segunda-feira, 25 de junho de 2018

Pirâmides do Egito



A antiguidade sempre nos desperta curiosidade e carrega mistérios consigo. Com a civilização egípcia não é diferente. Seja na religião, seja em suas construções e costumes, sempre há nosso interesse nisso, não é mesmo? Portanto, trataremos um pouquinho mais sobre esse assunto, tentando matar algumas curiosidades, embora ainda existam várias. No antigo Egito, a religião era politeísta e seus vários deuses eram considerados singulares e autônomos. Além disso, os egípcios, tinham como crença maior a vida após a morte. Dessa premissa entende-se o porquê da preocupação quanto a preservação de corpos e a forma com que as pirâmides são construídas.

Figura 1 – Foto de uma das pirâmides de Gizé.
Embora existam pirâmides em diversos locais do mundo, as do Egito são sempre lembradas devido às suas grandiosidades e significados. As pirâmides egípcias tinham como objetivo abrigar e proteger o corpo mumificado do faraó, bem como seus pertences dos saqueadores de túmulos. Para tanto, as construções deveriam ser bastante resistentes e protegidas. Razão pela qual há diversas armadilhas e falsos acessos dentro das construções.

As pirâmides são sólidos espaciais geométricos de base quadrada com quatro lados triangulares equilaterais. Naturalmente, por ter predominância triangular, há uma estabilidade maior. Contudo, além desse fator, por terem uma base muito maior que o topo, seu centro de gravidade fica mais próximo ao solo, contribuindo muito para a estabilidade da estrutura, principalmente no que diz respeito a giro. Anteriormente às grandes pirâmides, as tumbas eram montes de terra que cobriam as câmaras mortuárias. Essas estruturas foram crescendo níveis a níveis, formando as pirâmides em si.

Sendo a maior pirâmide egípcia, a Pirâmide de Quéops possui 146 metros de altura, uma base quadrada de 230 metros de aresta e, estima-se, que pese cerca de 6.5 milhões de toneladas ao todo. Resistindo até os dias de hoje, na pirâmide foram utilizados 2,3 milhões de blocos de calcário e granito.

Figura 2 – Pirâmide de Quéops.
As pirâmides, de forma geral, seguiam certo padrão construtivo. Em um patamar superior encontrava-se a câmara mortuária do rei, que contém a tumba do rei propriamente dito. Em um nível inferior, próximo da base da pirâmide, encontra-se a câmara da rainha que não possuía tumba da rainha propriamente dita e sua utilidade segue um mistério.

Figura 3 - Corte esquemático de uma pirâmide.
Os materiais utilizados nas construções das pirâmides eram, preferencialmente, a base de calcário, granito, basalto e tijolos de barro cozido. Os blocos eram talhados, cortados e recortados por ferramentas de cobre e pedra, por conta da ausência de ferramentas de ferro e o desconhecimento do aço. Para mover os blocos eram utilizadas alavancas e tração humana.

Um dos muitos mistérios das pirâmides egípcias é como os blocos de pedra de cerca de 2,5 toneladas foram transportados até a construção. Embora haja muitas especulações e teorias conspiratória envolvendo, por vezes, intervenções alienígenas, a explicação admitida mostra-se simples. Naturalmente, rodas não seriam bem aproveitadas na areia e no cascalho do deserto. Então como era feito? Admite-se que os egípcios usavam trenós de madeiras, cordas e, por vezes, quando possível, transportavam as grandes peças em barcaças pelo rio Nilo. Além disso, cientistas acreditam que os egípcios eram capazes de mover os grandes blocos molhando a areia, antes de mover as peças, para diminuir o atrito. Essa teoria é corroborada  por uma pintura encontrada na parede do túmulo do governante egípcio Djehutihotep. Nela encontra-se a representação de cerca de 170 pessoas puxando um trenó, com uma grande estátua, usando cordas para tração humana. Contudo, nesta pintura, haviam pessoas despejando um líquido sobre a areia do deserto, no trajeto que o trenó faria. Datou-se a pintura e descobriu que ela remonta ao ano de 1.900 a.C.


