do meu tempo de graduação. E hoje, cada uma das essas horas já parece pouco. Cada um de vocês foi parte fundamental dessa caminhada, a sua própria maneira. Agradeço imensamente toda a paciência que tiveram comigo nesse período, eu sei que não deve ter sido fácil. Aprendi muito com todos, e podem ter certeza que hoje sou uma pessoa um pouco melhor, graças vocês.
É com um grande peso no coração que eu me despeço do grupo. E deixo também meus votos, não de sucesso e vitória, esses eu tenho certeza que terão, mas sim votos de desafios. O PET me proporcionou muitos destes desafios e eu gostaria que vocês tivessem essa mesma oportunidade de crescer.


Stephanie Karina Zau, egressa do PET em 2016


Bom pessoal, eu não queria estar aqui e agora escrevendo essa carta. Não mesmo. Sabe quando você fica tão nervosa, a ponto de sentir borboletas no estômago e aquele nó na garganta?! É basicamente assim que eu me sinto agora. Por mais que eu soubesse que essa jornada chegaria ao fim, nada é tão impactante quanto o momento em que algo realmente acaba. Dia 23 provavelmente será meu último dia. O último dia que eu vou saber a senha da porta, que vou estar com todos vocês, seja discutindo, planejando, debatendo, criando, relembrando, ou sequelando, vai ser meu último dia. Pulando um pouco dessa parte triste e de despedida, eu gostaria de tentar passar o que o PET significou pra mim.
PET, como eu te definiria? Se eu tivesse escrito essa carta há um ano, eu diria que o PET foi uma VIAGEM. Hoje, acredito que o PET seja uma PARTE de mim, algo que eu precisei muito pra conseguir me manter aqui na universidade. O PET me deu ânimo, me deu uma esperança no meio da rotina maçante da universidade. Me deu uma visão de mundo mais aguçada, me fez ser menos umbiguista e entender as particularidades de cada um. Me deu um pouco de autoconfiança a cada desafio que surgia (sim pessoal, vocês que tiveram algum período de convivência comigo sabem que um dos meus maiores defeitos, que acabam atingindo outras potencialidades, é a minha falta de autoconfiança), o PET me ajudou muito com isso. É uma luta contínua e, por mais que eu não tivesse dito isso anteriormente, estar com vocês tem me ajudado muito a superar essa e outras dificuldades pessoais. Com vocês aprendi a valorizar mais do que o resultado: Aprendi a dar valor ao processo, às pessoas envolvidas nele e os pequenos ou grandes gestos que aconteceram durante todos os dias da nossa convivência.
Quando conheci a fundo o PET, entrei numa dimensão que (in)felizmente nem todos os alunos do curso acabam entrando. Para os que têm essa oportunidade, aproveitem: Vocês não vão encontrar tão fácil um lugar que você possa errar antes de acertar, em que as pessoas tenham PACIÊNCIA, te OUÇAM, e te VALORIZEM. O PET não só me trouxe realizações pessoais, como também me fez enxergar que quando estou descontente com alguma coisa, eu posso me juntar com pessoas que tenham um mesmo objetivo, realmente arregaçar as mangas e fazer algo por isso. E quando estamos contentes por algo bom, podemos contribuir, nem que seja com pouco, para ficar ainda melhor. Enquanto eu vou escrevendo a carta lembro de tantas coisas na minha trajetória (mais nossa do que minha, porque não vivi isso sozinha), que foram de apenas 2 anos e 3 meses, mas que me fizeram viver situações que eu ainda não havia passado com 19 anos de vida.
Foram tantos projetos... Já entramos em 2014 ajudando no Desafio Intermodal e na Competição de Pontes de Papel. Ainda nesse ano eu faria a viagem técnica mais incrível da minha vida até então, e sem o PET eu não teria tido essa experiência. No ano de 2015 participei da Semana do Calouro, Ciclo de Seminários, o Melhor Projeto (vou falar mais dele depois), mais uma Competição de Pontes, além de tantos outros projetos. O que eu gostaria de destacar nesse ano, foi algo chamado EVENTO. Os agora egressos do PET falavam tanto de evento... Mas que raios seria isso? O que as pessoas fazem nesse lugar? Por que existem pessoas polêmicas em eventos? Hahah. Vou contar pra vocês o que aconteceu quando eu comecei a participar de eventos: Eu vivenciei a imensidão e a real importância do programa. O PET não é só um programa de educação tutorial que existe em alguns cursos e eles fazem atividades que sabe-se-deus lá quais são.
O PET é um programa de impacto nacional, multifacetado, que possui uma preocupação não só com a melhoria da área técnica do profissional, mas sim com a sua formação como ser humano, além da melhoria da educação do nosso país. Mais do que isso: O PET tem papel de multiplicar boas práticas, disseminar boas metodologias e boas ideias pela academia, atingindo também a sociedade. E cada grupo tem papel fundamental no seu curso, na sua instituição, independente de quais atividades realize. Só de pensar que muitas pessoas lutaram há alguns anos atrás pra que esse programa existisse até hoje, pra que nós tivéssemos essa oportunidade, só nos faz mais responsáveis em manter e melhorar o programa cada dia mais. E foi isso que eu senti enquanto eu estive no PET. Cada experiência a mais com o programa, eu fui criando mais afeição por ele.
Nesse momento, o PET pra mim deixa de ser algo, e se torna ALGUÉM na minha vida, e por isso que eu disse que o PET se tornou parte de mim. O PET somos todos nós, somos essas pessoas, que apesar dos corres da graduação, de todas adversidades da vida pessoal, de termos férias mais curtas, de abrirmos mãos de muitos sábados de sono, ainda temos a paciência, o cuidado e o carinho de ficar horas e horas analisando, discutindo e planejando pra juntos tomarmos ações para melhorar. Sempre melhorar. E querendo melhorar as coisas nós também melhoramos uns aos outros, nos contagiamos.
Voltando agora para algumas particularidades do nosso grupo, o PET Engenharia Civil UFPR, para mim foi um ambiente de grande aprendizado durante todo o tempo. Alguns dos projetos que posso citar pra ilustrar minha estadia aqui foram: O famoso PET PCU (melhor projeto), onde eu pude aprender muito mais sobre uma vertente técnica do curso, patologia das construções, além de toda elaboração de laudos e publicações em eventos; Uma pesquisa individual na área de Educação na Engenharia, que por mais que eu enxergasse importância, vi muito mais potencialidades para a melhoria do nosso curso, o que me fez apaixonar ainda mais pela área da educação; o III CONPET, um grande desafio pra todos nós, organizar um evento daquele porte pela primeira vez, acredito que fez com que todos nós tenhamos crescido além de podermos fazer com que mais pessoas discutam esses temas nas suas IES; os PBLs, quem diria que nós estaríamos trabalhando mais ativamente com os professores em sala de aula com um método diferenciado?! O Desafio de Taludes (socorro), que também nos fez passar dos nossos limites e perceber que juntos somos mais, e que somos capazes! Poder participar de 3 processos seletivos de discentes e mais um de tutor, enxergando toda essa mudança do grupo, todas as diferentes faces que o PET pode apresentar... Tudo isso é fantástico. As viagens... Gente, eu conheci Maringá, Londrina, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Rio Branco, Natal... Norte, Nordeste e Sul, mais uma vez sou grata ao programa por isso, por poder contribuir e receber contribuições de todos os cantos do país. Além disso, guardo na memória todos os momentos únicos de integração que tivemos (isso eu quero pra sempre!).
Já falei muito bem do PET, mas será que é tudo tão lindo e perfeito?  Não, não é, e nós que estamos aqui ou quem já passou sabemos muito bem disso. Ás vezes acabamos dando “coices” sem querer, ás vezes temos problemas de comunicação, temos dias ruins e de mau humor. Ás vezes estamos cansados, sobrecarregados ou preocupados com outros problemas externos. Muitas vezes as coisas não saem muito bem como nós esperávamos. Fazer parte de tudo isso também te faz criar certa maturidade e te faz conseguir lidar com esses tipos de situação. Aproveitando esse momento, eu gostaria de me desculpar pelas vezes em que eu poderia ter dado mais de mim e não dei, ou dos momentos que eu deveria estar e não estive, e também por palavras que eu tenha dito que possa ter machucado alguém e não cheguei a me desculpar. Mas enfim, viver tudo isso também construiu parte do que sou hoje.
Já estou chegando ao fim da minha carta e também em um dos últimos momentos que eu vou estar com todos vocês ao mesmo tempo nessa sala. O que eu posso dizer no final de toda essa vivência aqui é MUITO OBRIGADA. A universidade realmente é um universo repleto de coisas novas pra se viver, pra se absorver, e também para se contribuir, e o programa de educação tutorial, através do grupo PET Engenharia Civil da UFPR me mostrou isso. Obrigada pela oportunidade de mudar o nosso curso, obrigada pela oportunidade de mudar as pessoas que estão ao meu redor, e obrigada por permitir que eu me mudasse constantemente. Tenho muito orgulho de todos vocês, de tudo o que vocês sempre têm feito aqui no PET, por acreditarem que sim, sempre existe uma forma de contribuirmos e melhorarmos a educação no nosso país.  Amo muito todos vocês, e espero que vocês vivam intensamente o PET, aproveitem tudo o que ele tem a oferecer, e ofereçam tudo o que estiverem aos seus alcances. Me sinto muito feliz por ter feito parte disso. Agora é hora de dar tchau, porque mais pessoas precisam viver todo esse universo.
Com muito carinho (e de coração apertado),
ZAU

Dayane de Cristo Miranda, egressa do PET em 2016.