O INTERIOR DE UMA PIRÂMIDE 
  • Entrada

    Localizada sempre na face norte. Após o corpo do faraó ocupar a pirâmide, sua entrada é fechada com grandes blocos.


Figura 4 – Entrada da pirâmide.
  • Câmara da Rainha

    Apesar de ser conhecida por esse nome, a câmara não abrigava o corpo das esposas de faraós de fato. As rainhas, geralmente, possuíam suas próprias pirâmides construídas próximas às do Faraó. Especula-se que a câmara pode ter sido construída como um espaço para armazenar objetos funerários de Faraós.


Figura 5 – Câmara da rainha.
  • Câmara do Rei

    Tida como a parte principal da pirâmide. Resguardava o corpo do faraó mumificado e alguns de seus objetos pessoais, como: jóias, utensílios de uso pessoal e outros bens materiais.


Figura 6 – Câmara do Rei


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Como ganhar dinheiro com furacões: Antimatéria como uma possível fonte de energia

Você iria voando até o olho de um furacão em seu pico de intensidade por R$18,6 trilhões? Apesar de parecer uma proposta extremamente perigosa, mas tentadora pelo valor monetário, essa é a realidade de um grupo de pesquisadores da University of Califórnia, Santa Cruz, com foco em antimatéria e física quântica, mas é claro sem envolver todo este dinheiro ainda.

O estudo da antimatéria foi possibilitado a partir de 1928, quando o físico teórico britânico Paul Dirac “corrigiu” a famosa equação de energia de Einstein, considerando que a energia poderia ser negativa e assim tornou possível a existência de pósitrons (elétrons com carga positiva). Dessa forma, antimatéria é o inverso da matéria, ou seja, é composta por antipartículas, partículas com as mesmas características, mas inversamente carregadas, que, ao entrarem em contato com a partícula “original” geram uma enorme quantidade de energia com 100% de rendimento! Para efeito de comparação, uma grama de antimatéria seria o suficiente para abastecer o sistema elétrico de New York por 24 horas! 

Mas se essa tal de antimatéria é tão poderosa, porque meu carro não pode ter ela como combustível? Provavelmente ela não custa mais que a gasolina hoje em dia! - Diria qualquer brasileiro durante a greve dos caminhoneiros.

Infelizmente uma grama de antimatéria, atualmente, custa aproximadamente R$18,6 trilhões para ser produzida e, nas palavras de Cláudio Lenz Cesar, integrante do Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares (imenso acelerador de partículas aonde a antimatéria é produzida), gasta muito mais energia do que pode gerar. O motivo para este preço enorme, é que ela não é encontrada na Terra e o único jeito de tê-la é produzi-la. Pelo menos essa era a realidade até 2015.
  

Desacelerador de Antiprótons do CERN (Imagem: CERN)

O furacão Patricia foi um ciclone tropical de velocidade de ventos sem precedentes, seus ventos alcançaram incríveis 322 Km/h! Tanta força com certeza deve envolver muita energia. E de fato envolveu, outros furacões e fenômenos naturais de grande porte já haviam sido estudados por satélites e indicado certa emissão de Raios-X e Raios Gamma (raios que podem indicar a presença de antimatéria), contudo este em específico teve o NOAA's Hurricane Hunter, uma aeronave especialmente equipada para voar através de furacões, como carrasco. 


Aeronave: “Hurricane Hunter” (Imagem: NOAA)

Assim, um equipamento especialmente projetado para detectar a presença de pósitrons foi embarcado na aeronave, a qual “passeou” pelo olho do furacão durante seu período de pico de intensidade e, não tão inesperadamente para o mundo científico, detectou raios de pósitrons direcionados à Terra, o que antes não era possível já que apenas poderiam ser observados, por satélites, raios refletidos por ela.

Tal descoberta é de grande importância para a física teórica, pois comprova algumas previsões teóricas obtidas das observações com satélites, e também é para a engenharia, pois pode viabilizar o desenvolvimento de diferentes formas de produção de antimatéria, ou melhor dizendo, do seu armazenamento, para que, quem sabe um dia, esta venha a se tornar a tão requisitada forma de energia limpa que buscamos. Quem sabe um dia você possa então fazer sua própria jornada nas estrelas, vida longa e próspera leitores!


Protótipo de um foguete movido à antimatéria (Imagem: PGAPereira)

Fontes: 
sexta-feira, 18 de maio de 2018

20 Fenchurch Street: O Prédio que Derrete Carros



Apelidado carinhosamente como Walkie Talkie, o prédio 20 Fenchurch Street, construído em 2009, localizado em Londres, ficou conhecido quando pequenos acidentes começaram a acontecer devido sua estrutura arquitetônica.

O arranha-céu possui 35 andares e foi recoberto por vidros espelhados. Seria um prédio muito bonito de se admirar, se não fosse pelo formato côncavo de sua estrutura. A junção desses dois pequenos detalhes fez com que o prédio funcionasse como um espelho esférico côncavo gigante.

Figura 1 - Explicação do efeito óptico causado pelo prédio em uma visão da óptica

Conforme aprendemos em física óptica, esses espelhos tem a capacidade de concentrar os raios de luz solar em um único ponto, o foco. No caso, o foco estava localizado do outro lado da rua e pegava uma área significativa, causando sérias consequências, dentre elas o derretimento da lataria de um Jaguar próximo ao local e até mesmo um pequeno incêndio na barbearia em frente ao prédio. 


Figura 2 - Lataria derretida do Jaguar

Após o dono do Jaguar ser indenizado e parte dos problemas causados resolvidos, enquanto não haviam soluções definitivas, a decisão a curto prazo foi colocar uma proteção temporária na calçada.


Figura 3 - Proteção temporária 

A construtora responsável (Land Securities) ficou encarregada de reavaliar o projeto arquitetônico para que não houvessem mais problemas, e a solução foi colocar uma cobertura de tecido nas vidraças, acabando com o problema da reflexão de luz solar e finalizando sua construção em abril de 2014.


Figura 4 - Edifício com a construção finalizada

 Curiosidade:

O arquiteto responsável pelo Walkie Talkie, Rafael Viñoly, também projetou outro prédio com o mesmo problema, o Vdara Hotel & SPA, localizado nos Estados Unidos. Os hóspedes perceberam que ficavam bronzeados mais rapidamente quando utilizavam a piscina do hotel, tendo queimaduras leves de pele. O problema não foi totalmente solucionado, mas conseguiram minimizá-lo colocado guarda-sóis e algumas árvores ao redor da piscina. Quer saber mais sobre o assunto? Assista a reportagem a seguir!



Fontes:

ISTOÉ 
UOL
G1
Estadão

sexta-feira, 11 de maio de 2018

XXI SULPET - Inserção e Integração: O PET como Agente Transformador Social



Durante o feriado estendido do dia do trabalhador, dos dias 28 de abril a 01 de maio, aconteceu na UFPR Campus Curitiba o XXI Encontro Regional dos Grupos PET do Sul (SULPET), sob a temática “Inserção e Integração: O PET como agente transformador social. ”.

O XXI SULPET foi organizado por integrantes de grupos PET da UFPR e UTFPR e recebeu, alojou e alimentou mais de 800 participantes! Foram intensos 4 dias de apresentação de trabalhos, atividades de integração, palestras e discussões sobre o tema do evento.


Centro de Eventos do SEPT nos dias do evento

No primeiro dia do evento (28/04), após um espaço para credenciamento dos participantes, foram disponibilizadas para participação dos congressistas, onze oficinas dos mais variados assuntos, desde uma oficina sobre o Kit Mola I, ministrada por dois integrantes do PET Eng. Civil, Gabriel Simionato e Vinícius Rupel, até uma oficina de funk (“cê” acredita?)!

Logo após as oficinas aconteceu a abertura do evento. A fala de abertura e saudações ficaram a cargo de nosso querido egresso Rodrigo Otávio Fraga Peixoto de Oliveira, seguidas da convocação da mesa de abertura do evento, composta por diversas autoridades, e também uma egressa do PET Engenharia Civil, Stephanie Zau.