"Resumir dois anos de experiência em uma carta não é tarefa fácil, mas faz parte do espírito petiano fazer coisas desafiadoras, não é mesmo?
Ao tentar refazer essa tragetória é impossível não me emocionar, porque esses dois anos de crescimento profissional como petiana estão muito ligados a dois anos de muito crescimento pessoal! Quem conviveu comigo nesse tempo acho que concorda comigo.
Pensando no porque quis entrar no PET tenho certeza de que a gente só sabe o que é o programa depois que já faz parte do PET, ou melhor depois que É O PET. Eu acabei entrando no programa porque queria desenvolver pesquisa e achei que seria o melhor lugar para isso. Ao poucos descobri que o PET não era só pesquisa e ficava cada vez mais empolgada com as descobertas e possibilidades. O programa foi um grande motivador para que eu permanecesse na graduação e acreditasse que não eram só de boas notas que se faziam bons engenheiros. 
Mas eu admito que chegou um momento em que eu desanimei. Desanimei muito, porque parecia que o desafio era maior do que conseguiamos aguentar, porque achei que mudar a graduação era uma tarefa impossível para um grupo de alunos e que na verdade esse grupo não fazia muita diferença. Nessa época eu comecei a achar que o PET já não podia me ensinar mais nada e que meu tempo ali já tinha sido o suficiente. Foi quando eu percebi o real significado de ser petiano. Eu percebi que o petiano deve sempre estar aberto ao aprendizado, pois as oportunidades são inumeras e o aprendizado só vem para quem está de mente aberta para ele. Eu percebi também que o processo de tudo que realizamos é a chave desse aprendizado e, não necessariamente, o resultado final. As pessoas que conhecemos, as ideias que trocamos, construimos e desconstruimos, tudo torna esse processo tão rico e complexo que toda a experiência adquirida através dele é muito maior que qualquer resultado. Mas claro que ser um bom petiano é buscar resultados também! Querer fazer tudo da melhor forma, ser super auto critico, fazer muitos feedbacks, prévias, e no final ainda achar que podia ter feito melhor. E ainda saber aceitar críticas sobre seus erros e não ficar chateado com isso. E da mesma forma, apontar os erros dos outros de forma positiva, por entender que só assim se constroi algo melhor, com a ajuda e opinião de todos.
Dessas experiências de PET eu levo comigo coisas incríveis que jamais esquecerei. Em todos os dias e noites de trabalho, sábados, feriados, congressos, encontros e conversas eu aprendi o que é a engenharia civil de verdade.  Conheci profissionais e pessoas que admiro muito e hoje são referências para minha vida profissional. Pude desenvolver minha capacidade de resolver problemas, minha pró atividade, pude realmente aprender a trabalhar em grupo (a ouvir e a respeitar o tempo dos outros),  me desenvolvi como cidadã, com consciência e preocupação no futuro da sociedade e da educação. Aprendi que com humildade se vai mais longe, pois como eu já disse, tudo traz consigo uma lição. Aprendi que o nosso lugar no mundo não é estático e que ele não é uma caixinha fechada. Que só pensando fora dessa caixinha conseguiremos articular todo o conhecimento que temos e construir uma sociedade mais justa para todos. E engenharia? Aprendi também! Foi justamente no PET que eu conheci a área da engenharia civil que mais me fascina e que eu quero seguir como profissional, culpa do professor Marcelo!
Mas da onde vem todo esse crescimento e por que o PET é um programa tão único? Para mim é pela diversidade que ele traz consigo. Primeiramente ao nos fazer entender a importância da indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão na nossa formação profissional-cidadã. E também por trazer consigo uma diversidade de pessoas e ideias incrível. Desde os interpets, até os eventos regionais e o nacional podemos conviver com pessoas dos mais diversos cursos, com diversas opiniões, projetos e diferentes forma de ver e transformar a educação. Afinal onde mais eu poderia ver um grupo indígena apresentando seus trabalhos e defendendo seu povo e sua permanência na universidade? Onde mais eu poderia pensar em desenvolver novas metodologias de ensino, ao invés de me conformar que na universidade é assim mesmo, o professor não ensina direito, ninguém aprende, é normal todo mundo reprovar e não saber relacionar direito os conteúdos que aprendeu? Onde mais eu poderia aprender tanto sobre planejamento estratégico, gerenciamento de projetos, ensaios não destrutivos em estruturas de concreto armado, fazer muitos artigos, atolar o meu carro e ainda sair feliz da vida? Só no PET mesmo!
É por isso que eu agradeço imensamente a opotunidade de fazer parte desse programa. O PET, sem dúvidas, foi um divisor de águas na minha vida e eu desejo que todos e todas que passem por aqui sintam o mesmo. Agradeço a cada um que fez parte dessa familia comigo. Primeiramente ao professor Marcelo, que admiro muito como profissional e que tutorou essa minha descoberta profissional.  À Marcela por ser uma das pessoas que mais compartilhou essa descoberta comigo, desde o inicio da nossa pesquisa a todos os aprendizados, frustrações e empolgações de todos os projetos! Obrigada por tudo Mar, nada disso seria o mesmo sem você, espero ainda poder trabalhar contigo depois de formada, porque te admiro muito! Ao Rodolfo, que expulsou todo mundo do nosso PS e que foi uma pessoa incrivel de se trabalhar durante todo esse tempo também! Rod, admiro muito seu engajamento, seu talento e a forma como você consegue lidar com tudo tranquilamente, mesmo quando está acabando o prazo, o dinheiro e a paciência de todo mundo! Ao Leandro por ter um coração tão bom, por se preocupar com todo mundo de forma tão sincera e me ensinar sempre a tratar as pessoas de forma gentil! Muito obrigada mesmo, você me inspira a ser uma pessoa melhor! E nós ainda vamos fazer mestrado juntos hein, pode escrever! Ao Willian, por todos os spoilers de Game of Thrones, por também me inspirar a ser uma pessoa mais gentil e centrada. Quero um dia ter um pouco da calma que você tem Wizinho! Não se deixe abalar por nada e siga firme nessa vida de petiano! Você ainda vai ter muita atuação politica nesse programa, tenho certeza! À Zau, por ser tão diva (nunca deixe que te digam o contrário)! Obrigada pelos desabafos e pelo seu engajamento com o programa e com os projetos sempre! Ao Lucas, obrigado pela companhia, pelas risadas, pelas criticas ao grupo (sempre necessárias), pelos artigos escritos e pela disposição a ajudar, sempre! Ao Marcelo, por me ensinar que eu não era perfeccionista o suficiente (brincadeira), por me fazer prestar atenção aos detalhes e tentar manter a calma, mesmo com mil coisas atrasadas e urgentes pra fazer! Tô fazendo muita yoga pra desenvolver sua paciência viu? Um dia chego lá! À Maria, por ser tão organizada sempre e por ter esse senso de humor incrível (e pesado as vezes)! Ao Matheus por se desenvolver tanto desde o PS (eu vi você crescer cara!), por ser empolgadão e por todas as gírias jovens que você me ensinou: podecrê! Ao Otávio, por ser sempre meu baby (sempre vou te chamar de Tavinho, pode achar ruim, eu não ligo) e por ser um cara super sério, que leva as coisas a sério, dá o melhor de si e está sempre disposto a aprender. Eu sempre vou estar disposta a te ajudar, pode contar comigo para o que você precisar, sempre! A Isabella, por trazer sempre discussões tão legais pro PET, por favor, continue! Estimule o grupo a pensar cada vez mais sobre questões sociais e não deixe isso morrer! Ao Rodrigo, ou devo dizer Batman, tão baby e já tão engajado, conseguimos até te sujar de tinta num sábado a tarde né! Por favor, não perca essa empolgação e esteja sempre aberto a tudo que o PET pode te oferecer. Ao Gabriel, que mal entrou no PET e já tava trabalhando diretão no CONPET! O PET é isso cara! É doação, é fazer um video em algumas horas, é pendurar faixa na frente do alojamento tarde da noite e é ver que no fim tudo isso valeu a pena. Tenho certeza que o programa vai te trazer muitas coisas boas e que você vai oferecer muito da sua experiência e pluralidade ao grupo! À Thais por sempre estar sorrindo na sala do PET, por seu emprenho em tentar fazer de tudo, mesmo sem entender muito bem ainda o contexto global das coisas, porque afinal vocês estão só a dois meses no PET né?! E finalmente, agradeço a esses mais de 30 anos de história que culminaram no que o PET é hoje e agregam a cada um que faz parte! O PET sempre vai estar dentro de mim, na minha forma de pensar.. afinal como sempre dizem, nao existe ex-petiano existe petiano egresso, uma vez petiano sempre petiano! 
Por fim gostaria de deixar um conselho: participem de tudo que puderem, dos interpets, dos sulpets, enapets, e tudo mais, façam parte do programa, sejam o programa, percebam a grandiosidade a qual vocês fazem parte, construam uma educação mais inclusiva e com mais diversidade, promovam discussões, percebam as pessoas incriveis que os cercam e estejam de coração e mente aberta sempre! Que o PET seja tão incrivel para vocês quanto é para mim!"

Marcela Dutka Hortega, egressa do PET em 2016.