Em seguida foram realizadas duas palestras, uma delas ministrada pela Profª Drª Megg Rayara Gomes, intitulada “Minorias e Políticas Afirmativas”, que tratou da discriminação das minorias no ambiente universitário e sua influência histórica em diversas culturas, e a outra, “Inovação e Sustentabilidade”, apresentando iniciativas sustentáveis e com preocupação social adotadas pelo grupo O Boticário, com o palestrante Alexandre Silva.

No dia seguinte as atividades iniciaram-se com as apresentações de trabalhos, que foram divididas nas salas de aula do Centro Politécnico, totalizando, aproximadamente, 10 trabalhos por sala. Em cada sala havia dois membros da comissão organizadora para auxiliar os apresentadores, bem como, disponibilizar as mídias, adequar o tempo, instruir os avaliadores e reger as apresentações. As apresentações ocorreram na ordem estipulada  pela comissão organizadora e em cada sala havia cerca de 3 avaliadores. Os demais discentes podiam escolher quais trabalhos gostariam assistir, de acordo com a capacidade da sala. Todas as apresentações dispunham de 10 minutos ao todo, com tempo destinado às perguntas dos avaliadores para os avaliados.

Ao fim das apresentações aconteceu a palestra intitulada: “Saúde Mental e a Anormalidade Acadêmica” com o Psicólogo e Profº Allan Mohr. Ele tratou sobre o conceito de saúde mental, como são causados os problemas e como a universidade influência nesse processo.

Pela tarde se sucederam os Grupos de Discussão e Trabalho (GDTs), que têm como objetivo principal reunir, discutir e trabalhar ideias para o aprimoramento do Programa. Essas ideias então são levadas, como encaminhamentos, para a Assembleia Final, para que, futuramente, cheguem ao conhecimento de instâncias superiores. Os temas discutidos e votados nos GDTs do XXI SULPET foram: A tríade petiana como transformador social; Cidadania: Gênero e sexualidade; Cidadania: Pluralidade social; Seleção e desligamento de discentes e tutores; Permanência e evasão no PET e na graduação; Legislação e MOB; Financiamento e subsídio dos grupos PET; Mobiliza PET na formação de consciência política: Estratégias de atuação e difusão; Movimentos estudantis e a educação brasileira; Suporte e visibilidade dos grupos PET nas IES; O potencial transformador do PET dentro da graduação. Esses espaços foram conduzidos por membros dos grupos da UFPR, incluindo membros atuais e egressos do PET Engenharia Civil.

O terceiro dia de evento (30/04) foi repleto de atividades muito relevantes, se iniciou com uma programação relacionada ao Mobiliza PET, movimento que surgiu no final do século XX para evitar a extinção do Programa e existe até hoje para o fortalecimento e consolidação do PET, ela foi dividida em duas partes. Na primeira parte aconteceu uma palestra intitulada “Financiamento nas Universidades”, ministrada pelo Prof. Dr. Luiz Fernando Reis, que tratou sobre a dificuldade de obtenção de montante para a realização das atividades dos grupos. Na segunda parte houve uma palestra sobre o Histórico do Mobiliza PET; apresentando os motivos pelos quais ele foi criado, as diferentes formas de mobilização já realizadas, a importância, entre outros temas desde a sua criação; ela foi apresentada pelo Prof. Mario Brasil e pela discente Naiara Martins, ambos da UnB e membros da diretoria da Comissão Executiva Nacional dos Grupos PET (CENAPET).

No fim da tarde de segunda-feira aconteceu o Encontro de Discentes concomitante ao Encontro de Tutores, espaços onde os diferentes grupos se reúnem para discutir temas com pauta pré-definida pela comissão organizadora.

Depois foram realizadas as apresentações em banners. Em cada apresentação havia, no máximo, dois discentes e seus trabalhos eram direcionados de acordo com os eixos estabelecidos previamente. Os banners foram alocados em suas posições estabelecidas e demarcadas pela comissão organizadora, de forma que ficasse distinguido os eixos de enfoque do trabalho. Foi passado aos discentes estavam no local com antecedência para a alocação dos seus banners antes de as apresentações começarem efetivamente. Durante a apresentação, os avaliadores e discentes interessados em geral, circulavam pelo espaço delimitado, assistindo aos trabalhos que lhes interessavam., deixando um espaço dinâmico e interativo.

Para a avaliação dos trabalhos foi convocado uma banca composta apenas por professores, mestrandos, graduandos e tutores do PET. A banca avaliadora foi dividida de acordo com os eixos de submissão dos trabalhos, de forma que os avaliadores ficassem no encargo de poucos trabalhos de forma geral. Cada  apresentação teve duração de, no máximo, 5 minutos e foram avaliadas conforme critérios previamente estabelecidas pela comissão avaliadora que, ao término da avaliação, entregou à comissão responsável o documento contendo as notas dos trabalhos avaliados e prontamente foi elaborado o ranking para a premiação no dia seguinte.

Helena e Lorena, membros do PET Engenharia Civil da UFPR apresentando o trabalho "PET 35 Anos: Resgate Histórico do PET Engenharia Civil da UFPR" 
Ainda no mesmo dia aconteceu o Encontro por Atividades, que é um momento no qual os discentes e docentes se reúnem para discutir sobre atividades nas quais têm interesse. Os temas desse ano foram: Educação Ambiental, Integração PET e Sociedade, Metodologias de Aprendizagem Ativa, Promovendo a Inclusão, O Estudante e a Saúde Mental, Conexões de Saberes, Processo de Seleção, Cultura Política e Participação Social, Atividades Avaliativas dos Membros, A Importância da Comunidade InterPET dentro da IES, Produção de Conhecimento Científico e Tecnológico e, por último, Desenvolvimento Pessoal. Durante o Encontro os presentes trocam experiências de atividades que deram certo ou não, o que ocasiona a melhoria das ações de cada grupo.

O quarto e último dia de evento foi reservado para a Assembleia Final. Ela foi conduzida pela Prof. Nilce Nazareno da Fonte como presidente, Prof. Márcia Istake como vice presidente, discente Jaqueline Ramos como secretária e Daniela Mori e Caroline Ignácio como redatoras; sendo organizada de acordo com um regimento elaborado pela comissão organizadora, que se baseou no regimento do XXII ENAPET. Foram deliberados todos os encaminhamentos gerados durante o evento, além da aprovação de sugestões e escolha da universidade sediadora do XXII SULPET, que será a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Todos os itens que foram aprovados serão discutidos no Encontro Nacional dos grupos PET (ENAPET) desse ano e, se forem aprovados, serão enviados às instâncias correspondentes.

Em um intervalo da assembleia foi realizado o encerramento, a premiação dos melhores trabalhos apresentados e até uma apresentação cultural do grupo Zimba!

O evento se finalizou às  21 horas de terça-feira (01/05) com o fim da assembleia e um breve discurso de alguns membros da comissão organizadora.

Organizar e participar do XXI SULPET foi uma experiência incrível para o PET Engenharia Civil da UFPR! Assumir um evento de tão grande porte é um ato muito desafiador e, por muitas vezes, a falta de apoio ou dificuldades que surgem desmotivam, entretanto o produto é  muito gratificante!

Agradecemos muito aos membros atuais e egressos de grupos PET da UFPR e UTFPR, que trabalharam demaissss durante o ano que passou para que o evento acontecesse! Agradecemos a todos os discentes, docentes, patrocinadores ou interessados que, de alguma forma, contribuíram para o acontecimento de evento! E agradecemos principalmente aos mais de 800 discentes e docentes, sem vocês o SULPET jamais existiria!

Para mais informações, acesse:
quarta-feira, 2 de maio de 2018

O Uso das Impressoras 3D na Construção Civil

          Criada em 1984 por Charles Hull, na Califórnia, a primeira máquina de manufatura aditiva, popularmente conhecida como impressora 3D, tinha como objetivo a criação de lâmpadas para solidificação de resinas. Além disso, também visada a produção de peças de plástico em menor tempo, pois no processo tradicional, cada peça demorava de seis a oito semanas para ficar pronta.

        Devido à alta velocidade de produção e precisão das peças fabricadas pelo processo de manufatura aditiva, essa tecnologia adquiriu grande popularidade nos dias atuais. Hoje, são utilizadas para a fabricação desde peças simples de plástico e protótipos, até roupas, carros e casas.