"Aqui começo a minha carta de desligamento do PET com pouco menos de um ano de permanência no programa, é uma carta extensa, me desculpem. Acredito que algumas coisas estão frescas na minha memória e não quero perdê-las até o dia em que, de fato, irei me desligar do programa. Entrei no PET no meu primeiro semestre do curso e eu tinha em mente o desejo de me envolver com alguma coisa da universidade, nada diferente do que a maior parte das pessoas. No começo não foi fácil, não é para ninguém, é uma rotina diferente, um ritmo diferente, mas vejo que eu, a Day, o Rodolfo e a Polyana pegamos rapidamente o ritmo do programa, provavelmente por causa da bomba de petianos saindo e indo para o Ciências sem Fronteiras na época, meu deus, cada semana era um ‘Aviso Joãozinho’ na pauta da reunião semanal.
Desde cedo, achei incrível como somos naturalmente destinados a firmar relações com as pessoas no PET, é muito legal você conhecer e, sim, virar amigo de tantas pessoas diferentes mesmo com 2 dias de convivência. Lembro que eu pensava "Cara, como a Kemmylle consegue ser tão apaixonada pelo PET? Faz parte dela!" e agora entendo perfeitamente, porque me sinto exatamente da mesma maneira, mas agora vejo que a melhor palavra para descrever isso não é paixão, mas sim dedicação.
Vejo nitidamente que neste primeiro ano evolui muito, pessoal e profissionalmente. Lembro que o meu processo seletivo foi péssimo, tinha certeza que eu não ia conseguir entrar, isso porque, de maneira resumida, tive um ataque de riso durante o debate e fiz uma apresentação individual com 4 slides, acreditem. Mas eu entrei, e depois que você entra, o próprio fato de você fazer parte deste programa e do grupo, faz você aprender muitas coisas sozinha rapidamente. Tive que aprender a lidar com horários e rotina – coisas as quais nunca fui fã; responsabilidade financeira – quando fui do DeFin; organização das coisas – quando fui almoxarife – organizar palestras e atividades na primeira semana de ingresso no programa (socorro); Contatar com palestrantes e pessoas importantes; etc...
Tudo isso é muito bom, porque você acaba se conhecendo, você descobre capacidades que não sabia que possuía. Quando eu ia imaginar que o Carlos Henrique Siqueira iria responder minha solicitação de visita, ficar puxando meu saco na palestra super legal que ele deu na UFPR ano passado (2014) e virar o mundo de cabeça para baixo para que nossa visita à ponte Rio-Niterói fosse realizada?! É inacreditável.
Nunca imaginei que fosse viajar tanto. Logo no início fui pro ENAPET em Santa Maria... descobri que a cidade é feia e que não devemos pegar taxi executivo, é perigoso. Também fui ao Rio de Janeiro e não visitei os pontos turísticos, triste, porque sempre quis tirar uma foto no Pão de Açúcar, mas ainda assim não posso reclamar, porque andei de lancha na Baía de Guanabara, me hospedei na Lapa, fui numa balada que tocou o batidão carioca, onde, inclusive, vi uma das cenas mais raras dessa vida (passinho do Rodolfo, é claro) e ainda dei uma de turista falando em inglês em Copacabana com o Rodolfo e a Polyana.
Claro, no PET você se estressa, é normal, a vida é assim. As coisas sempre vão dar errado e você vai ter que rebolar para fazer dar certo. Mas isso é bom, faz a gente crescer, nos ensina a viver. Pelo menos segundo o meu ponto de vista, é claro.
Vejo também aprendi a trabalhar em grupo. Aprendi que minha opinião é importante, aprendi a falar o que penso sem obrigar ninguém a pensar como eu. Isso é o PET: você convive em grupo, tem que tomar decisões em grupo que talvez não sejam as que você queria. Você discute com as pessoas, fala um monte, e 5 minutos depois, quando acaba a reunião, você tem que olhar pra elas e pedir desculpas ou desculpar. Mas a gente TEM que conviver, porque são 20 horas semanais (na verdade ouso dizer que muitas vezes foram 40) que você irá passar com elas e o ambiente precisa de paz, descontração e harmonia.
Falando em descontração, está aí outra coisa que aprendi: seriedade. Até me considero um dos petianos mais chatos quanto a isso no momento, sempre tento puxar a galera pro foco das reuniões e ficar atentos ao horário. Agora sei que existem horas de rir e horas de ficar sério. Eu posso continuar entrar na sala cantando e dançando todos os dias, mas em determinados momentos, é preciso concentração.
Quando eu ia imaginar que no primeiro período de engenharia civil ia me envolver em uma pesquisa sobre argamassa com adição de fibras e fazer um artigo sobre isso? EU NEM SABIA O QUE ERA CIMENTO, MUITO MENOS ARGAMASSA! Aí que tá, eu provavelmente não ia me envolver, o PET fez isso comigo.
Acho engraçado como, até aqui, com um ano participando do programa, já tenho tanto a falar sobre a experiência petiana. Nunca imaginei que fosse assim: algo se tornar tão importante, tão fundamental. Fazer com que eu me conhecesse melhor, despertar meu interesse por política! Só para terminar essa partezinha (nem tão inha) da carta, queria só complementar que saímos do planejamento e, olha, PASSAR O DIA INTEIRO DAS SUAS FÉRIAS NA FACULDADE NÃO É FACIL! Mas também não é difícil quando você gosta do que você faz. Mas agora vamos esperar o meu próximo ano de petiana passar para ver o que eu continuarei a escrever. Neste momento já estou com outros olhos, na verdade outro cabelo e outro corpo desde que entrei, mas sei que ainda há de mudar muito.
Escrevo agora com passado um ano, não pretendia voltar tão cedo, mas aqui estou. Está acontecendo a Semana Acadêmica de Engenharia Civil. Algumas coisas mudaram desde a última vez que escrevi... Novas pessoas entraram no processo seletivo, tivemos que repassar conhecimentos, conhecimentos que eu nem sabia que eu tinha. O meu terceiro período terminou. Terminou sem DP e com uma disciplina trancada, o que ouso dizer que foi uma vitória! Foi muito difícil conciliar os estudos com a vida pessoal e o PET, e o mais inesperado é que pensei em desistir de tudo, menos do PET. Agora eu sei que não quero que a minha graduação se resuma a notas boas e moral com todos os meus colegas. Eu quero viver a universidade. Enquanto estou aqui, vou aproveitar isso! No meu currículo e na minha futura profissão não vai ter o ira estampado, mas sim as experiências que eu tive. Acho que a universidade é isso mesmo, ensino, pesquisa e extensão, mas também é política, diversão, relações com as pessoas, comportamentos, mudança, luta e fé.
Gente, universidade é luta! É o momento ideal para revolucionar, para se comprometer com alguma coisa que pode acontecer e que você acredita que vai acontecer. É o momento de lutar por aquilo que você preza. É o momento de lutar pelo PET! Nós somos universitários, temos a função de contrariar a situação política em que vivemos. Vamos mudar essa situação. Vamos mostrar nossa indignação! Vamos nos movimentar, nos manifestar. Vai servir para alguma coisa? Não sei, mas a nossa fé em nós mesmos e no que acreditamos ser relevante nos incita ao menos a tentar. Não dá pra simplesmente ignorar. Vamos nos mobilizar, PET!
Lendo agora, mais tarde, não sei direito o que foi esse surto, mas voltando para a carta, hoje parei para pensar em como o grupo confia em mim. Fui sozinha com o Willian para Belém representar o PET Civil UFPR e apresentar um trabalho, uau (ênfase extra nessa viagem em que perdemos a conexão no aeroporto e ganhamos um combo de visitas em Brasília na faixa). Também foi confiado a mim apresentar o curso de oratória na semana academia. Logo eu, que tinha GRANDES, EM CAPS LOCK MESMO, problemas com oratória quando ingressei no programa. Estamos no segundo dia de curso de oratória e sei não sou a melhor oradora do mundo, mas também vejo que evolui muito e que me esforcei para dar o meu melhor e todo o curso em si foi um grande crescimento para mim.
Às vezes me encontro em crises existenciais. Bem pertinentes, inclusive. Porém, se ter pessoas que te olham todos os dias e estão ali pra te ajudar, estão dispostos a conversar e te botar pra cima não é ter amigos, eu realmente não sei o que são amigos. O PET são pessoas, e isso me conforta. Você se transforma no PET. Onde mais eu vou encontrar algo assim no mundo? Sei que se alguém falar mal do PET, estará falando mal de mim e estou disposta a defender o programa com unhas e dentes, porque eu sou o PET.
Maio de 2016, quaaaaase na hora de sair! Tem mais algumas coisas que eu queria falar e que não abordei anteriormente. Primeiro: PROJETO PET PCU. Gente, gerenciar projetos é muito difícil! Ainda mais quando buscamos a excelência e as coisas acontecem fora do planejado. O projeto atrasou, se arrastou, deu muita coisa errada, teve equipamento perdido, mas FOI LINDO. FOI MARAVILHOSO. Foi uma das melhores experiências dentro do PET, eu e a Day éramos apenas fascinadas pela área pelo nosso projeto, infelizmente, ninguém teve o privilégio de presenciar nossas conversas no carro, nas palestras, indo para a UTFPR pirando o caminho inteiro sobre patologia das construções, nosso futuro e nosso projeto. Foi um crescimento imenso! Um aprendizado incomparável. E depois das noites mal dormidas, da estadia na sala do PET até 23h30+ com a Zau e a Day e de esforço de todo mundo que participou, esse projeto gerou 6 trabalhos! Que orgulho. E só eu apresentei dois deles! Sim, me mandaram pra Belém de novo, para eu quase morrer de medo naquela cidade horrível, e eu, no 3º ano de Engenharia Civil, apresentei um trabalho para pessoas formadas e especializadas no tema. Inesquecível. Incomparável. Não tenho palavras para agradecer por essa oportunidade.
E, é claro, não posso e NEM DEVO, esquecer do CONPET. Tradução de CONPET = ‘como se estressar e despencar o rendimento acadêmico da Marcela’. Lembro que eu escrevi na imersão que, para mim, CONPET significava superação. E isso resume. Superação. Superação das diferenças, das adversidades, dos problemas, do stress, das capacidades, das ilusões, dos medos. Tive medo, muito medo. Medo de não dar conta do que eu tinha para fazer, medo do grupo não dar conta, medo de dar errado, de não termos inscritos, dos palestrantes faltarem, de, sei lá, o Prédio Histórico desabar. Mas superei, ou melhor, superamos, todos juntos. Tenho orgulho de falar que o PET CIVIL UFPR organizou o terceiro CONPET, e eu era o PET CIVIL. Organizamos o melhor evento que eu já participei JUNTOS e unidos. Agora olho para trás e penso, ainda bem que naquele momento de pressão em Maringá o professor Marcelo me olhou sério na assembleia e perguntou pra mim se eu aceitava o CONPET e eu disse que sim (já que até então eu era a única relutante)! Faria tudo de novo.

Foi uma experiência de 2 anos e 2 meses que não tem como resumir em 3 parágrafos. Tanta coisa aprendida, tanta coisa sentida, tanta coisa mudada. Eu não sei se agora que estou saindo deixo algum legado para o programa, talvez eu tenha incentivado a maior participação na política do PET, foi algo que prezei bastante e participei desde o começo, tentando incentivar (e puxar a orelha) do grupo sempre que possível. Talvez não, talvez não tenha um legado e as pessoas talvez não sintam minha falta. Mas tudo bem, me importo em dizer que o PET foi a melhor experiência que eu já tive na minha vida, que eu não sei como serão os meus dias sem ir para a sala nos intervalos, que eu não consigo imaginar minha vida sem os estresses das reuniões semanais. Fez a diferença na minha formação e me mostrou os lados da engenharia que a gente não aprende, que a gente vive e começa a observar.  Gostaria que mais pessoas vivenciassem as experiências que eu vivi, mas vocês precisam estar abertos para isso. Se arrisquem, deixem o medo de lado, inovem e ajam. Obrigada por essa oportunidade, família PET."

Rodolfo Augusto da Costa, egresso do PET em 2016.


"Se eu pudesse resumir meus dois anos no Programa de Educação Tutorial eu diria que foi uma grande viagem, conhecendo lugares, pessoas e a mim mesmo de uma forma que jamais pensei que fosse possível. Dividi minha carta em diários de bordo, pois acredito que sejam visíveis os aprendizados e erros que obtive em cada momento marcante dessa viagem.

Diário de Bordo 1: 12:05, saindo da aula de teatro, está um pouco quente, decido ligar meu celular e vejo uma mensagem: Rodolfo, saiu o resultado do Processo Seletivo! Penso: caralho, fudeu! Estava sem internet, não conseguia acessar meu e-mail, talvez aquele sentimento de ansiedade fosse um pressentimento de toda a minha jornada no PET, a ansiedade sempre caminhou comigo, não como um ponto fraco, pois soube trabalhar com ela, mas como algo bom, me fazia bem senti-la, algo que se aproximava da adrenalina.

Diário de Bordo 2: Estou nas minhas primeiras semanas como petiano, eu acho que a galera não gosta muito de mim, eu entrei e cinco estão dizendo que vão sair. Poxaaa, se não bastasse acabo de fazer uma merda enorme na palestra, imprimi a lista errada, o Pará vai me matar.

Diário de Bordo 3: O Pará não me matou, ele com toda a paciência me explicou de novo, isso foi bacana, acho que entendi pela primeira vez que errar é uma oportunidade nova para se aprender.

Diário de bordo 4: Acho que são duas da madrugada de 30 de maio, tive cinco provas essa semana, e agora entendi a razão de falarem: eu prefiro o PET que a graduação, lógico o PET não tem provas!

Diário de bordo 5: Férias de um mês e meio no meio do ano: amo esse PET... Pena que isso não se repetiu nos anos seguintes

Diário de bordo 6: Estou em Santa Maria na minha primeira viagem sem meus pais, sim o PET me proporcionou nove dias com minha nova família! Estou podendo conhecer a cidade, ouvir sotaques, sentir emoções, rir, chorar, correr, gritar, pela primeira vez senti a liberdade.

Diário de Bordo 7: Estou me sentindo muito feliz esse semestre, pois pude me doar mais pelo programa, estou fazendo tem dias o dobro do meu horário é isso de alguma forma me fez me importar com os estudos da graduação e me envolver mais dentro do curso. A disciplina de Sistema de transportes me fez ver que é possível mudar desde que haja pessoas querendo, e me abriu a mente para a problemática da educação na engenharia.

Diário de bordo 8: Confesso que chorei muito nesse processo seletivo, ser profissional às vezes dói.

Diário de bordo 9: Rio de Janeiro continua lindo, e com o PET Civil foi ainda mais lindo.

Diário de Bordo 10: Nunca imaginei que aquele dom que tinha no fundo sobre administração serviria pra algo, realmente o PET aproveita suas qualidades de tal ponto que você percebe que as tem.

Diário de bordo 11: Tive que opinar sobre algo que me arrependo, porém o crescimento não foi apenas pra um dos lados, o amadurecimento foi pra todos.

Diário de bordo 12: Eu queria a CPP V, consegui, agora não posso errar.

Diário de bordo 13: No caminho sempre há perdas, perdi uma grande companheira, bem diga-se de passagem acho que errei.

Diário de Bordo 14: Março de 2015, o marketing demonstrou sua força nesse processo seletivo. Não chorei, mas continua a premissa que afilhado meu dificilmente passa. Talvez devesse usar minha manipulação para algo.

Diário de bordo 15: Reunião minha e da mar no Mc em Maringá, confesso que pensei que não éramos capazes de fazer algo tão grande.

Diário de Bordo 16: Quero ser gerente, estou com medo... Stephanie levantou a mão, eu também... Bem agora mergulharei com tudo.

Diário de bordo 17: Esse segundo semestre resumiria em uma palavra: luta. Mas se pudesse falar várias ficaria quieto porque quero dormir de tanto sono que estou.

Diário de Bordo 18: Minha memória tem falhado, comprei uma agenda mas não sei onde ela está, preciso urgentemente me lembrar das coisas!!! Nas reuniões semanais deixo passar muita coisa importante.

Diário de bordo 19: Quero matar alguém... Semanas antes do CONPET.