Como funciona uma impressora 3D

            Utilizando softwares adequados, é elaborado um modelo 3D que posteriormente é utilizado para se obter o G-code, um arquivo contendo as informações de manufatura por coordenadas. O arquivo é executado pela impressora que movimenta uma extrusora, depositando o material em camadas.
Fonte: The Hub Bim (2018)
         Por conta da sua maneira de operar, as impressoras 3D possuem grande flexibilidade nos projetos, podendo imprimir detalhes com alta precisão. Além disso, o desperdício de materiais é mínimo, o que torna os projetos sustentáveis por quase não haver eliminação de detritos. Outra vantagem é a possibilidade de trabalho com outros materiais, como a mistura de lama e fibras de vidro.
Na construção civil

          Recentemente, essa tecnologia chegou na construção civil, por meio de estudos realizados por Behrokh Khoshnevis, professor do Instituto das Ciências da Informação da Escola Viterbi para a Engenharia, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Khoshnevis criou a técnica do Contour Crafting (construção por contornos), que utiliza um guindaste ou pórtico rolante controlado por computador para fazer edifícios da construção civil, de forma rápida e automatizada.





Imagem: Impressora utilizada para a Contour Crafting. 
Fonte: Engiobra, 2015

         Através do uso da Contour Crafting, diversas empresas ao redor do mundo vêm impressionando com suas façanhas. A WinSun, na China, foi a responsável pela construção do primeiro prédio (5 andares, com 10 x 6,6 x 40 metros), além de 10 casas em um dia, tudo isso utilizando a manufatura aditiva. Na Itália, já são construídas casas populares com uma mistura de lama e vidro como material de base. A Apis Cor, nos Estados Unidos, constrói uma casa em menos de 24 horas, com preço de aproximadamente R$31,1 mil, estimativa de duração de 175 anos e o diferencial de construção diretamente no canteiro de obras. Outro acréscimo à construção civil foi feito por Robert Flitsch em Harvard, criador uma impressora 3D robótica que preenche e restaura fissuras de rodovias.

Imagem: Engenheiro Mecânico Robert Flitsch e sua impressora 3D móvel.
Fonte: Divulgação estudo Harvard.

Imagem: casa construída pela Apis Cor, na ssia. 
Fonte: Tecmundo (2017).

         Apesar de tudo isso, ainda há muitos empecilhos para o uso em grande escala das impressoras 3D na construção civil. Entretanto, com o rápido avanço da tecnologia e a quantidade de pesquisa e tempo investido nesses equipamentos, a dificuldade de operação, manutenção e transporte das impressoras 3D de grande porte logo deixarão de ser problemas.

Referências:

CAPUTO, Victor. Conheça as casas construídas com impressão 3D na China. Disponível em com-impressao-3d-na-china/>. Acesso em 22 de março de 2018.

RODRIGO, Marcelo. Casa impressa em 3D pode ser erguida em 24h e custa pouco mais de R$30 mil. Disponível em <https://www.tecmundo.com.br/impressora- 3d/114742-casa-impressa-3d-erguida-em-24h-custa-r-30-mil.htm>. Acesso em 22 de março de 2018.

DUARTE,  Henrique.   Descubra  como   surgiu   a  impressora  3D.  Disponível  em http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2014/04/descubra-como-surgiu- impressora-3d.html>. Acesso em 22 de março de 2018.

RODRIGUES,    Ricardo.     O     que     é     o     Contour     Crafting.      Disponível     em
<http://engiobra.com/o-que-e-o-contour-crafting/>. Acesso em 22 de março de 2018.
PACHECO, Adriano. Impressão 3D no mercado da construção civil. Disponível em http://maisengenharia.altoqi.com.br/estrutural/impressao-3d-mercado-da-construcao- civil/>. Acesso em 22 de março de 2018.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