Diário de bordo 20: Chegou o grande dia, e confesso que não me lembro da sequência das palestras. Continuo com medo, o mesmo não me deixou, aprendi a conviver com ele da mesma forma da ansiedade. Foi um misto de sentimento, me senti incapaz por não ajudar grandes amigos meus em um momento difícil, me senti irritado com um tutor que não parava de falar, me senti alegre olhando pro céu azul e vendo o quão lindo era aquele dia, me senti em paz quando percebi que meus melhores amigos estavam ali e estavam com esses meus sentimentos.
Observação do diário de bordo: nao sei fazer memória, adeus mundo!

Diário de bordo 21: Estou numa depressão pós CONPET, não consigo sair, isso se misturou com a minha saída do programa, falta tão pouco... E eu tenho que fazer tanto.

Diário de bordo 22: Não sei se opino, ou não opino... Pronto, falei.

Diário de bordo 23: Dei um até mais pro meu segundo lar, dei adeus pro melhor trabalho do universo... Dei até mais pra Maria, pro Marcelo, Matheus, Otávio, Lucas, Willian, Gabriel, Rodrigo, Tati, Ste, Day, Marcela, Leandro, Isa... Sentirei a falta de cada um, como sinto daqueles que se foram enquanto estive no grupo, aquele abraço pra Nad, pro Luís, pro Pará, pro Piu, pra Kemmylle, pro Jullian, pro Arthur, pro Chin, pra Poly, pra Manu, pro Felipe, pra Gabi e pro Marcelo. Também agradeço pelas conversas que tive com o nosso tutor, prof. Marcelo, pois graças a essas conversas pude sentir que deveria fazer mestrado.

Dei adeus pro meu eu antigo, e disse oi pro novo Rodolfo que saiu totalmente diferente do que entrou. Obrigado PETs pelos risos, discussões, sentimentos, loucuras, criações, momentos inesquecíveis que se pudesse colocaria todos aqui, mas dariam mais de 100 diários.

Nesse último diário finalizo com um até mais ao PET Engenharia Civil, pois daqui dez anos estarei de volta, porém como tutor!"


Nadinne Cortz Granato Zem, egressa do PET em 2015.



"Ai gente, juro que fiquei um tempão pensando no que escrever. Pensei em escrever a carta contando um pouco da minha história dentro do PET e porque eu resolvi sair, mas a gente não precisa disso. Quero falar é de todos os bons momentos e todo o conhecimento adquirido em todo esse tempo aqui! Portanto, o que falar desse PET que eu mal conheço e já considero pacas? Ta, ta, eu não mal conheço, eu estou aqui purrinhando a vida das mais diversas pessoinhas a 1 ano e quase 3 meses, e dos que tiveram sorte estou purrinhando a 7 meses (?). Mas assim, falando sério, as pessoas que eu conheci no PET, as grandes amizades, as histórias, todas as experiências, os conhecimentos sobre a faculdade (que eu nunca teria se eu não tivesse feito parte do programa), os conhecimentos sobre engenharia civil, tudo isso eu tenho que agradecer imensamente ao PET e as pessoas que estavam ali, juntinhos comigo. Tudo começou dia 8 de setembro de 2014, quando eu, a Zau, o Leandro, a Manu e o Willian entramos no PET. Jesus, se eu soubesse que ia ter que ficar com a Zau todo esse tempo eu teria desistido. Brincadeira, te amo miga. Continuando, entramos num PET que era muito unido, muito receptivo, com muitas brincadeiras e projetos rolando, muita coisa séria, e muita coisa nova e importante pra passar pra gente. Foi ali que aprendemos realmente o que era uma vida universitária corrida mas que sim renderia muita coisa boa apesar dos esforços e das infinitas noites mal dormidas. Já na primeira semana fizemos parte da finalização de um projeto, o “Desafio Intermodal”, já ali foi bem corrido, eu pelo menos enlouqueci um pouquinho. Já nesse final de ano, fomos pro Rio de Janeiro. Senhor que viagem foi essa? Foi um mix de conhecimentos técnicos, visitas técnicas incríveis, e risadas. Sim, muitas risadas e histórias pra vida, no final acabou tudo certo, e essa se tornou uma das viagens que mais marcaram a minha vida, com as pessoas que mais me marcaram na minha vida. Aí, começou o ano de 2015, o planejamento, vir pra faculdade nas férias, parecia algo chato mais foi incrivelmente bom! Era um clima muito bom aqui, pelo menos era assim que eu me sentia, apesar de a gente ter que ficar trabalhando, eram reuniões que realmente te faziam pertencer ao grupo porque você estava ali, junto com as mesmas pessoas todos os dias, discutindo sobre interesses comuns, decidindo projetos, e depois atuando nos projetos. Realmente foi uma época boa. Toda a minha permanência no PET foi boa! Como eu já disse mas vou reforçar, o PET foi muito importante pra mim, me ensinou diversas coisas, provocou minha capacidade de opinar nas coisas, melhorou minha oratória, me incitou a buscar por novos conhecimentos fora da sala de aula, conhecer sobre a educação no país, participar de eventos, gerenciar projetos, organizar palestras, eventos, cursos, organização interna, resumos, artigos, visitas técnicas, olhe, muitas coisas. É de fato uma oportunidade única, eu me senti fazendo parte da universidade, e dentro de um grupo que eu realmente me sentia a vontade, que as pessoas se ajudavam , ninguém nunca esteve sozinho enquanto esteve no PET. Devo ao PET infinitos obrigados pois me permitiu conhecer reentrâncias da faculdade e oportunidades dentro da faculdade que nada mais poderia me dar. O programa é maravilhoso e as pessoas dentro dele são melhores ainda! Obrigada por todas essas oportunidades! E eu realmente espero que eu tenha agregado valor ao camarote de vocês também, pois vocês agregaram ao meu!
Agora passando para a parte emotiva, falando das pessoas com quem eu convivi durante esses 1 ano e quase 3 meses.

Day: Day minha filha, você é uma pessoa incrível! Confesso que quando entrei no PET achava você mais fechada, mas sabe que quando a gente conhece a Day as coisas mudam! Você é realmente uma pessoa maravilhosa, muito dedicada, que sempre está ali ajudando, e sempre fazendo os trabalhos no PET e fora do PET da maneira mais focada e determinada!

Isa: isa, sua fofa, sei que não passávamos tanto tempo juntas, mas o tempo que passamos foi o suficiente pra saber que vc é uma pessoa magnífica, que deixa as pessoas alegres, e eu realmente admiro sua vontade para fazer as coisas!

Leandro: leandrooo, senhor. Parceirão mesmo. brother! Tiozão master tbm. Graças ao Leandro e essa sua personalidade linda que eu tive coragem de me inscrever para o PS do PET. Leandro não tenho como agradecer todo o se companheirismo, dentro e fora do PET, a ajuda, os projetos em conjunto, me levar nas costas algumas vezes (tipo patrocínio CPP). Você é uma pessoa incrível que acredito tem potencial para muitas coisas. Menos comediante. 

Lucas: Lucassss, migo! Ridículo! Sabe que você apesar de ter entrado depois de mim, me ajudou um monte dentro do PET. Com coisas do Demark, com algumas risadas, discutir assuntos polêmicos. Você é uma pessoa maravilhosa! Muito companheira, ajuda as pessoas quando elas estão meio surtadas, tem muito esforço pra fazer as coisas, e sempre faz elas da melhor maneira possível! Você quer sempre ficar por dentro das coisas que estão acontecendo, e consegue, não sei como, dar conta de toda as tarefas de maneira excepcional.

Luís: eita guri do capeta! Ficava tirando sarro das pessoinhas inocentes em volta dele. Mas sério, luís vc é um cara que eu admiro a paciência, a persistência, e a oratória! Uma pessoa incrível que também vai fazer muito bem ao PET!

Marce: Marce sua linda, o que falar da Marce, sempre estava ali pra ajudar, pra dar uma mão, uma pessoa extremamente comprometida com o programa, que entrou no PET no primeiro semestre do primeiro ano, que naquela época me inpirou um monte pra entrar tbm! Sempre fez os trabalhos no PET com muita atenção, sempre teve uma opinião forte sobre todos os assuntos, não se deixando ficar alterada e criar tretinhas. Muito companheira e amiga! Sempre passamos pelos perrengues juntas e sempre vamos né miga! Você é uma pessoa que terá infinitas conquistas pela frente por ser simplesmente incrível!

Marcelo: Marcelooo, também não tive a mesma convivência com vc, mas percebo que vc é uma pessoa maravilhosa e olhe, a cigana Nadinne ve aqui na bolinha de cristal dela que você é realmente uma pessoa esforçada, que faz seus trabalhos com perfeição, e que vai se envolver bastante com o programa com todas as partes críticas do programa! Isso é ótimo! 

Maria: Maria sua fófis! Lembro quando vc entrou no PET, que vc era mais quietinha, nunca tinha tido a oportunidade de falar muito com vc naquela época, mas depois, como todo bom petiano, vc ficou malandrinha e zoeira! Mas maria, realmente acho que vc é uma pessoa incrível que tem muito a acrescentar ao grupo e a adiquirir com o grupo também!

Matheus: matheuszinho! Durante o seu PS quando descrobri que tinha estudado no mesmo colégio que eu, eu fiquei emocionada. É que e realemente adoro achar essas coincidências nas pessoas e vc tinha uma comigo porque sabia que te conhecia de algum lugar! Acabei descobrindo que vc era uma pessoa muito incrível, esforçada, que adorava fazer petit pavês no corel, mas que também tinha muito interesse no programa e tinha muito interesse em melhorar tudo o que podia com a ajuda do PET! 

Otávio: Otávio seu malandrinho! Quando vc entrou no PET vc era mais sério, mais quietinho, não sei se era só comigo, mas em algum momento devo ter feito alguma piada e vc soltou a franga e agora é mó zoeirinho. Otávio eu acredito que vc tenha muito em comum com o grupo, tem muito esforço, muita vontade de melhorar as coisas e participar das coisas, conhecer coisas novas, expressar sua opinião. Tem futuro, menino otavio! Você é uma pessoa extraordinária!

Rod: Rod! Devo dizer que você sempre era uma pessoa que eu adoro conversar porque me vinha com umas mentirinhas em tom de verdade e eu com aquela cara de boba caía em todas! Sem exceção. Rod sempre será essa pessoa maravilhosa que sempre me fez rir, sempre esteve lá para ajudar as pessoas, e me ajudar, me explicar o procedimento dos projetos, o que correr atrás como fazer, sempre com calma e com alegria. 

Zau: Zau ridícula graças a deus não vou mais ter que te ver todo dia. Senhor Zau, como uma pessoa pode ser tão fofa, engraçada e incrível como vc? Acho que se eu vi a Zau triste ou chateada uma vez foi muito. Se ela estava, ela não deixava isso transparecer na sala, e sempre animava a gente quando estávamos pra baixo, me mandando ir embora, ou me chamando de ridícula. Mas era um amor mútuo. Zau, realmente foi ótimo fazer parte de todo esse processo com vc, desde o começo, e ainda organizar o projeto com vc. Vc é uma pessoa incrível e mega esforçada que sempre está ali pra ajudar todos!

Willian: Williannnn meu migo! Companheiro das biritas nos eventos. Quantas coisas engraçadas teremos pra contar. Você sempre foi mega companheiro, atencioso, calmo, ajudava quando eu estava perdida, e me desculpe dizer,mas se ferrou em pegar pesquisa comigo porque eu sou bem perdida, preciso de alguém escrevendo, apontando, fazendo apresentação de slides, pra entender exatamente o que tenho que fazer. Mas eu sei que vc vai conseguir, porque é uma pessoa extraordinária, que tem vontade de ajudar, de se envolver com tudo e de sempre fazer o seu melhor para que tudo aconteça da forma certa!

Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.

... e eu posso dizer com certeza que eu admiro muito vocês!

Amo muito vocês meu lindjus!



Nadinne Cortz Granato Zem, dezembro de 2015."




Waldney Bruno Lima de Araújo, egresso do PET em 2014.


"Caros petianos e amigos,
Depois de dois anos me despeço disso tudo. Demorei muito para pensar em como seria minha saída, mas sempre estive muito convicto de que seria bem fácil. Me enganei. Não é fácil deixar algo tão bom quanto o PET. Aprendi e amadureci muito aqui. Com certeza, foram os melhores anos da minha graduação.

Pensando nesses dois anos me lembro da minha motivação inicial para entrar no grupo: juntar dinheiro durante um ano pra fazer um curso de AutoCAD e procurar um estágio. Nunca imaginaria participar por tanto tempo, não juntar dinheiro nenhum e só aprender AutoCAD em um curso dado no PET. Também não imaginaria me identificar tanto com esse grupo e me sentir útil para o curso de engenharia civil.

Não imaginaria também conhecer o Rio de Janeiro, Niterói, Rio Grande, Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Juíz de Fora, Santa Maria, Guarapuava e Lapa. Nem andar no vão central da Ponte Rio-Niterói duas vezes, fazer pesquisa científica, dar entrevista pra tv, ser elogiado por professores depois de uma apresentação ou ser vaiado em uma assembléia de ENAPET. O PET me deu experiências únicas, das quais nunca esquecerei. Mesmo os momentos ruins, as infinitas discussões e todos os desentendimentos serviram para que eu aprendesse mais. Hoje vejo uma diferença muito grande entre o que era e o que sou.

Mais importantes do que as experiências foram as pessoas que conheci. Cada um que passou pelo PET Civil tem alguma importância pra mim, cada amigo que eu fiz, cada parceiro de trabalho que eu tive. Agradeço a cada um por poder ter compartilhado do meu tempo de PET com vocês. Agradeço também aos funcionários do CESEC, aos professores, aos amigos apegados, aos alunos e tutores dos diversos outros grupos PET, um em especial, que conheci e com quem aprendi.

Nessas horas de despedida, imagino que cada egresso pense em como vai ser o seu PET sem ele. Já pensei nisso várias vezes e tenho certeza de que esse grupo está em boas mãos. Confio muito em cada um que fica aqui e creio que o grupo atual pode fazer muito mais do que eu fiz.  Vejo várias qualidades em todos e isso me deixa muito tranquilo. Talvez vocês ainda não vejam essas coisas, mas elas me são muito claras. Da mesma forma que o PET acreditou em mim eu também acredito em vocês.

Tenho muito orgulho de ser parte da história do PET Civil e fico muito feliz que não existam ex-petianos, apenas petianos egressos. Me despeço pronto para os novos desafios e com a consciência de que dei o meu melhor. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.

Se precisarem, sempre estarei a disposição. Tenho uma dívida de gratidão com esse grupo e um carinho mais que especial. Continuem o bom trabalho de sempre e que Deus os abençoe.

Waldney Bruno Lima de Araújo, o Pará.

Novembro 2012 - Dezembro 2014."



Matheus Silva Freitas, egresso do PET em 2014



"Caros petianos,

Chegou o momento. O momento em que você passa a relembrar tudo que passou aqui, as pessoas com quem trabalhou, os projetos realizados e as experiências vividas.

Os momentos de saídas são provavelmente os momentos em que você passa a entender melhor como funciona a educação tutorial. È o momento que você analisa sua trajetória, desde que entrou até o momento atual. Começa a olhar seus colegas de trabalho não apenas como colegas ou amigos, mas como tutores. E passa a olhar o que cada um te ensinou durante esse tempo, o que cada um te fez crescer, o que cada um te fez melhorar. E também você passa ver o que você ensinou a cada um, no que contribuiu para este pessoa, o que atrapalhou, o que brigou e o que riu. E isso é o PET, isso é o nosso PET: o produto de 30 anos de petianos empenhandos num objetivo comum, que através da troca de experiência e da educação tutorial, buscam atingir o seu objetivo. O PET é gigante, rico em seus detalhes, porém as vezes invisíveis para quem está dentro.

O PET nos torna exigentes, nós torna critíticos, nós torna reclamões. Reclamamos dos itens de ação atrasados, dos horários não cumpridos, das reuniões atrasadas, do café que ta forte demais e do egresso que ta na sala atrapalhando. Reclamamos de tudo, mas sempre buscando melhorar. Afinal, um pequeno policiamento não é todo de todo mal, e sei que a Polícia do PET não vai acabar, pelo menos não tão cedo.

Sei que demorei pra entrar no ritmo do PET. Demorei pra começar a conhecer a fundo o programa, mas não foi tarde demais. E foi conhecendo-o cada vez mais que fui me envolvendo, participando e me desenvolvendo junto o grupo e com o programa. Foi a partir dai que me senti plenamente um petiano.

E uma das coisas que mais gostei no PET e que me manteve aqui por 2 anos, foi saber que eu nunca estaria sozinho. Eu sabia que sempre poderia contar com alguém, sempre teria alguém me apoiando, alguém me cobrando, alguém reclamando, alguém me ajudando. E eu sabia que teria alguém que contaria comigo para as mesmas coisas. Eu fiz questão de me tornar amigo de todos aqui, de todos que passaram durante este tempo. Eu sabia que mesmo após uma discussão em reunião, um problema interno ou um desentendimento, eu poderia sair da sala e falar sobre futebol, jogos ou contar piadas como se os problemas não existissem.

O PET é isso. O PET é serio, mas também não é tão sério assim. E nos seus detalhes você se apaixona por ele, e garanto que todos que passam por aqui, jamais se esquecerão dele. E fico orgulhoso de ter meu nome na história desse programa e de saber que ajudei o grupo à chegar onde ele está hoje. O PET continua, e deve continuar, independente de quem esteja nele, independente de mim ou independente de qualquer um.

Agradeço pela grande oportunidade que foi trabalhar aqui, a cada um que construiu a história deste PET e a cada um que tive a oportunidade de trabalhar junto.

Um abraço a cada 01 de vocês.

Matheus Silva Freitas, 09 de dezembro de 2014."



Rodrigo Chin, egresso do PET em 2014

"Quando a ideia de abandonar o PET me pulsava continuamente e se fortalecia em meados de abril, eu li umas das cartas de despedida mais inusitadas mas que fazia sentido.
De certa forma, me identifiquei com ela e projetei trazê-la como uma introdução à minha real carta. E como um paralelo à minha real condição no Grupo.
Trouxe, ainda, três histórias para compartilhar com vocês, nada demais.

A primeira delas, é a que na verdade eu já contei, com algumas diferenças sutis;
·         O meu suporte ao grupo terminou oficialmente em 16 de maio, mas desde já declaro que continuará enquanto houvermos contato.
·         Não foram 12 anos de trabalho, mas sim 12 meses; talvez os melhores de toda minha vida acadêmica.
·         Vocês se lembram
o   Dos momentos em que ficava removendo vírus de cada pendrive/computador
o   Das inovações que implantamos no âmbito de organização e postura do grupo
o   Das ideias que saíam da reunião e tomavam forma ali, na sala do PET
o   Das aulas que assistimos juntos
o   Do apoio que passávamos uns aos outros
o   Dos eventos fora da UFPR e viagens que só o PET possibilitou para mim.
·         Boas lembranças mas não tão boas quanto as que tenho de cada um daqui como colega, como amigo.
·         Mas o grupo segue e é preciso dar espaço às novas ideias.
·         Nos próximos dias estarei, talvez, desfrutando da tranquilidade. Agora, preciso de um tempo para mim e a primeira coisa a fazer será me esquecer.
·         E confiar no trabalho de cada um aqui
·         Desejo a vocês o melhor em todos os projetos profissionais e pessoais que empreenderem com este novo grupo
·         Despeço-me agora para preparar minha bagagem
·         Se quiserem ter uma lembrança minha sempre presente, basta usar o Windows não importa qual a versão
·         Espero que fiquem com uma recordação agradável do trabalho de fizemos em conjunto e muito obrigado pela oportunidade de integrar o Grupo PET Civil.

A segunda história que tenho, é sobre conquistas.
Três eram as infinitamente inimagináveis conquistas que desejava para minha graduação.
A primeira delas, antes mesmo de existir graduação, era a que se inicia terça-feira que vem – ainda infinitamente inimaginável.
Outra delas, a experiência de amor-e-ódio, morde-e-assopra, vislumbre e decepção que foi fazer estágio numa das maiores empresas de construção do Brasil.
Depois, veio o PET – na verdade antes, lá na fila da matrícula em 2010 – prometendo o melhor da complementação curricular.
Mas não foi tão cedo que ingressei no grupo, e não foi tão romântica a minha relação com ele – antes e também depois da admissão.
Rondei os integrantes daquela velha geração, e me inscrevi no processo de seleção não uma única vez.
Nunca tive, porém, coragem suficiente para abrir mão de tudo e me fazer Petiano – e logo saberia que seria realmente tudo! Minha dificuldade em dizer “não” me afastava do sonho PET.
Até o momento em que o Grupo PET foi o “sim” e o resto virou “não”.
Não que eu tivesse lançado mão das outras atividades, nem que não devesse. Esse talvez foi um dos erros que culminou na leitura da presente carta.

E com isso, trago a terceira história, sobre perdas.
Uma vez, eu abri mão da universidade e tudo o que levava a ela, achando ser a melhor saída para minha condição. Mas a perda não foi essa, e sim ter retomado um ano e meio depois.
Nesse processo, perdi amigos, a confiança dos colegas de classe e professores, perdi a motivação na Engenharia Civil, e infelizmente na vida acadêmica.
Hoje adiciono o PET a essa lista, com a sensação de pendência e não de dever cumprido.
Se a permanência no PET tem suas quatro fases – vislumbre, desespero, descrença, organização – eu muito provavelmente não me saí bem na última delas.
Não que precise haver alguma justificativa, mas aquela dificuldade do “não” possibilitou muitas conquistas infelizmente às custas de outras, como o sonho PET.
O último trabalho que realizei fora do PET – e ainda não acabei – levou muito de mim;
·         Os pequenos momentos com minha família, mãe, irmãs mais novas e até a cachorrinha
·         As oportunidades de compartilhamento com os amigos
·         Quatro matérias penduradas, circunstancialmente minhas primeiras reais reprovações em quatro anos
·         Incontáveis noites pouco ou não dormidas
·         A conclusão de pendências com outras pessoas
·         E, por último, o Grupo PET Civil
Enfim, perdas. Mas de todas elas uma que confio não afetar esse PET tão bem estruturado, dada a dedicação que vejo em você e você.
E quando eu lembrar de vocês, vou lembrar dos bons momentos, dos projetos que deram certo, das horas infinitas de reunião que valeram a pena, da competência de cada um de vocês, do amor e dedicação ao programa, da vontade de melhorar a graduação.
Obrigado PET.
E obrigado [cada um].