O Problema do Saneamento Básico no Brasil


Conhecido como uma das necessidades básicas do ser humano, como sugere o nome, o saneamento básico busca promover água potável de qualidade e destinação correta do esgoto e do lixo, além de trata-los quando possível. Os principais objetivos são: prevenir doenças, melhorar a limpeza pública básica e a qualidade de vida da população.
Na década de 70, apenas um terço das residências do Brasil possuía acesso à rede de esgoto, no qual 5% deste recebia o devido tratamento. O resto era jogado aos rios, que desembocam no mar, fazendo uma cascata de poluição. Em 2007 foi, enfim, aprovada a lei número 11.445, que assegura o saneamento básico a todos os residentes do Brasil. Entretanto, mesmo com 10 anos de lei, pouco mais da metade da população tem esse direito garantido pelo Estado.
Em 2010, 55% população brasileira conseguiu acesso à rede de esgoto, conforme dados da Companhia Saneamento de Jundiaí.  Segundo o site da Sampex Desentupidora (2012), 8,4 bilhões de litros de esgoto são gerados a cada dia no Brasil, porém somente 30% deste é tratado, voltando a ser classificado como potável.


FIGURA 1 – Estação de tratamento de esgoto no Rio de Janeiro
Fonte: https://dedambiental.com.br/dicas/cuidados-estacoes-de-tratamento-de-esgoto-chuva/


A média do país decepciona, e dados concretos de cada local podem chocar mais ainda. Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR) são as únicas capitais presentes no top 10 da pesquisa do Instituto Trata, com 100% e 98,5% de suas respectivas populações tendo acesso ao saneamento básico. Já entre as 10 piores, aparecem quatro capitais: Teresina (PI), Belém (PA), Macapá (AP) e Porto Velho (RO) com respectivamente 16,3%, 7,2%, 6% e 2,2%.


FIGURA 2 – Esgoto a céu aberto em Macapá
FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/saneamento-melhora-mas-metade-dos-brasileiros-segue-sem-esgoto-no-pais.ghtml

A fim de auxiliar a lei de 2007, foi planejado e lançado, em 2014, o Plano Nacional de Saneamento, que conta com metas de curto, médio e longo prazo, revisadas de quatro em quatro anos e com prazo final de 20 anos (ou seja, em 2034). Entre as metas, está a universalização dos serviços de saneamento e a diminuição no desperdiço de água. Infelizmente, segundo a Confederação Nacional da Indústria, o plano somente poderá ser concretizado em 2054 devido à lentidão dos investimentos.


FIGURA 3 – Logo do Plano Nacional de Saneamento Básico
FONTE: https://brasil.gov.br/infraestrutura/2012/09/consulta-publica-para-definir-proposta-sobre-saneamento-basico-prorrogada/plansab/view

O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é um planejamento que deve conter dados sobre abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, que deverá ser elaborado por técnicos da prefeitura e aprovado em audiência pública. O PMSB deve ser referência para o cumprimento de metas, a fim de melhorar o saneamento nas cidades.
A partir de 2018, cada cidade deverá possuir um PMSB para que receba recursos federais de investimento nessa área. Infelizmente, apenas 1.692 cidades (30,4%) declararam ter feito o plano. Enquanto isso, 37,5% dizem estar com a elaboração do plano em andamento, 29,9% não apresentaram qualquer tipo de dado e 2% apresentam inconsistências nos dados descritos.            
A principal argumentação das cidades que têm dificuldades em apresentar o plano é a falta de engenheiros capacitados para a elaboração do mesmo aliada à inexistência de verba para contratar consultorias terceirizadas.
Os únicos estados que apresentaram mais de 50% dos municípios com PMSB foram Santa Catarina (86%), São Paulo (64%) e Rio Grande do Sul (54%). Há 15 estados em que menos de 20% dos municípios possuem o Plano, assustam Pará (15%), Rondônia (10%) e Amapá (0%).


REFERÊNCIAS:
QUAL a importância do saneamento básico?. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
A importância do Saneamento Básico e seus principais benefícios. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
SANEAMENTO Básico. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
SANEAMENTO melhora, mas metade dos brasileiros segue sem esgoto no país. Disponível em: . Acesso em: 12 março 2018.
PLANO municipal de saneamento básico. Disponível em: . Acesso em: 10 abril 2018.
APENAS 30% das cidades do Brasil têm planos municipais de saneamento. Disponível em: . Acesso em: 10 abril 2018.