Rodrigo Chin, 06.08.2014"

Kemmylle Sanny de Matos Ferreira, egressa do PET em 2014

"Boa tarde PETs,

Acho que já estão todos cansados de saber que eu conheci o PET antes da própria universidade. Fiquei fascinada pelos projetos somente olhando o site do PET, palavra por palavra. Quando me perguntaram o porquê de querer fazer parte do programa, disse que queria ajudar a realizar a Competição de Pontes. Por duas vezes na organização, acho que posso dizer que meu objetivo inicial foi cumprido.
Mas com o passar do tempo, surgiram outros. A cada dia, uma nova meta, um novo objetivo, um novo desafio. Poderia elencar todos aqui, mas vou deixar para pensar nisso na elaboração do currículo, pois apenas ao ouvir a palavra PET, me passa um filme de 2000 horas na minha cabeça.
Mas o que alguns talvez ainda não saibam é que no dia anterior a saída do resultado do meu processo seletivo, lá em março de 2012, eu sofri um acidente muito grave. Entrei no carro com um amigo bêbado e por conta da imprudência, o carro capotou. Umas três vezes. E ao final de todo o horror daquela noite, lembro-me de até ter pensado que talvez tenha saído viva apenas para saber do resultado do meu processo seletivo. Lembro-me de ter preparado um discurso para dizer o quão grata ficaria caso passasse, e receber essa noticia depois de um acidente horrível seria a melhor coisa que poderia ter acontecido. Mas isso não aconteceu. E foi melhor assim. As poucas pessoas que souberam ficaram chocadas e foram elas que me ajudaram a superar o trauma. E foi assim que minha história no PET começou. Já comigo devendo. E ter entrado no PET foi então, oficialmente, o início da minha nova vida, numa nova cidade, numa nova universidade com novas pessoas.
Ainda nos meus primeiros meses de PET, disseram-me que todos passam por 4 fases. E olhando para trás, não foi diferente comigo.
1ª: Vislumbre – tudo é lindo. Não há dificuldades, os objetivos são alcançados com sucesso. O ambiente não poderia ser mais agradável!
2ª: Desespero – há muito que se fazer. Acho que é exatamente quando você se envolve mesmo com programa. Quando sabe de cada coisa que está acontecendo e tudo que deveria acontecer em seguida.
3ª: Descrença – tudo é uma merda. Nada parece dar certo. Nenhum objetivo é realmente alcançado. E parece que nada que você faça vai mudar isso.
4ª: Organização – precisamos organizar e reorganizar. Você já está saindo e precisa deixar algo melhor. Algo bom.
Não acontece com todos. E pode ser tudo em um mês, 6 meses ou 2 anos. Também ainda estou pra descobrir se é algo do PET ou de tudo que é novo e promissor.
Mas afinal, como explicar o que é o PET? Como explicar aquilo que te acolheu, que te despertou seu melhor e seu pior lado? Aquilo que te deu total liberdade e que exigiu teu máximo? Aquilo que te fez sorrir e chorar? Que te deixou noites em claro apenas refletindo para poder estruturar ações em grupo? Que te mostrou o certo e o errado? Que te ensinou a ser idealista mantendo os pés no chão? Que te mostrou que o poder é só para aqueles que sabem usá-lo, seja de uma maneira boa ou ruim? Que te mostrou que somente a pro atividade, a responsabilidade e a organização te levarão longe?
Refletindo, o grande diferencial do PET são as pessoas. Não saber nunca é um empecilho, mas uma oportunidade para aprender. E cada uma delas estará lá para te auxiliar desde “Como eu abro um QR Code?” até “Ei, me ajuda a dimensionar essa ponte aqui?”. E é por isso que recomendo a participação no programa. Há exigência e maleabilidade. Há críticas e elogios. Há amor e ódio. Alegria e tristeza.
Saio com incertezas. Incertezas pessoais. Sair da sua zona de conforto nunca é fácil. E acho que agora entendo o apego de tantos ex-petianos. Na verdade, uma vez petiano, sempre petiano. Porém, o programa segue, com ou sem você. Saio, no entanto, com a certeza de que os que ficam são os melhores, motivados pelo ideal e certos do objetivo.
Aos novos, apenas não se esqueçam:
  1. O porquê de estarem aqui. Queremos a melhoria do curso, queremos sair da universidade mais que engenheiros, queremos desenvolver em nós e no restante a consciência crítica e a sensibilidade às questões sociais aliados aos conhecimentos técnicos de engenharia civil. Não mudamos o mundo, mas fazemos parte da mudança;
  2. O PET é feito por vocês. Portanto, são os únicos com autonomia para mudá-lo para a melhor. Relacionem-se bem e tenham foco;
  3. Aproveitem o poder que lhes é concedido. Apostem nas suas ideias, corram atrás para realizá-las. Não tenham medo do desafio, não temam o novo;
  4. Sejam líderes quando necessário. Critiquem-se, mas se compreendam;
  5. Aproveitem as oportunidades e não tenham medo de errar. Entrem de cabeça, pois ao final, as experiências mais intensas serão as mais lembradas.

A trajetória no PET é única. E quanto mais você fizer, mais aprenderá. Do ato de colocar cartazes na PF até participar de uma reunião com presidentes de grandes empresas, cada atividade aumentará seu nível de experiência. E o PET é isso, o perfeito instrumento para o acúmulo de experiência. Aproveitem!
Por fim, eu gostaria apenas de agradecer. Agradecer a todos que foram petianos comigo. A todos os incríveis amigos que fiz nessa jornada, e com os quais eu aprendi bastante. Sabrina, meu grande exemplo de proatividade e organização. Diego, com seu poder único de persuasão e argumentação. Mikael, por ter se tornado meu irmão mais velho. Ana Julia, por ter sido a mãe do grupo quando ele precisou. Gabriel, por ter sido minha inspiração durante esses anos. Juninho, por sua admirável preocupação com o programa. Jullian, por me tirar o sorriso quando já não achava que sorriria mais. Thomas, por a mistura mais que singular entre emoção e razão. Bruna, por seu apoio 24h/dia. Bill, pelo animado bom dia de todos os dias. Piu, pelo abraço pré-férias 2013 e por nunca dizer ‘não’ de verdade. Pará, pelo orgulho de ser do PET. Arthur, pela instauração do meu primeiro apelido com relação direta ao meu nome, “keke”. Gabriela, pela sinergia de pensamento. Marcelo, pela calma e tranquilidade. Chin, pela conversa de 4 horas seguidas (fora de horário de PET) que deu início a eterna amizade. Felipe, por me levar ao meu limite e assim me ajudar a descobrir quem eu sou. Tenho certeza de que todos serão ótimos profissionais! Um agradecimento especial ao professor Marcelo, que mantém a memória e a civilidade do grupo.

Com todo o amor do mundo,
Kemmylle Sanny de Matos Ferreira
Março de 2012 a Maio de 2014
(2 anos, 1 mês e 13 dias)"

Gabriela Helena Bill, egresso do PET em 2014

"Bom Dia PET’s,
   Pensei, pensei, repensei, pensei de novo, e não cheguei a nenhum resultado de como seria “A Carta de Desligamento Perfeita”, então pensei: acho que deve ser algo mais orgânico mesmo.

Lembro tão bem do dia da matrícula, quando a Ana Julia veio com aquele folder do PET, explicando, explicando, e, bem, eu era caloura, então nada me fez muito sentido no momento, até que ela desviou o assunto: passaram muitas meninas nesse ano né? É, uhum. Guardei o folder. Aquilo me chamou a atenção de alguma forma, “Mas que será que faz nesse PET ai?”, a curiosidade continuou, me “acheguei”, ficava lá, lendo, jogando xadrez com o Juninho, discutindo com o Diego, atrapalhando todo mundo às vezes, mas muito curiosa, sim. Li e reli o livro de 25 anos, me interessei de verdade. E então estava decidido, no próximo semestre eu tentaria o Processo Seletivo e perderia o medo de “não terei tempo para mais nada!”, de fato não tive, mas foi ótimo.
    Hoje percebo que foi a etapa mais importante da minha vida acadêmica, de muito aprendizado, profissional e, sobretudo como pessoa. Aprendi a aprender com os meus erros, reconhecê-los, reparar e tentar ser alguém melhor, coisa que ninguém nunca me ensinou em uma sala de aula.
  Não estava no meu planejamento sair agora, aliás, ainda não tinha pensado quando isso seria, muito menos como. É sempre difícil cortar o cordão umbilical, mudar de rotina, “desapegar”, Juni que o diga. E eu realmente não esperava mudar tudo na minha vida agora, mas algumas coisas são necessárias e talvez nem consigamos explicá-las muito bem.
   Já sinto falta de tudo, da convivência com todos, da amizade que encontrei quando cheguei aqui, da cobrança, do corre-corre para entregar tudo no prazo, das pessoas maravilhosas que tive a oportunidade de conviver, que me ouviram, que me abraçaram quando tudo pareceu desmoronar, que secaram minhas lágrimas quando eu queria chorar o dia todo, que me arrancaram uma risada quando pensei que ninguém mais conseguiria, que me identifiquei de tal forma que quase achava estar conversando comigo mesma. Que viram o por do sol comigo no Rio de Janeiro, em Recife, ou aqui mesmo no Politécnico. Que trocaram diversos “papos-cabeça”, que discutiram comigo minhas esoterices, sobre futebol, sobre trabalho infantil, ou sobre qualquer coisa que nos parecesse pertinente no momento. Sendo sincera, algumas coisas, que vêm com a convivência diária, talvez eu não sinta tanta saudade, mas foram essas que me fizeram crescer, amadurecer, e aprender que todos somos diferentes, temos opiniões, visões, gostos, amigos, vontades, medos totalmente diferentes e superá-los a cada novo dia é sem dúvida um “Diferencial Petiano”.
   Eu vou sempre ter orgulho de ter feito parte deste programa, de ter percebido a sua imensidão, abrangência, diversidade e possibilidades. Sinto que poderia ter feito mais, poderia ter ouvido mais, ter me esforçado mais, ter falado menos, ter visto o sol nascer... ok, essa foi horrível. 
  Coloco-me à disposição, sempre, em forma de gratidão por tudo que o programa me proporcionou, podem me procurar quando precisarem de algo, e podem ter certeza de que eu nunca vou esquecer de vocês e do que vocês estão fazendo. Desejo longa vida ao programa, que vocês e os sucessores continuem cuidando, se esforçando, mantendo vivo e que ele seja sempre algo bom, agente transformador na vida de quem por ele passa. Tomem cuidado, se tratem bem, nunca se esqueçam de que o amor é importante, sim! Perdoem-me pelas grosserias as vezes, pelos desesperos e ansiedades, por tudo e por quem quer que eu tenha magoado com palavras e/ou atitudes. Continuem com a arrecadação de alimentos, porque é algo maravilhoso, e que está ao nosso alcance tão facilmente.  Sejam felizes, façam o que gostam, sim, e o que não gostam também, porque às vezes é necessário. Sucesso a todos.



Até um amanhã, PET’s."

Mikael de Oliveira Nunes da Silva, egresso do PET em 2013


Olá PETs!
                É, realmente é estranho estar tendo que escrever minha carta de despedida (mesmo depois de quase 2 meses fora do grupo, o que foi bom, pois assim consegui escrever algo mais racional, e acredito que não vou chorar enquanto leio). Ainda me lembro de escrever a carta de apresentação ao grupo! Mas a vida é deste jeito mesmo, a gente começa a crescer e nem sempre as coisas acontecem no tempo em que nós esperamos. Quero agradecer por esta oportunidade que eu tive de fazer parte deste grupo. Com certeza eu sou o que sou hoje e estou onde estou hoje graças ao PET.
           Lembro-me da ansiedade que senti no primeiro dia do processo seletivo, um cara tímido como eu tendo que se esforçar para falar na frente de pessoas desconhecidas. “É Programa de Ensino Tutorial?”, “Não, é de Educação”... “Existem os encontros dos grupos, JoparPET, SulPET e ENAPET. Internamente à UFPR existe a nossa comissão executiva, CEPET, e nacionalmente a CENAPET”, e eu olhando com aquela cara de perdido e pensando pelo menos duas coisas: “eu nunca vou conseguir me lembrar de todos estes nomes” e “política? Estou fora”. Claro que eu não saí do PET pensando em me tornar vereador, mas é engraçado como nossa mente muda ao passar o tempo.
                 É difícil encontrar palavras para descrever esses 22 meses que permaneci no Programa. Foram tantas reuniões (muitas delas intermináveis, principalmente as de processo seletivo), tantos projetos, tantas brigas, tantas risadas, tantas pessoas... Viagens que, apenas quem foi, tem as melhores histórias para contar: tocar piano para uma “multidão”, dormir em  uma Aerotenda, ou o uhu, uhu (só os fortes entenderão, haha), jogar cidade dorme a noite inteira, ou a nossa “amiga” do Rio. Hoje o grupo é outro, um grupo que eu ajudei a formar durante os processos seletivos e durante o tempo que estive junto de vocês.
            Não sou um cara perfeito, isso é meio óbvio, então eu sei deixei a desejar em muitas situações, e peço perdão por isso. Me desculpem por nem sempre ser o mais engajado, animado, disponível, atencioso, pró-ativo, responsável, e tantas outras coisas que são importantes a um petiano. Me desculpem se magoei algum de vocês, com certeza não foi minha intenção.
               Nestes quase dois anos que permaneci no programa, sempre tentei mostrar quem eu sou, um cristão com suas convicções bem definidas, mesmo em vários casos sendo contrário a todo o restante do grupo, haha. Mas ser PET é isso, é ser diferente (e aceitar as diferenças), é ser respeitoso.
                Quero desejar todo o sucesso do mundo a vocês. Continuem caminhando porque a jornada é longa, talvez ela nem tenha fim. Mas o importante é o foco e a persistência. Não desistam deste programa, lutem para que o PET Civil seja o melhor desta Universidade, se empenhem para que o nosso curso tenha grandes melhorias através de vocês. Marquem a história deste programa e desta Universidade, afinal, é isso que vai durar por mais tempo.
          E, se um dia contarem a minha história, que digam que andei com gigantes. Homens e mulheres vem e vão como trigo no inverno, mas seus nomes jamais perecerão. Que digam que vivi na época de Juninho, o dono da terra do café, de Ana Julia, a I-girl, de Thomás, o I-man, de Kemmylle, resquícios do Programa Especial de Treinamento, de Giovanni, nosso melhor jogador de tênis, de Bruna, a baixinha mais invocada, de Jullian, o criador do “selo Jullian de qualidade”, de Waldney, meu irmão índio, da Bill, uma das pessoas mais sorridentes que conheci, de Matheus Piu, o cara mais tranquilo da história do Programa e de professor Marcelo, nosso Mestre dos Magos, que digam que fui do PET Civil.

Att,
Mikael de Oliveira Nunes da Silva
Curitiba,  20 de maio de 2013


Adriel Lino Rocha, egresso do PET em 2012

De início, ao participar do processo seletivo, não fazia idéia do que seria o PET, da sua importância para os alunos e comunidade acadêmica de engenharia civil, e do que o Programa seria capaz de proporcionar na vida das pessoas que nele estão inseridas.  Ao descobrir sobre a tríade Pesquisa, Ensino e Extensão que o programa tanto busca, percebi que o desafio seria grande. É, a vida é composta mesmo de desafios, sair da zona de conforto abre a possibilidade de ampliar os horizontes, de crescer pessoalmente.  Às vezes é bom transformar a insegurança do “e se der errado” em oportunidades do “porque não tentar?”. Sabendo das possíveis dificuldades à frente, decidi fazer parte do grupo.
O Programa de Educação Tutorial mostrou-me que podemos ser mais, podemos sair da mesmice da sala de aula, o crescimento no conhecimento e pessoal pode ser grande para aqueles que o buscarem. Acredito de fato que o PET é um programa de elite, no sentido de esforço e dedicação das pessoas em busca do “algo a mais”, pessoas que dedicam parte de seu tempo não somente para benefício próprio, mas também comunitário. Tenho um ditado que gosto e acredito que o PET está nele inserido. “ O sucesso é consequência de um trabalho especial. Se você faz o que todo mundo faz, chega aonde todos chegam. Se você quer chegar a um lugar aonde a maioria não chega precisa fazer algo que a maioria não faz!”
Sei que não participei pelo tempo que pensei que iria me dedicar ao Programa. Fico triste por ter de me desligar do grupo, a decisão não foi fácil, mas fico feliz por tudo oque aconteceu durante esse curto período de vivência, aprendi muito, e melhor ainda, conheci pessoas maravilhosas, espontâneas e talentosas.
Deixo pelo caminho atividades por mim gerenciadas em aberto. Peço desculpas, pois posso ter frustrado aqueles que acreditavam mais em mim.  Espero ter colaborado no desenvolvimento de atividades e de outras quaisquer formas.  Sei que não é fácil conciliar as tantas atividades do PET com a vida acadêmica, estudo, projetos e trabalhos. Temos que retirar forças de onde conseguirmos para dedicarmos em plenitude.
 Uma das chaves para o sucesso é o equilíbrio, fato em que pequei, não tive facilidade em equilibrar os estudos com o as atividades do PET. Um pequeno descuido por minha parte e meus estudos desviaram da rota. Tive que tomar uma decisão difícil. Pode ter sido uma decisão radical. Posso ter errado, errar é humano, faz parte. Peço desculpas se errei com alguém. A estrada às vezes é mesmo acidentada. Agradeço a todos pela compreensão, e mais, por terem feito diferença na minha vida acadêmica e pessoal. Tiro muitas lições e oque aprendemos juntos, levarei por toda minha vida.
No mais desejo sucesso a todos.

Muito obrigado,
Adriel Lino Rocha.


Gabriel Grando Barbosa, egresso do PET em 2012



Olá, PET.
           Hoje é um dia muito importante para mim. É um dia que ficará guardado e marcado em minha memória, assim como diversos outros momentos que vivenciei no PET durante os últimos três anos e quatro meses. É um período significativo e que, a um ano da minha formatura, não poderei deixar de lembrar do PET ao pensar “nos tempos de faculdade”. Ou melhor, foi dentro do PET que fiz minha faculdade.
         Foram inúmeras experiências. Experiências que com certeza refletirão e determinarão o meu futuro. No PET, além das centenas de reuniões, diversos seminários, muitas palestras e visitas técnicas, projetos, processos seletivos, sulpets, enapets, jornadas... eu tive a oportunidade de aprender e crescer de uma maneira que não se quantifica, mas que percebe-se ao olhar toda essa trajetória. Não foi apenas ao fazer memórias, escrever projetos e textos, criar cronogramas, apresentar em EVINCI, participar de cursos ou ministrá-los, que vejo o quanto foi enriquecedor para mim, mas também a olhar o mundo e a sociedade com outra visão, a vivenciar a Universidade plenamente, a extrapolar os limites do que é comum, a perceber que a responsabilidade e o potencial de transformação são muito maiores que imaginava.
            Eu olho para o PET e dá vontade de ficar eternamente. Mas o PET deixou de ser para mim apenas um Programa de ensino superior e tornou-se parte de minha vida. Os valores que eu aprendi, vou cultivar e farei do PET a extensão para minha vida profissional e pessoal.
         Vou sentir saudades da nossa sala, agora com monitores que ultrapassam meu campo de visão!, de nossas reuniões, conversas, risadas, momentos de descontração e até dos momentos difíceis. Vou sentir falta de fazer cartazes, de ir a Raros buscá-los, de abrir o auditório do CESEC, de pegar quase todas as bolachas da Maris, de ir ao RU sempre às 11h (ou te mesmo antes!), dos Interpets e, principalmente, do convívio diário com cada um de vocês.
Não dá para esquecer, também, do contato com gente no PET. Conheci diversas pessoas, de diferentes lugares, cursos, estudante e professor. Mas nada se compara as verdadeiras amizades que eu construí aqui, de pessoas que nem mais estavam no grupo quando ingressei, das que acabaram de chegar, ou então das que ainda permanecem.
Eu peço desculpas pelos meus erros, pela minha teimosia, mal-humor, grosseria ou atitudes que possam ter magoado ou chateado vocês. Mas de tudo que eu procurei fazer, acertando ou errando, foi sempre pensando no melhor para o PET. E é esse sentimento que eu gostaria que vocês carregassem. Façam do PET o melhor para vocês e para as outras pessoas também. Vivam o PET e façam com que outras possam ter a mesma oportunidade que eu tive e que vocês estão tendo, de poder experimentar de tudo isso. Vocês não imaginam o quanto tenho esperança em vocês e o quanto acredito no potencial desse grupo!
É difícil explicar o que é o PET, até hoje encontro dificuldades em querer demonstrar tudo o que pode proporcionar. Mas sei que, basta um olhar entre pessoas que são ou já foram do PET, para sentir isso tudo.
Essa etapa se encerra para que outra possa começar. Agradeço o carinho e apoio de vocês.

  Muito obrigado,
 Gabriel Grando Barbosa


Taiane Dalmagro, egressa do PET em 2011

Ao PET e meu amigos,
           De um tempo para cá vinha imaginando que esse dia ia chegar e um dos dias mais triste até agora, o dia de eu escrever minha carta de desligamento do PET. Alguns sabem do que estou falando, e outros espero que um dia saibam. Nesse momento passam tantas coisas pela sua cabeça que você fica perdido, por onde eu começo dar “tchau” ao PET? Até porque, quem é o PET? Para mim o PET já foi muitas pessoas, muitos momentos, muitas reuniões e projetos, e sei lá quem é o PET para mim neste momento, mas do fundo do coração gostaria de agradecê-lo, obrigada PET!
            Nos meus dois anos petianos presenciei muitos momentos, que foram ótimos. Muitas discussões, reuniões, brincadeiras, projetos diferentes, leituras, escritas, choros e risadas, viagens, processos seletivos, cartazes, arrumações, limpezas (sim, adorava as limpezas), impressões, contas, pontes, muros, cursos, apostilas, apresentações (o que não é segredo para ninguém que eu amava fazer hehe), compras, aniversários, problemas de ultima hora, e muitas e muitas outras coisas, mas o principal para mim foram as pessoas diferentes, que não foram poucas, trabalhei com aproximadamente 30 pessoas, com idades diferentes, pensamentos, opiniões, personalidades e humor, muito obrigada a cada um de vocês!
            Foi no segundo semestre de 2009 é que decidi se entraria no PET ou não, foram dias pensando, muitas conversas e muito choro de indecisão também, e é infelizmente agora na minha saída não foi diferente. Sempre falei muito dos três estágios do PET, acho que o meu estagio de aprendizado foi ótimo cresci muito pessoalmente e profissionalmente, aprendi a escutar e ser escutada, também conheci meus defeitos e descobri qualidades. E sim, eu sobrevivi ao estagio de desenvolvimento, foram muitos projetos, muitas funções, produtividade a mil! Aquela época maravilhosa que você gosta de fazer tudo e acha que até fazer memórias é legal. E enfim cheguei à época idosa da minha vida petiana, aquela do ensino, a que para mim sem nenhuma dúvida a mais difícil, pois a influencia de seu conhecimento e de suas atitudes interferem no andamento do grupo, e sinceramente que época difícil, as pessoas mudam, os projetos mudam, as minhas percepções são outras, e como lidar com tudo isso? Eu tentei contribuir ao máximo com o PET dando ideias, opiniões e vários sermões (desculpa pessoal), mas agora acho que já passei de idosa para uma velhinha chataaaa, aquela que da opinião em tudo, que fala sempre e demora para entender coisas novas. Pois é PET, acho que está na hora de eu deixar você crescer!
            Além de agradecer e agradecer, também gostaria de pedir desculpas, a cada projeto que eu falhei, a cada reunião que não me dediquei, em que dei risadas nas horas impróprias, que fiz piadinhas que ninguém entende de primeira e daí depois perde a graça, a todos aqueles que fui grossa sem querer, a todos aqueles que discuti sem motivos, e também a todos em que trabalhei que me ouviram falar, falar, falar e falar durante hooooras, e agradecer a vocês que não desistirão dos processos seletivos do PET e vieram me ouvir falar de manhã, no almoço, a tarde e o dia todo! haha
Por muito tempo eu fiz do PET a minha segunda casa e dos petianos a minha família, é difícil ir embora agora, né? Por isso muitos dizem uma vez petiano para sempre petiano! E faço as palavras da Celine as minhas “não é fácil descrever o que é ser petiano, o que é que um petiano faz e porque faz. Mas é muito fácil tornar-se petiano e viver como petiano a partir do momento que as causas do grupo/programa são as suas causas. Só quem é petiano sabe disso e sente isso!”.
            Hoje penso muito diferente sobre o que é a universidade e a educação, e o PET contribuiu muito para minha formação! Sentirei muita saudades de cada um de vocês e de cada momento vivido com você PET!

Com carinho,
Taiane Dalmagro.


Thamires da Silva Matos, egressa do PET em 2011



PET,
Já adiei demais minha saída. Agora é pra valer. Cada escolha, uma renúncia. Se estou fazendo a escolha certa só vou descobrir mais pra frente, mas tenho certeza que acertei quando decidi entrar no PET. Quando dizem que nem os próprios integrantes sabem descrever o programa, estão certos, eu não sei mesmo. Como descrever um local de aprendizado tão diversificado, tão rico em projetos diferentes? Alguns saem do PET dizendo que já aprenderam tudo que poderiam, mas não acredito. Todo o tempo que eu fiquei no PET, cada dia era uma lição diferente, cada pessoa um ensinamento, cada projeto um desafio, e se pudesse ficar mais anos e anos continuaria sendo assim, cada dia aprendendo algo diferente. Cresci muito aqui e acho uma pena tão poucos terem essa oportunidade. Nunca vou esquecer os momentos que passei aqui, os desafios que enfrentei, as dificuldades que superei, os amigos que fiz, as risadas, as viagens, os processos seletivos, os interpets, os PFPF, os almoços, o planejamento... Todos os petianos que vi saí e vi entrar no grupo deixaram um pouco de si comigo, e espero ter deixado um pouco de mim em cada um de vocês. Só tenho a agradecer ao programa e as pessoas que o compõem por tudo que vivi nesses quase 2 anos. Uma vez petiano, sempre petiano.
Com carinho,
Thamires.


Alexandre Beê Amaral, egresso do PET em 2011

"Curitiba, 10 de Fevereiro de 2011

Olá PET,
Como todos sabem, estou me desligando do grupo para seguir outros rumos na minha vida acadêmica. Digo que estou me desligando, mas isto é apenas oficialmente, pois continuarei visitando o PET assim que puder nos intervalos de aula.
Mesmo continuando a ir no PET, sei que não estarei em todos os projetos. Esses projetos que passamos as últimas semanas planejando. Foi complicado pra mim, pensar em atividades que seriam boas para este ano, e depois lembrar que não irei participar de todas. Com isso, já fico com um pouco de saudades do meu tempo de petiano, mas prefiro pensar a frente para que não tenha arrependimento de minha escolha.
Irei levar comigo muitas lembranças de vários momentos vividos na salinha do PET. Os amigos, as correrias de projetos, as discussões, as viagens, os interpetões, as piadas, as risadas, a Maris chamando todo mundo para o café, os coffe-breaks, os puxões de orelha hehehe, etc. Sei que mereci mesmo muitos desses puxões. Mais além dessas lembranças, fica comigo também meu crescimento pessoal e profissional, que foi desde minha melhora na oratória, onde perdi boa parte da vergonha de falar em público, até minha escolha da área de Engenharia Civil que pretendo seguir.
Agradeço a todos que fizeram parte dessa minha jornada de petiano. Que estas nossas experiências possam se repetir por muitas outras pessoas que irão ingressar no PET futuramente.

Um abraço do eterno petiano,
Alexandre Beê Amaral
Egresso do PET Engenharia Civil UFPR 2011"


Patrícia Cesnik, egressa do PET em 2010
"Curitiba, 14 de abril de 2010.

Aos amigos e professores tutores do PET Engenharia Civil

Em agosto do ano passado quando eu resolvi entrar para o grupo PET, não entendia muito bem o que era, o que fazia os integrantes do programa.
Durante todo esse tempo de permanência aprendi a enxergar a UNIVERSIDADE com outros olhos, aprendi a me comunicar, a expor e defender minhas idéias, a trabalhar em grupo e principalmente fiz verdadeiros AMIGOS.
É com “dor no coração” que eu digo que, a partir de hoje estarei me desligando do PET, mas não deixarei meus amigos e se, me permitirem, participarei de alguns projetos.
Obrigada por todos os momentos vividos dentro deste universo maravilho que é o PET!

Patrícia Cesnik"


Celine Vasco, egressa do PET em 2010


"Curitiba, 28 de fevereiro de 2010.

Aos amigos e professores tutores do PET Engenharia Civil

Foi em 2006, quando terminava o 1° semestre de Engenharia Civil, que me inscrevi para o processo seletivo do PET. Nessa época, ainda tinha registrada na mente a imagem de alguns petianos da época apresentando o grupo aos calouros de 2006, na primeira semana de aula. Todos eles vestiam uma camiseta branca estampada de bonequinhos nas costas, as caricaturas do South Park que viraram tradição. Confesso que não lembro o que falaram, mas alguma coisa me motivou e assim que soube da oportunidade tentei entrar no programa.
A partir da entrada no PET, como não bolsista nos seis primeiros meses, comecei a viver a universidade de uma maneira mais intensa. Seja por passar o dia todo nela, assistindo aula e no PET, ou por ter a oportunidade de receber uma educação/formação diferenciada onde se conhece e discute sobre política, sociedade, educação, ética e outros tantos assuntos que geravam conversas ricas e calorosas, algumas tão calorosas que havia necessidade de limitar o tempo de fala.
Entre tantas experiências importantes vividas dentro do programa quero ressaltar uma delas que fez superar uma dificuldade, a de falar em público. A maioria dos petianos deve lembrar os seminários “sufocantes” que apresentei, em que minha voz ficava tremula e as palavras pareciam não querer sai pela boca, para mim eles pareciam intermináveis e os que assistiam tinham vontade de tomar a palavra (hehe). Com a prática e o curso de oratória consegui melhorar um pouco.
Sentirei saudades e espero nunca esquecerei todos os amigos que fiz no grupo, os AcampaPET’s, a publicação do livro e da festa dos 25 anos do PET Engenharia Civil, a organização do XII SulPET, as tutoras Andrea e Mildred, a simpática Maristela, as reuniões sem hora para acabar e com as mais quentes discussões, a caixa de e-mails lotada pelo PET, as reuniões de PFPF, os congelantes alojamentos dos eventos regionais e nacionais, as viagens, os processos seletivos, o trabalho, para contribuir para uma educação e um Brasil melhor, enfim o dia-a-dia nesse programa que mudou a minha vida.
O que escrevi foi uma tentativa de definir o que foi e o que é o PET para mim, mas a sensação que tenho é que o vocabulário é insuficiente e dez ou mais páginas escritas não satisfariam meu desejo.
Realmente, não é fácil descrever o que é ser petiano, o que é que um petiano faz e porque faz. Mas é muito fácil tornar-se petiano e viver como petiano a partir do momento que as causas do grupo/programa são as suas causas. Só quem é petiano sabe disso e sente isso!
Obrigada a todos por tudo que vocês foram capazes de me proporcionar nesses três anos e sete meses no PET!

Com muito carinho, Celine."


Larissa Fernanda Gavioli de Oliveira, egressa do PET em 2009

"Sexta-feira 13 de novembro a noite e eu resolvi começar a escrever minha carta de despedida do PET. Até porque acabei de enviar o e-mail “Recado Lari” para vocês e agora não consigo parar de pensar nisso.
Através desta carta gostaria de dizer a vocês algumas das contribuições do PET em minha vida.
Participei de um processo seletivo antes do início das aulas, em janeiro de 2007, quando ingressei no grupo. Para mim seria um desafio trabalhar no PET, conhecer de forma tão próxima, diferente do normal, várias pessoas e assumir responsabilidade que eu mal conhecia.
E que bom que pude e aceitei este desafio! Foram praticamente três anos nos quais considero ter aprendido muito, profissional e pessoalmente, até porque separar essas duas coisas no PET é quase impossível.
Quantas atividades desenvolvidas, projetos que nos surpreenderam muito, quantas discussões intermináveis, ou pelo menos até as 13h30min quando alguém tinha prova, quantas risadas, estresses, desentendimentos e entendimentos, às vezes com um único olhar, palavra ou planilha no excel hehe. As conversas na nossa sala, brincadeiras, organização e arrumações, os recadinhos no quadro e a relação com os nossos vizinhos do mestrado.
E os eventos? Calor de 40°, frio de dormir debaixo de papelão, reuniões, GT’s, GD’s, assembleias, oficinas, integração e a força do PET UFPR que chamou atenção na última jornada, em 2009, em Londrina etc etc etc.
Nossa, pessoal, não teria nem como citar tudo que vivi no programa. Para mim é uma experiência única que quero lembrar e participar para sempre. Apesar de escolhas como esta me afastar de vocês, do nosso PET, acredito que não seja uma despedida.
Pessoalmente, o PET transformou minha vida pelas oportunidades diárias de entender melhor as pessoas, respeitar e ser respeitado, conviver com as diferenças, fazer amigos, refletir e pensar na sociedade, no ambiente e na política, não ter medo de questionar, divagar sobre algum assunto e manter uma postura crítica, por mais que parar e não pensar em nada seja tão mais fácil.
Definitivamente, graças ao PET e as outras portas que ele me abriu, hoje sou uma aluna um pouco mais consciente de estudar em uma universidade pública, sou petiana, conheço milhões de defeitos meus e busco melhorar a cada dia, me interesso e busco participar e/ou conhecer o que é estrando ao meu dia-a-dia e uma futura engenheira disposta a construir algo de melhor para o meu país e para o mundo, é claro, muito além de pura e simplesmente obras de engenharia.
Já sinto saudades, estarei com o pensamento em vocês mesmo não estando aqui e desejo a continuidade do que estamos construindo, muito aprendizado e um futuro maravilhoso ao nosso PET e a cada um de nós!!

Larissa Fernanda Gavioli de Oliveira.
Ingressa no PET Eng. Civil UFPR em janeiro de 2007
Egressa do PET Eng. Civil UFPR em novembro de 2009
Sempre petiana."


Gilberto Cidreira Keserle, egresso do PET em 2009

"Como foi decidido na reunião do regimento interno do grupo PET em Engenharia Civil, escreverei minha carta. Meu desligamento foi devido a uma troca de objetivos e um acréscimo de metas pessoais. Todos um dia irão sair do grupo, infelizmente minha saída foi precoce.
Mesmo com uma “passagem rápida” pelo programa, não tenho dúvida do quanto que me acrescentou a convivência com o grupo. Determinado dia eu disse: “O grupo é mais do que uma troca de energia, é uma troca de experiências”, e esse é meu modo de ver o programa, não é a figura de um bolsista ou de um tutor que diferencia o grupo, mas sim o potencial de troca de experiência por todos.
Apesar de me desligar pretendo, realmente, manter um vínculo com o grupo, pois acredito que isto terá algo a acrescentar porque vejo esta troca de experiências de forma positiva e recíproca. Poderia escrever e detalhar muito mais o meu período de convívio no programa de educação tutorial, porém acho que já alcancei o objetivo desta carta e pretendo não prolongá-la muito.
Um grande ósculo em vossos corações, desejo sucesso não só ao grupo que me despedi, mas também os que estão por vir.

Atenciosamente,
Gilberto Cidreira Keserle
Egresso do PET em Engenharia Civil
Curitiba, 21 de outubro de 2009."